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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM METEOROLOGIA

JOSÉ MARCOS ALVES DOS SANTOS

DETECÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO MUNICÍPIO DE MATA GRANDE – AL
COM USO DE GEOTECNOLOGIAS

MACEIÓ / AL
2016

JOSÉ MARCOS ALVES DOS SANTOS

DETECÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO MUNICÍPIO DE MATA GRANDE – AL
COM USO DE GEOTECNOLOGIAS

Dissertação de Mestrado apresentada ao programa de
Pós-Graduação em Meteorologia do Instituto de
Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de
Alagoas - UFAL, como requisito parcial para obtenção
do grau de Mestre em Meteorologia.

Orientador:
Prof. Dr. Heliofábio Barros Gomes

Co-orientador:
Prof. Dr. Helber Barros Gomes

MACEIÓ / AL
2016

DEDICATÓRIA

“A Deus sobre todas as coisas e a minha família que sempre esteve ao
meu lado durante esses percursos”. DEDICO!

AGRADECIMENTOS

Aos meus pais Luiz Alves e Maria José, por tudo que me proporcionaram, na vida e na
trajetória educacional, me incentivando e apoiando para que eu alcançasse minhas metas.
A minha esposa Márcia Silvânia, que sempre esteve ao meu lado, dando total apoio e
acreditando que tudo daria certo, compartilhando madrugadas de estudos, não me deixando
desistir, e por todos os outros momentos vividos.
Aos meus irmãos Luiz Júnior, Ielly Alves, e em especial, Ione Alves, pelos incentivos.
Ao meu orientador professor Dr. Heliofábio Barros Gomes, pela paciência, dedicação
e ensinamentos, uma valiosa contribuição não só para meus conhecimentos, como também
para minha carreira profissional.
Ao meu co-orientador professor Dr. Helber Barros Gomes, pela dedicação e
disponibilidade.
Aos amigos pelo grande apoio durante todo o mestrado e pesquisa.
Aos colegas do laboratório Sensorgeo, destacando Laurízio Ribeiro e Ismael Gibson.
Todos os colegas do mestrado em especial João Maria Afonso, pelos momentos de
estudos e apoio.
Aos professores Dra. Ana Paula Lopes da Silva (IGDEMA, UFAL) e Dr. Jorge Luís
Lopes da Silva (ICBS, UFAL), pelos seus ensinamentos e suas aulas de campo, que através
destas, contribuíram para a minha pesquisa.
Ao Mestrado em Geografia do Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio
Ambiente da Universidade Federal de Alagoas, campus A.C. Simões, por proporcionar a
disciplina Ecossistemas e Impactos Ambientais.
Aos professores do Instituto de Ciências Atmosférica do programa de Pós-Graduação
em Meteorologia, pelos conhecimentos transmitidos e dedicação.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pelo apoio
financeiro, através da concessão da bolsa de estudo fornecida pela instituição, para que
pudesse realizar esta dissertação.

Aos que compõe a banca examinadora, Prof. Dr. Rosiberto Salustiano da Silva Júnior,
Prof. Dra. Ana Paula Lopes e Prof.Dr. Thieres George Freire da Silva, por terem aceitado o
convite, pela dedicação nas correções, contribuindo de forma significativa e construtiva
possibilitandob a elaboração da pesquisa.

“Se enxerguei mais longe que outros homens, foi
porque me ergui sobre ombros de gigantes”.
(Isaac Newton).

RESUMO

A redução da biodiversidade de um ambiente com atividades voltadas à criação de animais,
agricultura itinerante e de autoconsumo e à coleta de lenha para consumo doméstico e
comercialização, traz como consequência a degradação dos solos, que pode ser por meio do
processo de erosão ou perda de fertilidade. O homem vem utilizando esse ambiente há
séculos, trazendo como resultados dessa ação, impactos ambientais. Essa situação é
decorrente da eliminação da cobertura vegetal, total ou parcial, em associação com o uso
inadequado do solo, aliados às condições climáticas, com longos períodos de estiagem.
Situação que tem sido um cenário comum na região semiárida do Nordeste brasileiro.
Portanto, através desse exposto, houve a necessidade de se detectar e mapear áreas degradadas
no Município de Mata Grande (AL), com uso de geotecnologias (Sensoriamento Remoto e
Qgis), que nos últimos anos, adquiriram caráter fundamental para pesquisas e monitoramentos
ambientais, uma vez que possibilitam com eficiência a obtenção e tratamento de elevada
quantidade de dados e informações sobre recursos naturais. Através do Índice de Vegetação
por Diferença Normalizada - NDVI , avaliou-se as mudanças vegetativas ocorridas no
município, podendo assim ser feita uma análise e comparação da cobertura da vegetação no
solo, entre os períodos de 2013 a 2016 com imagens dos dias, 10/12/2013, 27/11/2014,
14/11/2015 e 01/01/2016. As atividades antrópicas (humanas) sejam direta ou indiretamente e
as condições adversas, (climáticas), são os principais fatores de degradação na área de estudo,
que caracterizaram nas imagens analisadas um elevado percentual de solo exposto e baixa
cobertura da vegetação.

Palavras-Chave: Meio Ambiente, Degradação, Impactos Ambientais, Sensoriamento Remoto
e NDVI .

ABSTRACT

Reducing the biodiversity of an environment with activities aimed at animal husbandry,
shifting agriculture and self-consumption, and the collection of firewood for domestic
consumption and commercialization, leads to soil degradation, which may be through erosion
or loss Of fertility. Man has been using this environment for centuries, bringing
environmental impacts as a result of this action. This situation is due to the elimination of the
total or partial vegetation cover, in association with the inadequate use of the soil, allied to the
climatic conditions, with long periods of drought. This situation has been a common scenario
in the semi-arid region of Northeast Brazil. Therefore, through these exposures, it was
necessary to detect and map degraded areas in the municipality of Mata Grande-AL, using
geotechnologies (Remote Sensing and Qgis), which in recent years have acquired a
fundamental character for environmental research and monitoring, a Efficient collection and
treatment of data and information on natural resources. Through the Normalized Difference
Vegetation Index - the vegetative changes occurred in the municipality were evaluated, and an
analysis and comparison of the vegetation cover in the soil between the periods of 2013 to
2016 with images of the days, 10/12/2013, 11/27/2014, 11/14/2015 and 01/01/2016. Human
activities are either directly or indirectly, and adverse climatic conditions are the main
degradation factors in the study area, which characterized in the analyzed images a high
percentage of exposed soil and low vegetation cover.

Keywords: Environment, degradation, Environmental Impacts, and Remote Sensing
and NDVI .

LISTA DE FIGURAS

FIGURAS

TÍTULOS

PÁG.

01

Localização das Caatingas na América do Sul...............................................

24

02

Desmatamento da Caatinga para fins agrícolas/pecuária (Mata Grande –
AL).................................................................................................................

25

03

Mapa do desmatamento da Caatinga no Nordeste.........................................

26

04

Legenda e representação do percentual de área desmatada no
Nordeste.........................................................................................................

05

26

Legenda da média percentual de uso e ocupação do solo por Estado do
Nordeste.........................................................................................................

27

06

Queimadas na Caatinga, (Mata Grande – AL)...............................................

29

07

Área coberta por atividades agrícolas no bioma Caatinga. (Baseado no
mapa de vegetação do Brasil).........................................................................

31

08

Exemplo de erosão acelerada – Mata Grande/AL..........................................

33

09

Exemplo de erosões eólicas, (Serra da Onça – Mata Grande/AL)................

34

10

Construção da rodovia AL - 145 que liga as cidades de Mata Grande /
Água Branca...................................................................................................

11

Sensoriamento

Remoto

como

um

sistema

de

aquisição

36

de

informação.....................................................................................................

43

12

Classificação de sensores quanto a fonte de energia......................................

44

13

Classificação de sensores didaticamente........................................................

44

14

Características intrínsecas de um sistema sensor...........................................

45

15

Mapa de localização do Município de Mata Grande – AL e suas divisas

16

com cidades do estado de Pernambuco..........................................................

53

Localização de Mata Grande no estado de Alagoas.......................................

53

17

Mapa das mesorregiões de Alagoas...............................................................

54

18

Localização de Mata Grande na mesorregião................................................

54

19

Vista panorâmica da cidade de Mata Grande-AL..........................................

55

20

Representação do relevo da cidade de Mata Grande-AL...............................

55

21

Vegetação arbustiva localizada na Serra da Onça no Município de Mata
Grande - AL...................................................................................................

22

57

Vegetação arbustiva e herbácea, localizada na Serra da Onça, Mata Grande
- AL................................................................................................................

57

23

Macambira, espécie típica da região..............................................................

57

24

Mapa de distribuição da temperatura média anual do ar para o Estado de
Alagoas...........................................................................................................

25

59

Mapa de distribuição dos tipos de solos do Município de Mata Grande –
AL...................................................................................................................

63

26

Representação de uma plataforma orbital......................................................

65

27

Representação de uma plataforma suborbital.................................................

65

28

Mapa da cobertura vegetal do Município de Mata Grande – AL no período
de10/12/2013..................................................................................................

29

Composição das bandas LAMDSAT8/TM 6, 5 e 4 em RGB, no período de
10/12/2013......................................................................................................

30

33

79

Mapa da cobertura vegetal do Município de Mata Grande – AL no período
de 27/11/2014.................................................................................................

32

79

Representações gráficas das assinaturas espectrais, do RGB para folhas
verdes, folhas secas e solo..............................................................................

31

76

80

Composição das bandas LAMDSAT8/TM 6, 5 e 4 em RGB, no período de
27/11/2014......................................................................................................

82

Mapa da cobertura vegetal do Município de Mata Grande – AL no período

83

de14/11/2015..................................................................................................
34

Composição das bandas LAMDSAT8/TM 6, 5 e 4 em RGB, no período de
14/11/2015......................................................................................................

35

Mapa da cobertura vegetal do Município de Mata Grande – AL no período
de 01/01/2016.................................................................................................

36

84

86

Composição das bandas LAMDSAT8/TM 6, 5 e 4 em RGB, no período de
01/01/2016......................................................................................................

87

LISTA DE TABELAS

TABELAS

TÍTULOS

01

Classes de solos do Município de Mata Grande - AL, com suas

PÁG.

áreas e percentual do total............................................................

62

02

Características do satélite Landsat 8.............................................

67

03

Representação dos comprimentos de ondas e resolução com
suas respectivas bandas do Landsat 8...........................................

70

04

Representação das bandas 4 e 5....................................................

71

05

Representação das Classes do NDVI ..........................................

74

LISTA DE GRÁFICOS

GRÁFICOS

TÍTULOS

PÁG.

01

Distribuição do total de áreas degradadas no mundo....................

23

02

Taxa do desmatamento da Caatinga por estado do Nordeste em
2013/2014.......................................................................................

27

03

Uso e ocupação do solo por estado do Nordeste............................

27

04

Curva média da vegetação fotossinteticamente ativa....................

47

05

Comportamento

espectral

da

água

em

seus

diferentes

estados............................................................................................
06

Curvas de percentual de reflectância para materiais comuns
encontrados em ambientes urbanos................................................

07

51

Frequência anual de estiagem e seca no Estado de Alagoas no
período de 1991 a 2012..................................................................

08

48

76

Municípios alagoanos mais atingidos, classificados pelo maior
número de registros por desastres naturais no período de 1991 a
2012................................................................................................

09

Síntese das ocorrências de estiagem e seca do Município de
Mata Grande no período de 1991 a 2012.......................................

10

81

Dados pluviométricos do Município de Mata Grande-AL, no
período de dezembro de 2015........................................................

13

78

Precipitação anual do sertão alagoano no período de
2014....,...........................................................................................

12

77

Precipitação anual do sertão alagoano no período de
2013................................................................................................

11

77

85

Dados pluviométricos do Município de Mata Grande-AL, no
período de janeiro de 2016.............................................................

85

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO...............................................................................................

18

2

REVISÃO DE LITERATURA......................................................................

20

2.1 – MEIO AMBIENTE................................................................................

20

2.1.1 – Aspectos do meio ambiente...................................................................

21

2.2 – ÁREAS DEGRADADAS.......................................................................

22

2.2.1 – Exemplos de degradações ambientais...................................................

24

2.2.2 – Desmatamento.......................................................................................

24

2.2.3 – Incêndios e queimadas..........................................................................

28

2.2.4 – Degradação do solo...............................................................................

29

2.2.5 – Degradação dos solos através da agricultura.........................................

30

2.2.5.1– Herbivoria por caprinos na Caatinga...................................................

31

2.2.6 – Degradação por pastagem......................................................................

32

2.3 – EROSÃO DOS SOLOS..........................................................................

33

2.3.1– Erosões eólicas........................................................................................

34

2.4 – IMPACTOS AMBIENTAIS..................................................................

35

2.4.1 – Impactos ambientais no Brasil...............................................................

37

2.4.1.1 – Um resumo histórico........................................................................... 37
4.1.2 – Procedimentos e regulamentações.........................................................

38

2.5 – GEOTECNOLOGIAS ...........................................................................

39

2.5.1 – Geoprocessamento.................................................................................

40

2.5.2 – Sistemas de Informações Geográficas – SIG......................................... 40
2.5.3 – Sensoriamento Remoto..........................................................................

41

2.5.3.1 – Origem e evolução............................................................................... 42
2.5.3.2

–

Sensoriamento

Remoto

como

sistema

aquisição

de

informação..........................................................................................................

43

2.5.3.3 – Sistemas Sensores................................................................................ 43
2.5.3.4 – Sensores Termais................................................................................. 45
2.5.3.5 – Sensores de Alta Resolução................................................................. 46
2.5.4 – Sensoriamento Remoto da Vegetação....................................................

46

2.5.5 – Sensoriamento Remoto da Água............................................................

48

2.5.6 – Sensoriamento Remoto da Paisagem Urbana......................................... 49
2.5.6.1 – Resolução Temporal Urbana/Periurbana............................................. 49
2.5.6.2 – Resolução Espectral Urbana/Periurbana.............................................

50

2.5.6.3 – Resolução Espacial Urbana/Periurbana............................................... 50

3

2.5.7 – Sensoriamento Remoto de Solos, Minerais e Geomorfologia..

51

MATERIAIS E MÉTODOS............................................................................

53

3.1 – Localização e caracterizações da área de estudo.......................................

53

3.2 – Aspectos Socioeconômicos.......................................................................

54

3.3 – Aspectos Fisiográficos............................................................................... 55
3.4 – Vegetação..................................................................................................

56

3.5 – Clima.........................................................................................................

58

3.6 – Solos..........................................................................................................

60

3.7 – Geologia..................................................................................................... 64
3.8 – Descrição metodológica............................................................................

64

4

RESULTADOS E DISCUSSÕES...................................................................

73

5

CONCLUSÃO................................................................................................... 89

REFERÊNCIAS................................................................................................ 90

18

1.

INTRODUÇÃO

Grande parte da região Nordeste do Brasil predomina o clima tropical semiárido, com
regime pluviométrico insuficiente para atender às necessidades hídricas do ambiente. O
homem vem utilizando esse ambiente há séculos, com atividades voltadas à criação de
animais, a uma agricultura itinerante e de autoconsumo e à coleta de lenha para consumo
doméstico e comercialização, (Falcão, 2013).
Com isso, a redução da biodiversidade de um ambiente, com a consequente
degradação dos solos, por meio desses processos vem alcançando condições severas do
processo de desertificação, tornando-se um cenário comum na região semiárida do Nordeste
brasileiro. Recorrendo Falcão, (2013) essa situação é decorrente da eliminação da cobertura
vegetal, total ou parcial, em associação com o uso inadequado do solo, aliados às condições
climáticas, com longos períodos de estiagem.
Um dos recursos naturais mais importantes para a qualidade de vida do homem é o
solo. Possui múltiplas funções nos ciclos dos nutrientes, no ciclo da água e também é
importante para a sustentabilidade dos sistemas naturais, como as floretas e os campos, (Wadt
et al , 2003). Ainda segundo o autor, degradação dos solos, constitui um prejuízo
socioeconômico para as gerações atuais e representa um grande risco para as gerações futuras.
Portanto, a aplicabilidade das Geotecnologias, destacando o Sensoriamento Remoto,
está sendo muito utilizada, na área urbana, agrícola, ecológica e florestal, para a identificação
e mapeamento de diversas áreas com cobertura vegetal ou solo exposto, através das imagens
disponibilizadas pelo satélite LANDSAT 8 e a utilização do software QGIS (é um Sistema de
Informação Geográfica (SIG), um Software Livre, licenciado sob a GNU – General Public
License), fazendo aplicabilidade do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada - NDVI .
Desta forma é possível analisar e mapear determinadas áreas de cobertura vegetal, além de
suas modificações que possam ocorrer ao longo do tempo, o que possibilita monitorar
determinadas áreas de vegetação de uma região ou localidade.
Com base no exposto, objetivou-se, mapear e identificar as áreas vegetativas, através
do ( NDVI ), no município de Mata Grande (AL), localizado na mesorregião de sertão
alagoano tendo como uma de suas características vegetal, a Caatinga, que apresenta um

19

imenso potencial para a conservação de serviços ambientais, uso sustentável e bioprospecção
que, se bem explorado, será decisivo para o desenvolvimento da região.
Além comparar as mudanças da vegetação no período de 2013 a 2016, fazendo um
diagnóstico, através das imagens geradas pelo satélite Landsat 8, nos dias 10/12/2013,
27/11/2014, 14/11/2015 e 01/01/2016. Para tanto, fez-se uso das imagens citadas, uma análise
e avanço de degradação, devido aos processos naturais e antrópicos acorridos na área de
estudo.

20

2.

REVISÃO DE LITERATURA

2.1

MEIO AMBIENTE

A expressão meio ambiente está incorporada ao dia a dia, mostrando-se nas mais
variadas situações e oportunidades, notadamente quando ligada aos recursos ambientais1. Para
Marques (2010, p.14), é a expressão incorporada à língua portuguesa para indicar, “o conjunto
de condições naturais e de influências que atuam sobre os organismos vivos e os seres
humanos”.
Já do ponto de vista ecológico, Marques (2010, p.15) citando o Dicionário de ecologia
e ciências ambientais define meio ambiente “a soma total das condições externas circundantes
no interior das quais um organismo, uma condição, uma comunidade ou um objeto existe”,
acrescentado-se que “os organismos podem ser parte do ambiente de outro organismo”.
Juridicamente, define-o a Lei nº6. 938, de 31.8.1981, em seu art. 3º, I, como “o
conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que
permite, abriga e rege a vida em todas suas formas”. Luis Roberto Barroso2 define que o meio
ambiente como sendo “o complexo de relações entre o mundo natural e os seres vivos”.
De acordo com Custódio (1993) ao citar Machado (1982) afirma que:
“Trata-se de ampla definição legal, pois atinge tudo aquilo que permite a vida, que
abriga e rege, abrangendo as comunidades, os ecossistemas e a biosfera”.

Portanto, quanto à abrangência da noção de meio ambiente, Custódio (1993)
fundamenta-se em obra de diversos autores, acrescentando que, para os fins protecionais meio
ambiente é:
“O conjunto das condições naturais, sociais e culturais em que vive a pessoa humana
e que são suscetíveis de influenciar sua existência”.

1

Art. 3º, V, da Lei n°6938, 31.8.1981: ”recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e
subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo e os elementos da biosfera, a fauna e a flora”.
(MARQUES, 2010, p.14)
2

A proteção do meio ambiente na Constituição brasileira. In: Caderno de direito constitucional e Ciência
Política, p.123.

21

2.1.1 Aspectos do meio ambiente

Conforme Marques (2010), meio ambiente, embora seja uno e indivisível, apresenta-se
sob diversos ângulos, ou seja, pode ser observado, tendo-se em vista aspectos diferentes. O
referido autor, diz-se do meio ambiente natural (ou físico), urbano, cultural e do trabalho.
a) Meio ambiente natural ou físico, é aquele composto dos elementos existentes na
natureza, para cuja criação não concorreu o homem. Assim resumem-se esses
elementos ao ar, à água, ao solo, à fauna e à flora. (Marques, 2010).
b) Novamente recorrendo Marques (2010), meio ambiente cultural, pode ser
representado por uma edificação isolada ou pelo conjunto de edificações de uma
cidade, um monumento, uma obra de arte e até mesmo por um sentimento que
reflita as origens, a formação ou os costumes de um povo.
c) Ao se posicionar a respeito do tema, Rizzatto (2009) afirma que, meio ambiente do
trabalho, diferentemente das outras divisões didáticas do Direito Ambiental,
relaciona-se direta e imediatamente com ser humano trabalhador no cotidiano, em
sua atividade laboral exercida em proveito de outrem.
d) Por sua vez Silva (2000, p.21) afirma que o meio ambiente artificial ou urbano é
constituído pelo espaço urbano construído, consubstanciado no conjunto de
edificações, dentre eles (espaço urbano fechado) e dos equipamentos públicos
como, (ruas, praças, áreas verdes, espaços livres em geral: espaço urbano aberto) 3.

3

SILVA, José Afonso, Direito ambiental constitucional, p. 21.

22

2.2

ÁREAS DEGRADADAS

Segundo informações do Ministério do Meio Ambiente – MMA no Atlas das áreas
susceptíveis a desertificação do Brasil, afirma que:
Desde 1997 o Brasil é signatário da Convenção das Nações Unidas de Combate a
Desertificação (UNCCD). De acordo com este tratado desertificação é a degradação
da terra nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, resultante de vários fatores
entre eles as variações climáticas e as atividades humanas. A degradação da terra
compreende a degradação dos solos, dos recursos hídricos e da vegetação. (MMA
Atlas, 2007, p.13).

A Embrapa4 define como áreas degradadas aquela que sofreu em algum grau,
perturbações em sua integridade, seja ela de natureza física, química ou biológica. O processo
de degradação das terras de acordo com MMA, (2007) é considerado um problema global. Na
região semiárida os problemas econômicos e sociais são recorrentes, com danos ambientais
impactantes e degradantes, causando enormes prejuízos econômicos aos municípios e
principalmente ao meio ambiente.
Grande parte dos problemas de degradação ambiental, das terras nordestinas, segundo
Mantovani et al (1989), relaciona-se com a ausência de uma cultura de ocupação de espaços,
desrespeitando as riquezas e diversidades características dos diversos ecossistemas.
Segundo a Constituição Federal de 1988, Art.225, todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para
presentes e futuras gerações.
Vale salientar que, para assegurar a efetividade desse direito, incumbe além do Poder
Público, a cooperação de todos os envolvidos: sociedade, órgãos ambientais, enfim, manter
todos engajados com o mesmo propósito, conservação do meio ambiente.
Para Oldeman et al (1991) de acordo com o estudo apresentado por

Global

Assessment of Soil Degradation (GLASOD), registraram que 15% dos solos de regiões
habitadas do planeta foram classificados como degradados devido às atividades humanas.
Podemos apresentar a distribuição desse total de áreas degradadas no mundo de acordo com o
gráfico 1, a seguir:
4

Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, instituição pública de pesquisa vinculada ao
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil.

23

GRÁFICO 1 – Distribuição do total de áreas degradadas no mundo.

FONTE: Adaptado de OLDEMAN, 1994.

De acordo com Ruellan (1991), em muitas regiões, pressão demográfica é tal que o
cultivo é feito de qualquer jeito, esgotando rapidamente a terra podendo chegar à
desertificação. Em outros lugares, a produção desenfreada, torna-se os solos mais degradados.
O principal efeito da degradação no meio rural é um declínio na produtividade ou uma
necessidade maior de aporte de nutrientes para manter a mesma produtividade nas diferentes
culturas. Com a salinização e a elevação da superfície freática em áreas irrigadas, as reduções
na produtividade são ainda maiores, (Araújo et al, 2007). Salinização é a elevação da
concentração de sais nos solos, decorrente de irrigação excessiva, (Embrapa, 2007).
O termo salinidade de acordo com Batista et. al (2002), se refere à existência de níveis
de sais no solo que possam prejudicar de maneira economicamente e significativa o
rendimento das plantas cultivadas. Ocorre de uma maneira geral, em solos situados em
regiões de baixas precipitações pluviais, alto déficit hídrico e que tenham deficiências naturais
de drenagem interna. Quanto menor o valor das precipitações médias anuais de uma região e
maior a sua evapotranspiração potencial, maior é a possibilidade de salinização de seus solos
quando irrigados, tendo em vista que o déficit hídrico será maior.

24

2.2.1 Exemplos de degradações ambientais

Devido a inúmeros tipos de degradações ambientais existente, o referido trabalho
delimitou aquelas que mais diretamente se relaciona com o meio ambiente urbano e rural do
município de Mata Grande – AL. Em relação ao bioma procurou-se enfatizar a Caatinga
(Figura 1), no qual município está inserido.

FIGURA 1 – Localização das Caatingas na América do Sul.

FONTE: Leal, 2003.

2.2.2 Desmatamento

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente – MMA e Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, conceitua desmatamento como a
operação que objetiva a supressão total da vegetação nativa de determinada área para o uso
alternativo do solo. Considera-se nativa toda vegetação original, remanescente ou regenerada,

25

caracterizada pelas florestas, capoeiras, cerradões, cerrados, campos, campos limpos,
vegetações rasteiras, dentre outros.
Conforme o estudo de Silva (2003), a regeneração da vegetação na área desmatada
leva certo tempo sem que haja a interferência humana, mas pode ser acelerada através de
reflorestamento. O autor ainda destaca que, na ausência de conhecimento das espécies nativas,
em alguns casos, são implantadas espécies exóticas descaracterizando o ambiente e não
ocorrendo a reposição da vegetação, desta forma, o solo fica desprotegido e propício à
desertificação com perda da fertilidade.
Para a EMBRAPA (1996), o desmatamento é caracterizado pela prática de corte,
capina ou queimada (por fogo ou produtos químicos), que leva à retirada da cobertura vegetal
existente em determinada área, para fins de pecuária, agricultura ou expansão urbana.
Portanto, para Piolli et al (2004), isso pode ser considerada uma degradação ou uma
perturbação ambiental. Ver (Figura 2).

FIGURA 2 – Desmatamento da Caatinga para fins agrícolas/pecuária (Mata Grande – AL).

FONTE: Autor, 2016.

De acordo com ICMBIO5 os desmatamentos, principalmente para fins energéticos e
agrícolas, são os maiores responsáveis pela alteração do bioma caatinga (predominante na
5

ICMBIO – Instituto Chico Mendes de Conservação a Biodiversidade.

26

área em estudo), calcula-se que 42,3% da sua cobertura vegetal original já sofreram algum
tipo de modificação e 52% do bioma sofre com problemas de degradação.
Apesar da sua importância, o bioma caatinga tem sido desmatado de forma acelerada,
principalmente nos últimos anos, devido principalmente ao consumo de lenha nativa,
explorada de forma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias, ao sobrepastoreio
e a conversão para pastagens e agricultura, (MMA).

FIGURA 3 – Mapa do desmatamento da Caatinga no Nordeste.

FIGURA 4 – Legenda e
representação do percentual
de área desmatada no
Nordeste.

FONTE: INPE, 2015.

FONTE: INPE, 2015.

As áreas mapeadas na (Figura 3) mostram que os Estados de Alagoas e Pernambuco
apresentam um elevado percentual de desmatamento da Caatinga, enquanto no leste do Ceará
e no oeste do Rio Grande do Norte predominam a Caatinga Preservada, INPE6 (2015).

6

INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

27

Os gráficos 2 e 3 abaixo, mostram a comparação das taxas de desmatamento da
Caatinga e o uso de ocupação do solo em termos percentuais dos estados do nordeste.

GRÁFICO 2 – Taxa do desmatamento da Caatinga por Estado do Nordeste em 2013/2014.

FONTE: INPE, 2015.

De acordo com o (Gráfico 2), observa-se que Alagoas foi o Estado que obteve o maior
percentual de desmatamento, em contrapartida, Rio Grande do Norte foi onde ocorreu o maior
percentual de preservação.
Observando o (Gráfico 3) abaixo, o Estado de Alagoas apresenta um maior percentual
de degradação em relação ao Estado do Rio Grande do Norte, segundo dados apresentados
pelo INPE (2015), elevada ocupação e uso do solo, consequentemente baixo percentual de
área preservada.

GRÁFICO 3 – Uso e ocupação do solo por Estado do Nordeste.

FONTE: INPE, 2015.

FIGURA 5 – Legenda da
média percentual de uso e
ocupação do solo por Estado
do Nordeste.

FONTE: INPE, 2015.

28

Os resultados apresentados neste levantamento utilizando imagens do satélite Landsat
8, bandas 4,5 e 6 tem uma média de concordância superior a 0,8 (INPE, 2015).

2.2.3 Incêndios e queimadas

No Brasil, as queimadas estão associadas aos sistemas de produção mais primitivos,
como os de caça e coleta dos indígenas e de pequenos produtores rurais. A falta de
informação sobre métodos menos agressivos à natureza, provoca confusão entre as queimadas
tropicais e os incêndios florestais.
Mais de 98% das queimadas praticadas no Brasil são de natureza agrícola. O agricultor
decide quando e onde queimar. É uma prática controlada, desejada e faz parte do sistema de
produção. Já os incêndios florestais são de natureza acidental, indesejados e difíceis de
controlar, pois assolam, na maioria das vezes, os parques nacionais, geralmente localizados
em regiões remotas e de difícil acesso.
O impacto ambiental das queimadas e incêndios florestais vem preocupando, há
décadas, a comunidade científica, ambientalistas e a sociedade em geral, pois interferem na
harmonia da biodiversidade e na saúde humana. Tais práticas também estão presentes em
outras regiões do globo, sobretudo na savana africana, nas estepes russas e da Ásia central. A
legislação brasileira, através da Política Nacional do Meio Ambiente, Lei 6.938/81, tem como
instrumento de proteção dos recursos naturais um mecanismo denominado “Avaliação de
Impactos Ambientais - AIA”, cuja função é a elaboração de um estudo, antes de qualquer ação
humana, sobre o meio ambiente7.
Os solos nordestinos segundo Garda (1996) estão sofrendo um processo intenso de
desertificação devido à substituição da vegetação natural por culturas, principalmente através
de queimadas, como pode ser visto na (Figura 6).

7

Texto compilado de PEDRAS, B.D.A.G - O Impacto das Queimadas e Incêndios Florestais.

29

FIGURA 6 – Queimadas na Caatinga, (Mata Grande – AL).

FONTE: Autor, 2016.

2.2.4 Degradação do solo

O Programa Ambiental das Nações Unidas citado por Oldeman et al (1991), afirma
que, degradação do solo é um processo que descreve fenômenos causados pelo homem que
diminuem a capacidade atual e futura do solo em sustentar a vida humana.
Por sua vez LAL (1989), definiram degradação do solo como a diminuição da
qualidade do solo e/ou redução em sua habilidade de ser um recurso de múltiplo propósito,
devido a causas naturais ou induzidas pelo homem.
É imperativo que os solos sejam conservados, no presente, e para futuras gerações. No
caso de construções, em áreas de depósitos de tálus, que caracterizam condições instáveis,
quando não se altera significativamente essas encostas, plantando gramíneas e árvores, a
tendência é de manter o seu equilibro ambiental, (Fullen e Catt, 2004).
Os referidos autores ainda destacam que, como uma comunidade global, devemos
aprender com as lições do passado. Ou seja, vivemos num momento de mudanças climáticas,
rápido crescimento da população mundial e rápido decréscimo, em área e em qualidade dos

30

solos, como um recurso natural básico. Conflitos militares regionais continuam em especial
no mundo das zonas áridas, e muitos desses conflitos estão relacionados a recursos hídricos.

2.2.5 Degradação de solo através da agricultura

De acordo com Falcão (2013) a redução da biodiversidade de um ambiente, com a
consequente degradação dos solos, por meio do processo de erosão e perda de fertilidade,
alcançando as condições severas do processo de desertificação, tem sido um cenário comum
na região semiárida do Nordeste brasileiro. Essa situação é decorrente da eliminação da
cobertura vegetal, total ou parcial, em associação com o uso inadequado do solo, aliados às
condições climáticas, com longos períodos de estiagem.
Sobre níveis de degradação das terras no trópico semiárido do Nordeste, Brasil (2004)
afirma que as áreas em processo de desertificação são caracterizadas, além do critério do
Índice de Aridez, a partir do uso de indicadores relacionados à propriedade e uso dos solos
nas áreas mais secas do semiárido. (apud Falcão, 2013).
As ações de desmatamento da caatinga nativa, a garimpagem e a pecuária extensiva
contribuíram com o processo de desertificação, causando grandes prejuízos econômicos e
sociais à cadeia produtiva do semiárido. (Duarte 2008 citado por Falcão 2013).
Os solos nordestinos estão sofrendo um processo intenso de desertificação devido à
substituição da vegetação natural por culturas, principalmente através de queimadas, Garda
(1996). Ainda de acordo com o autor, o desmatamento e culturas irrigadas estão levando à
salinização dos solos, aumentando ainda mais a evaporação da água neles contida e, dessa
forma, acelerando o processo de desertificação. Podemos observar na (Figura 7) a seguir, a
área coberta por atividades agrícolas no bioma Caatinga.

31

FIGURA 7 – Área coberta por atividades agrícolas no bioma Caatinga. (Baseado no mapa de vegetação do
Brasil).

FONTE: IBGE, 1993.

2.2.5.1 Herbivoria por caprinos na Caatinga

O Consumo de tecidos vegetais vivos – herbivoria – é um processo fundamental em
todos os ecossistemas da Terra (Huntly, 1991; Coley & barone, 1996 apud Dourado, 2014). A
herbivoria em ecossistemas terrestres pode ser elevada, reduzindo o crescimento, (Rosenthal
& Kotanen 1994), a reprodução (Rosenthal & Kotanen 1994; Krupnick et al, 1999) e a
capacidade de competição das plantas (Coley 1983). Os danos causados por herbívoros
podem ser observados em todos os tipos de tecido vegetal (Gallo et al. 1988) e, embora eles
removam em média cerca 10% da vegetação, durante erupções ou processos sazonais de
alguma população, a perda da folhagem pode chegar a 100% (Schowalter et al. 1986),
influenciando a diversidade vegetal e modificando a estrutura da comunidade clímax (Coley
& Barone 1996 apud Leal, Vicente & Tabarelli)
De acordo com Medeiros et al, (2000), a população caprina no Brasil é de cerca de 12
milhões de cabeças, sendo que 92% encontra-se nos estados do Nordeste, principalmente na
região semi-árida coberta por vegetação de Caatinga.

32

Por sua vez Dourado (2014) cita em sua dissertação, de acordo com Parente (2009),
que os caprinos e ovinos tem sido reconhecidos como grandes agentes de degradação da
vegetação de ambientes áridos de todo o mundo. Mais especificamente, a herbivoria por
ovinos esta associada á redução de varias espécies de plantas herbáceas.
Além disso, existem evidências que a herbivoria por caprinos pode afetar a estrutura, a
capacidade de regeneração da vegetação Perevolottsky & Haimov (1992) e alterar
drasticamente os padrões de ciclagem de nutrientes e de fluxo de energia nos ecossistemas
(Severson & Debano 1991 apud Leal, Vicente & Tabarelli).
Embora a Caatinga seja um dos ecossistemas brasileiros mais degradados cerca de
60% já foi drasticamente alterada (Castelletti et al , 2003). No entanto, não há estudos que
avaliem o efeito da herbivoria por caprinos sobre a manutenção de populações de plantas e
sobre a estrutura dos tipos de vegetação que compõem a Caatinga, (Leal, Vicente & Tabarelli,
2003)

2.2.6 Degradação por pastagem

A degradação de pastagens é um fenômeno global. Estima-se que cerca de 20% das
pastagens mundiais (naturais e plantadas) estejam degradadas ou em processo de degradação,
sendo essa proporção pelo menos três vezes maior nas regiões mais áridas do planeta (United
Nations Environment Programme, 2004 apud Dias-Filho, 2014).
Segundo a (Food and Agriculture Organization – FAO), citada por Dias-Filho (2014),
em termos globais, uma das principais causas de degradação de pastagens de influência
antrópica direta é o manejo inadequado, em particular o uso sistemático de taxas de lotação
que excedam a capacidade do pasto de se recuperar do pastejo e do pisoteio. Uma pastagem
pode ser considerada degradada dentro de um universo relativamente amplo de condições
(Dias-Filho, 1998, 2011b). O autor afirma que, os extremos dessas condições são
conceitualmente denominados “degradação agrícola8” e “degradação biológica9”.

8

Degradação agrícola há um aumento na proporção de plantas daninhas na pastagem, diminuindo gradualmente
a capacidade de suporte, (Dias-Filho, 2014).

33

2.3

Erosão dos solos

O conceito de erosão está ligado aos processos de desgaste da superfície do terreno,
por meio do desprendimento, transporte e deposição das partículas do solo, tendo como
principais agentes o vento (erosão eólica) e a água (erosão hídrica). Quando ocorre dentro das
condições naturais do ambiente, de maneira gradual e lenta, é denominada de erosão
geológica ou normal, que condiciona a formação das estruturas do relevo da superfície da
Terra.
Todavia, quando o homem atua como agente acelerador, por meio de práticas que
desequilibram as condições naturais, há a remoção de grande massa de material em um curto
período de tempo. Nesse caso, a erosão é denominada de acelerada (Bertoni e Lombardi Neto,
1999; Valle Júnior, 2008; Bigarella, 2007 apud Flauzino, 2012). Ver (Figura 8).

FIGURAS 8 – Exemplo de erosão acelerada – Mata Grande (AL).

FONTE: Autor, 2016.

9

Degradação biológica, o solo perde a capacidade de sustentar a produção vegetal de maneira significativa,
levando à substituição da pastagem por plantas pouco exigentes em fertilidade do solo, ou simplesmente ao
aparecimento de áreas desprovidas de vegetação (solo descoberto), (Dias-Filho, 2014).

34

2.3.1 Erosões eólicas

Conforme Pena (2016) é o tipo de erosão causado pela ação dos ventos, que vão
lentamente esculpindo as rochas e transportando as partículas dos solos. Para Brito (2012) no
Brasil, não é a forma mais grave de degradação. Porém, em algumas regiões específicas do
país, ocorre processo acelerado de desertificação, principalmente nas regiões Nordeste e Sul.
Ainda recorrendo Brito (2012), é provocada pela ação do vento e será mais intensa
quanto maior a sua velocidade e a área livre de vegetação ou obstáculos naturais, está mais
relacionada às grandes planícies sem cobertura vegetal. Nessas regiões, a energia cinética do
vento desloca as partículas do solo. Dependendo da força e da velocidade do vento, são
removidas as partículas mais finas (argilas e silte) e, posteriormente, as partículas mais
grosseiras (areia). Como pode ser visto na (Figura 9) a seguir.

Figura 9 – Exemplo de erosões eólicas, (Serra da Onça – Mata Grande/AL).

FONTE: Autor, 2016.

35

2.4

IMPACTOS AMBIENTAIS

Vários autores conceituam impactos ambientais, de forma geral, como toda ação
provocada direta e indiretamente pelo homem contra o meio ambiente. Segundo Guerra et al
(2005, p.15,17), os ambientes urbanos têm concentrado cada vez mais população no mundo e,
em especial, no Brasil. Essa concentração, ligada a um crescimento desordenado e acelerado,
tem provocado uma série de mudanças no ambiente.
De acordo com o autor, a concentração urbana no Brasil é da ordem de 80% da
população, e o seu desenvolvimento tem sido realizado de forma pouco planejada, com
grandes conflitos institucionais e tecnológicos. Um dos principais problemas relacionados
com a ocupação urbana são as inundações e os impactos ambientais.
A resolução CONAMA10 Nº 001, de 23 de janeiro de 1986, Artigo 1º - para efeito
desta Resolução, considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas,
químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia
resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam:
I – a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
II – as atividades sociais e econômicas;
III – a biota;
IV – as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
V – a qualidade dos recursos ambientais.
Impacto ambiental de acordo com Guerra et al (2005,p.24,25) é, portanto, o processo
de mudanças sociais e ecológicas, causado por perturbações (uma nova ocupação e/ou
construção de um objeto novo: uma usina, uma estrada ou uma indústria) no ambiente. O
autor ainda cita como à evolução conjunta das condições sociais e ecológicas estimulada pelos
impulsos das relações entre forças externas e internas à unidade espacial e ecológica, histórica

10

RESOLUÇÃO CONAMA (CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE) Nº 001, de 23 de janeiro de
1986. Art. 1º.

36

ou socialmente determinada. É relação entre sociedade e natureza que se transforma
diferencialmente e dinamicamente.
Os impactos ambientais são escritos no tempo e incidem diferencialmente alterando as
estruturas das classes sociais e reestruturando o espaço, Guerra et al (2005, p.25). Para o
autor, é indivisível, e não é, obviamente, só resultado (de uma determinada ação realizada
sobre o ambiente): é a relação (de mudanças sociais e ecológicas em movimento).
Impacto ambiental para Sanchès (2013) é claramente, o resultado de uma ação
humana, que é a sua causa. Para o autor não se deve, portanto, confundir a causa com a
consequência. Uma rodovia não é um impacto ambiental, uma rodovia causa impactos
ambientais. Ver (Figura 10).

FIGURA 10 – Construção da Rodovia AL – 145, que liga as cidades de Mata Grande (AL) / Água Branca
(AL).

FONTE: Autor, 2016.

Da mesma forma, um reflorestamento com espécies nativas não é um impacto
ambiental benéfico, mas uma ação (humana) que tem o propósito de atingir certos objetivos
ambientais, como a proteção do solo e dos recursos hídricos ou a recriação do hábitat da vida
selvagem.

37

2.4.1 Impactos ambientais no Brasil
2.4.1.1 Um resumo histórico

Segundo o Programa Nacional de Capacitação de gestores ambientais: licenciamento
ambiental do Ministério do Meio Ambiente – MMA (2009 pp.11,12), durante muitos anos, o
desenvolvimento econômico decorrente da revolução industrial impediu que os problemas
ambientais fossem considerados. A poluição e os impactos ambientais do desenvolvimento
desordenado eram visíveis, mas os benefícios proporcionados pelo progresso eram
justificados como um “mal necessário”, algo com que deveríamos nos resignar. Foi apenas na
década de 1960 que o termo “meio ambiente” foi usado pela primeira vez – numa reunião do
Clube de Roma11 cujo objetivo era a reconstrução dos países no pós-guerra. Ali foi
estabelecida a polêmica sobre os problemas ambientais.
A primeira manifestação de maneira institucionalizada, de política relacionada ao tema
impacto ao meio ambiente veio com a criação do NEPA (National Environmental Policy Act)
em 1969, nos Estados Unidos da América, institucionalizando, no ano seguinte, o processo de
Avaliação de Impacto Ambiental – AIA, como um instrumento da sua política ambiental.
Esse instrumento legal dispunha sobre os objetivos e princípios da política ambiental norteamericana, exigindo para todos os empreendimentos com potencial impactante, a observação
dos seguintes pontos: identificação dos impactos ambientais, efeitos ambientais negativos da
proposta, alternativas da ação, relação dos recursos ambientais negativos no curto prazo e a
manutenção ou mesmo melhoria do seu padrão no longo prazo e, por fim, a definição clara
quanto os possíveis comprometimentos dos recursos ambientais para o caso de implantação
da proposta. Mais tarde, esse instrumento também foi adotado pela França, Canadá, Holanda,
Grã-Bretanha e Alemanha.
No Brasil, as primeiras tentativas de aplicação de metodologias para avaliação de
impactos ambientais foram decorrentes de exigências de órgãos financeiros internacionais
para aprovação de empréstimos a projetos governamentais. Com a crescente conscientização

11

O Clube de Roma foi constituído em 1968, composto por cientistas, industriais e políticos, que teve como objetivo discutir
e analisar os limites do crescimento econômico levando em conta o uso crescente dos recursos naturais. Detectaram que os
maiores problemas eram: industrialização acelerada, rápido crescimento demográfico, escassez de alimentos, esgotamento de
recursos não renováveis, deterioração do meio ambiente. Um dos documentos mais importantes, em termos de repercussão
entre os cientistas e os governantes foi o Relatório Meadows, conhecido como Relatório do Clube de Roma.

38

da sociedade, tornou-se cada vez mais necessária a adoção de práticas adequadas de
gerenciamento ambiental em quaisquer atividades modificadoras do meio ambiente.
Essa preocupação levou o governo brasileiro a sancionar, em 1981, a Lei nº 6.938 que
estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente e cria o Sistema Nacional do Meio
Ambiente – SISNAMA 12, contemplando fundamentos para a proteção ambiental no país, os
quais vêm sendo regulamentados por meio de decretos, resoluções dos Conselhos Nacional,
Estaduais e Municipais, normas e portarias.

2.4.2 Procedimentos e regulamentações

Segundo Berté (2009 p. 130,131) segue um resumo dos principais documentos de
estudo de impacto ambientais úteis para o entendimento do assunto:
 Avaliação de Impacto Ambiental (AIA): foi instituída pela Lei Federal nº
6.938/1981, que estabeleceu a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e definiu a AIA
como um dos seus instrumentos e com finalidade prática seu uso pelos sistemas de
licenciamento de atividades poluidoras ou modificadoras do meio ambiente, bem como as
atividades ligadas às entidades ambientais dos governos estaduais e, em casos especiais, da
Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema).
 Estudo do Impacto Ambiental (EIA): estão englobadas nesse estudo várias
atividades de cunho técnico e científico, como o diagnóstico ambiental, a identificação de
fatores impactantes, a previsão e medição de impactos, além da interpretação e valoração de
dados em relação a atividades impactantes, bem como a indicação de ações amenizadoras
com programas de monitorizarão de tais atividades.
 Relatório de Impactos Ambientais (Rima): constitui-se em um documento do
processo de Avaliação do Impacto Ambiental (AIA) e deve esclarecer todos os elementos do
estudo (EIA), de modo que possam ser utilizados na tomada de decisão e divulgados para o
público em geral (em especial, para a comunidade afetada).

12

A atuação do SISNAMA se dá mediante articulação coordenada dos Órgãos e entidades que o constituem,
observado o acesso da opinião pública às informações relativas às agressões ao meio ambiente e às ações de
proteção ambiental, na forma estabelecida pelo CONAMA.

39

2.5

GEOTECNOLOGIAS

Os impactos indesejáveis da dominação humana dos recursos naturais, associados ao
modelo de desenvolvimento incompatível com a ética ecológica, têm se tornado cada vez
mais visível. Esses impactos têm gerado níveis críticos de degradação ambiental em diversas
áreas do globo terrestre, (Batistella & Moran, 2008).
Ainda o autor afirma que nos últimos anos, as geotecnologias adquiriram caráter
fundamental para pesquisas e monitoramentos ambientais, uma vez que possibilitam com
eficiência a obtenção e tratamento de elevada quantidade de dados e informações sobre
recursos naturais e que suas aplicações para gestão e monitoramento ambiental é muito
amplo. Entre estas se incluem:
 Elaboração e manutenção de bancos de dados: configuram as bases
cartográficas, os sistemas cadastrais, os censos demográficos e agropecuários e
conjuntos de mapeamentos temáticos.
 Gestão físico-territorial: destacam-se as aplicações no planejamento do uso
terra, diagnósticos e prognósticos (simulações e elaborações de cenários), análises
de impacto ambiental, elaboração de zoneamentos, gestão de bacias hidrográficas,
monitoramento de fontes poluidoras, entre outras.
 Gestão de serviços: aplica-se nas áreas de saúde e educação, localização e
roteamento, segurança pública e defesa civil, gerenciamento dos serviços de água,
esgoto, eletricidade, gás, telefone e coleta de lixo, entre outras.
As geotecnologias podem ser definidas como sendo um conjunto de tecnologias
(Sistema de Informações Geográficas - SIG, Geoprocessamento, Cartografia Digital,
Sensoriamento Remoto e Sistema de Posicionamento Global - GPS), cujo fundamento
principal é a coleta, processamento, análise e visualizações de informações com referência
geográfica, possuindo em seu arcabouço técnico-metodológico premissas de processamento
digital de imagens de satélites, elaboração de bancos de dados georreferenciados,
quantificação de fenômenos da natureza, entre outras análises, proporcionando uma visão
mais abrangente do ambiente numa perspectiva geossistêmica (Guerra, 2006 apud
Albuquerque 2009).

40

Para Florenzano (2002) as geotecnologias referentes ao Sensoriamento Remoto e aos
Sistemas de Informações Geográficas (SIG), estão cada vez mais interligadas, e suas
aplicações nos diferentes campos do conhecimento têm intensificado.

2.5.1 Geoprocessamento

A coleta de informações sobre a distribuição geográfica de recursos minerais,
propriedades, animais e plantas sempre foi uma parte importante das atividades das
sociedades organizadas (Câmara & Davis 2001). Os autores afirmam que até recentemente,
no entanto, isto era feito apenas em documentos e mapas em papel, portanto, isto impedia
uma análise que combinasse diversos mapas e dados.
Com o desenvolvimento simultâneo da tecnologia de Informática na segunda metade
deste século, tornou-se possível armazenar e representar tais informações em ambiente
computacional, abrindo espaço para o aparecimento do Geoprocessamento (Câmara et al,
2001).
Parafraseando o autor, num país de dimensão continental como o Brasil, com uma
grande carência de informações adequadas para a tomada de decisões sobre os problemas
urbanos, rurais e ambientais, o Geoprocessamento apresenta um enorme potencial,
principalmente se baseado em tecnologias de custo relativamente baixo, em que o
conhecimento seja adquirido localmente.

2.5.2 Sistemas de Informações Geográficas – SIG

A palavra sistema pode pertencer a qualquer sistema: biológico, de transporte, estéreo
ou de computador. Entretanto, no contexto de analise de sistema de informação, a palavra
sistema pertence a sistemas de computador que processam informação (Rocha, 2003).
Um dos conceitos principais dos sistemas de informação segundo Rocha (2003),
consiste num conjunto de recursos nas áreas de diálogos, dados e construção de modelos
conhecidos como paradigmas DDM (Diálogo, Dados e Modelos).

41

Um Sistema de Informações Geográficas (SIG) é a execução de cada aplicação de
Geoprocessamento em computadores por meio de softwares que integram as bases
geográficas aos bancos de dados e que possuem ferramentas adequadas às quais utilizam
técnicas apropriadas para o desenvolvimento de análises espaciais, estatísticas, dentre outros,
(Silva, 2006). Para o autor um SIG é responsável pela coleta, pelo armazenamento e pela
recuperação de informações espaciais representadas por dados de localização e/ou
coordenadas geográfica.

2.5.3 Sensoriamento Remoto

Historicamente, reconhece-se que o termo Sensoriamento Remoto foi criado para
designar o desenvolvimento dessa nova tecnologia de instrumentos capaz de obterem imagens
da superfície terrestre a distâncias remotas e que sua definição de forma mais conhecida ou
clássica como, “uma técnica de obtenção de imagens dos objetos da superfície terrestre sem
que haja um contato físico de qualquer espécie entre o sensor e o objeto”, (Meneses et al,
2012),
Para o autor uma definição mais científica que se pode dar ao Sensoriamento Remoto
seria:
“Uma ciência que visa o desenvolvimento da obtenção de imagens da
superfície terrestre por meio da detecção e medição quantitativa das
respostas das interações da radiação eletromagnética com os materiais
terrestres”.

Por sua vez Novo (2008), define Sensoriamento Remoto como sendo a utilização
conjunta de sensores, equipamentos para processamentos de dados, equipamentos de transição
de dados colocados a bordo de aeronaves, espaçonaves, ou outras plataformas, com o objetivo
de estudar eventos, fenômenos e processos que ocorrem na superfície do planeta terra a partir
do registro e da análise das interações entre a radiação eletromagnética e as substâncias que o
compõe em suas mais diversas manifestações.

42

2.5.3.1 Origem e evolução

O Manual of Remote Sensing (ASP, 1975, 1983) dividia a história do Sensoriamento
Remoto em dois períodos principais: o período de 1860 a 1960, no qual o Sensoriamento
Remoto era baseado na utilização de fotografias áreas e o período de 1960 até os nossos dias,
caracterizado pela multiplicidade de sistemas sensores, (Novo, 2008).
Com o avanço tecnológico, paralelamente a essas missões que demandavam grandes
investimentos em lançadores e satélites de grande peso e potência, houve uma tendência para
a construção de satélites menores, com o menor peso e potência e com cargas úteis menores,
específicas para certas aplicações, (Novo, 2008).
Para o autor os sistemas de Sensoriamento Remoto disponíveis atualmente, fornecem
dados repetitivos e consistentes da superfície da Terra, os quais são de grande utilidade para
diversas aplicações dentre as quais destacam:
 Urbanas (inferência demográfica, cadastro, planejamento urbano e suporte ao setor
imobiliário).
 Agrícolas: condição das culturas, previsão de safras e erosão de solos.
 Geológicas: minerais, petróleo e gás natural.
 Ecológicas (regiões alagadas, solos, florestas, oceanos e águas continentais).
 Florestais (produção de madeiras, controle de desflorestamento e estimativa de
biomassa).
 Cartográficas (mapeamento topográfico, mapeamento temático e atualização de
terra).
 Oceanográficas (produtividade primária, monitoramento de óleo, estudo costeiro,
circulação oceânica, etc.).
 Hidrológicas (mapeamento de áreas afetadas por inundações, avaliação de consumo
de água por irrigação e modelagem hidrológica).
 Limnológicas (caracterização da vegetação aquática, identificação de tipos de água e
avaliação do impacto do uso da terra em sistemas aquáticos).

43

 Militares e muitas outras.
Cada uma dessas aplicações tem requisitos de frequência de revistas, resolução
espectral, espacial e radiométrica, faixa imageada diferentes entre si.

2.5.3.2 Sensoriamento Remoto como sistema aquisição de informação

Segundo Novo (2008) afirma que o Sensoriamento Remoto como um sistema de
aquisição de informação, pode ser dividido em dois grandes subsistemas, (Figura11):

FIGURA 11 – Sensoriamento Remoto como um sistema de aquisição de informação.

FONTE: Adaptado NOVO, 2008.

2.5.3.3 Sistemas Sensores

Os sensores são os sistemas responsáveis pela conversão de energia proveniente dos
objetos em um registro na forma de imagem ou gráfico que permita associar a distribuição da

44

radiância, emitância, ou retroespalhamento com suas propriedades físicas, químicas,
biológicas ou geométricas, (Novo, 2008). Para o autor os sensores podem ser classificados de
diferentes maneiras: quanto à energia (Figura 12) e didaticamente (Figura 13).

Figura 12 – Classificação de sensores quanto à fonte de energia.

FONTE: Adaptado NOVO, 2008.

FIGURA 13 – Classificação de sensores didaticamente.

FONTE: Adaptado NOVO, 2008.

45

Independentemente do tipo de sensor, ainda recorrendo Novo (2008), afirma que ele é
caracterizado por alguns elementos básicos, que indicam o que usuário pode esperar dos
dados por ele coletados. Enquanto as características intrínsecas de um sistema sensor podem
ser classificadas conforme o diagrama a seguir, (Figura 14):

FIGURA 14 – Características intrínsecas de um sistema sensor.

FONTE: Adaptado NOVO, 2008.

2.5.3.4 Sensores Termais

Objetos que tem temperatura acima do zero absoluto (0 k) emitem energia
eletromagnética. Portanto, todas as feições que encontramos cotidianamente na paisagem
como vegetação, solo, rocha, água e pessoas, emitem radiação eletromagnética infravermelha
termal na porção de 3,0 – 14µm, (Jensen, 2009).
Felizmente, cientistas desenvolveram detectores que são sensíveis à radiação
infravermelha termal. Esses sensores permitem aos humanos conhecerem um mundo de
informação anteriormente invisível ao monitorarem as características térmicas das paisagens,
(Jensen, 2009).
Os sensores termais possuem componentes semelhantes àqueles que operam no visível
e no infravermelho próximo, (Novo, 2008). Segundo o autor, a diferença fundamental é que o

46

sinal a ser detectado é relativamente mais fraco nessa região do espectro, e que os detectores
de radiação termal disponíveis são menos sensíveis de que os detectores de radiação no
visível e infravermelho próximo.
Outro componente fundamental de um sensor termal é o sistema de calibração, (Novo,
2008). Conforme com o autor, esse consiste de fontes de calibração (termistores) com
diferentes temperaturas variando dentro dos extremos que se pretende detectar na superfície
terrestre.
Jensen (2009) citando Quattrochi e Luvall (2004), afirmam que os sistemas de
infravermelhos termais de Sensoriamento Remoto registram a radiação infravermelha termal,
as quais podem usar para determinar:
1. o tipo de material com base nas suas características de emissão térmica, e/ou,
2. se mudanças significativas ocorrerem nas características termais desses
fenômenos ao longo do tempo.

2.5.3.5 Sensores de Alta Resolução

De acordo com Novo (2008), a expressão “sensores de alta resolução” foi cunhada
para se referir a sensores, que colocados em órbita, permitem adquirir imagens da superfície
terrestre com resolução espacial menor que 5 metros. Foi construído com material leve e de
dimensões relativamente reduzidas (se comparadas aos sistemas de imageamento a bordo de
sensores de média resolução).

2.5.4 Sensoriamento Remoto da Vegetação

Aproximadamente 70% da superfície terrestre é recoberta com vegetação. Além disso,
a vegetação é um dos mais importantes componentes dos ecossistemas. Conhecimentos sobre
variações espécies e dos padrões de distribuição das comunidades vegetais, alterações dos
ciclos fonológicos (crescimento), e modificações na fisiologia e na morfologia da planta

47

proveem importantes informações sobre as características climáticas, edáficas, geológicas e
fisiográficas de uma área, (Weiers et al. 2004, Jakson e Jensen, 2005 apud Jensen, 2009).
As plantas segundo Jensen (2009) adaptaram sua estrutura interna e externa para
realizar a fotossíntese. Esta estrutura e suas interações com a energia eletromagnética tem um
impacto direto na forma como as folhas e os dosséis vegetais, aparecem espectralmente
quando registrados usando instrumentos de Sensoriamento Remoto.
As características de absorção dos dosséis vegetais podem ser associadas a outros
dados de Sensoriamento Remoto para identificar estresse, produtividade e outras variáveis
híbridas da vegetação. Portanto, o uso de espectrômetros imageadores de alta resolução
espectral é particularmente útil para medir as características de absorção e a reflectância13 da
radiação fotossinteticamente ativa, (Jensen, 2009). Ver (Gráfico 4) abaixo.

GRÁFICO 4 – Curva média da vegetação fotossinteticamente ativa.

FONTE: NOVO, 2008.

13

Reflectância é a razão entre a quantidade de energia radiante que deixa uma unidade de área no terreno
(Radiância) pela quantidade de energia incidente naquela área (Irradiância), medida no mesmo instante de
tempo, (Meneses e Almeida, 2012).

48

2.5.5

Sensoriamento Remoto da Água

A água cobre aproximadamente 74% da superfície da Terra. Em nenhum outro lugar
do universo conhecido, esse líquido ocorre com tal abundância. Quase 97% do volume de
água da Terra ocorrem nos grandes oceanos salinos. Apenas cerca de, 0,02% da água da Terra
está presente em córregos de água doce, rios, lagos e reservatórios. O restante da água está
contido nos aquíferos subterrâneos (0,6%), na atmosfera da Terra sob a forma de vapor
d’água (0,001%) e nas coberturas de gelo (aproximadamente 2,2 %), (Jensen, 2009).
A água, parafraseando Novo (2008), apresenta-se na natureza sob diferentes estados
físicos, os quais influenciam de modo fundamental seu comportamento espectral. Como pode
ser visto (Gráfico 5) a seguir:

GRÁFICO 5 – Comportamento espectral da água em seus diferentes estados físicos.

FONTE: NOVO, 2008.

Conforme observado no gráfico 5, o comportamento espectral da água em seus
diferentes estados físicos apresenta algumas características das quais são oportunas citar para
o entendimento desse assunto:
a) A água em seu estado líquido apresenta baixa reflectância entre 0,38µm e 0,70 µm
(p < 1), absorvendo toda radiação acima de 0,70µm.

49

b) A água em forma de nuvens apresenta altíssima reflectância (p = 0,7) entre 0,38 µm
e 2,5 µm, com bandas de absorção ampla em torno de 1,0 µm, 1,3µm e 2,0 µm.
c) A água em forma de neve apresenta elevada reflectância (maior que as das nuvens)
entre 0,7 µm e 1,2 µm; de 1,2 µm a 1,4 µm a reflectância decresce com um gradiente
altíssimo (de 0,8 a 0,2), atingindo valores de (ρ) inferiores a 0,1 em 1,5 µm. Entre 1,5 µm e
2,0 µm, há um aumento de reflectância da neve (Máximo em = 1,75 µm quando atinge um
valor de ρ = 0,2). Em 2,0µm, a reflectância aproxima de zero para aumentar até 0,2µm em
torno de 2,25 µm.
Ainda citando NOVO (2008), a água pura tem baixa reflectância mesmo na região
visível do espectro. Quanto mais pura (sem constituintes suspensos ou dissolvidos), mais
baixa é sua reflectância, devido ao pequeno coeficiente de espalhamento e elevada
transmitância.

2.5.6 Sensoriamento Remoto da Paisagem Urbana

As paisagens urbanas são compostas por um conjunto diversificado de materiais
(concreto, asfalto, metal, plástico, telhas de madeira, vidro, água, grama, vegetação arbustiva,
árvores e solo) dispostos de maneira complexa pelo homem para a construção de habitação,
sistema de transporte, estabelecimento de comércio e serviços, instalações industriais e área
recreacionais, (Small, 2004 apud Jensen, 2009). Por sua vez, afirma que, para o
Sensoriamento Remoto de fenômenos urbanos, é necessário a princípio investigar
características das resoluções temporais, espectrais e espaciais dos atributos urbanos.

2.5.6.1 Resolução Temporal Urbana/Periurbana

Três tipos de resolução temporal segundo Jensen (2009) devem ser considerados no
monitoramento de ambiente urbano com usos de dados de Sensoriamento Remoto:

50

1.

Fenômenos urbanos/periurbanos frequentemente ocorrem em um ciclo de
desenvolvimento identificável, a semelhança do ciclo fonológico observável na
vegetação.

2.

Refere-se à periodicidade do sistema Sensor Remoto para aquisição dos dados de
uma paisagem urbana.

3.

Refere-se à frequência com que os gestores do solo urbano requerem certo tipo de
informação.

2.5.6.2 Resolução Espectral Urbana/Periurbana

Muitos analistas de imagens, de acordo com Jensen (2009), concordariam com o fato
de que, quando se extrai informação urbana/periurbana a partir de dados de Sensores
Remotos, é frequentemente mais importante ter elevada resolução espacial do que elevada
resolução espectral.

2.5.6.3 Resolução Espacial Urbana/Periurbana

Analistas de imagens qualificados baseiam-se em tons de cinza ou cores de fotografias
aéreas ou outros tipos de imagens para a extração de informações urbanas úteis. Entretanto,
em muitos casos, os elementos espaciais geométricos para a interpretação de imagens, tais
como, forma do objeto, tamanho, textura, orientação, padrão e formato da sombra, não são
suficiente para a extração de informação desejada, (Jensen, 2009).
Ainda segundo o autor, geralmente quanto mais elevada à resolução espacial dos
dados dos sensores remotos, mais detalhada é a informação que se pode extrair do ambiente
urbano. No Gráfico 6 a seguir, temos uma representação das curvas de percentual de
reflectância para materiais comuns encontrados em ambientes urbanos.

51

GRÁFICO 6 – Curvas de percentual de reflectância para materiais comuns encontrados em ambientes
urbanos.

FONTE: JENSEN, 2009.

2.5.7 Sensoriamento Remoto de Solos, Minerais e Geomorfologia

Somente 26% da superfície terrestre é de terras expostas. Os restantes 74% são
cobertos por água (incluindo ilhas interiores, lagos, reservatórios e rios). Quase toda a
humanidade vive sobre uma base sólida terrestre composta de rochas ou de rochas
intemperizadas, que chamamos de solos, (Jensen, 2009).
Segundo o autor, o Sensoriamento Remoto pode desempenhar importante função na
identificação, inventário e mapeamento dos solos superficiais terrestres, especialmente
quando não estão cobertos de vegetação, como também, auxiliar na modelagem da erosão dos
solos e para outros modelos hidrológicos.
O Sensoriamento Remoto pode prover informações sobre a composição química de
rochas e minerais da superfície terrestre que não estejam completamente recobertos por
vegetação densa. Para isso, o autor afirma que a grande ênfase é colocada no entendimento de
banda de absorção específica associada com determinados tipos de rochas e minerais, quando
é utilizado espectroscopia de imageamento. Em alguns casos, pode ser utilizado para
identificar relações geobotânicas e para identificar geoquímicas dos solos ou tipos de rochas,
(Jensen (2009), cita Dalton et al (2004); Hook et al (2005) e Rowan et al (2000)).

52

O objetivo principal do Sensoriamento Remoto de solos e de minerais é o de separar a
radiância de interesse das distâncias de todos os outros componentes que estão sendo
registradas pelo Sistema de Sensor, (Jensen, 2009). De acordo com o autor, rochas são
assembleias de minerais interligados entre si ou que estão mantidos unidos por vários tipos de
cimento (usualmente sílica ou carbonato cálcico). Quando praticamente não ocorre vegetação
a superfície e, desta forma, os solos e as rochas são visíveis diretamente por sistemas de
Sensoriamento Remoto, pode tornar-se possível diferenciar entre vários tipos de rochas e
obter informações sobre suas características.
O estudo da geomorfologia14 segundo Jensen (2009), envolve uma análise em relação
a cinco processos principais que promovem constante erosão ou deposição de materiais,
incluindo o movimento da água (fluvial), gelo (glacial), vento (eólico) e águas subterrâneas.
Desta forma, cientistas rotineiramente utilizam a visão sinóptica proporcionada pelos dados
de sensores remotos visando identificar e interpretar feições geomorfológicas na superfície
terrestre. Portanto, a identificação, o entendimento e a avaliação quanto à natureza das formas
de relevo visíveis em imagens de Sensoriamento Remoto, é um dos grandes benefícios da
ciência do Sensoriamento Remoto.

14

Geomorfologia: é ciência que estuda a natureza e a história das formas de relevo, bem como os processos de
intemperísmo, erosão e deposição que as originaram. (BOCCO et al 2005).

53

3

MATERIAIS E MÉTODOS

3.1

Localização e caracterizações da área de estudo

O Município de Mata Grande15 está localizado no extremo NW do Estado de Alagoas,
limitando-se a Norte com os Municípios de Manari (PE) e Inajá (PE), a Sul com Inhapi (AL)
e Água Branca (AL), a Leste com Canapi (AL) e a Oeste com Tacaratu (PE) e Água Branca
(AL). Como pode ser visto no mapa de localização (Figura 15).

FIGURA 15 – Mapa de localização do Município de Mata Grande (AL) e
suas divisas com cidades do Estado de Pernambuco.

FIGURA 16 – Localização de
Mata Grande no Estado de
Alagoas.

FONTE: Autor, 2016.

FONTE: Autor, 2016.

A área municipal ocupa 914.726 km2 um total de 3,3% da área territorial do Estado de
Alagoas, IBGE (2016), inserida na mesorregião do Sertão Alagoano e na microrregião
15

Texto compilado do Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea. Diagnóstico do
Município de Mata Grande, estado de Alagoas/ Organizado por João de Castro Mascarenhas, Breno Augusto
Beltrão, Luiz Carlos de Souza Junior. Recife: CPRM/PRODEEM, 2005.

54

Serrana do Sertão Alagoano, sendo o Município com a maior área dessa região. Ver (Figura
17 e 18).

FIGURA 17 – Mapa das mesorregiões de Alagoas.
FIGURA 18 – Localização de
Mata
Grande
(AL)
na
mesorregião.

FONTE: Autor, 2016.

FONTE: Autor, 2016.

Predominantemente

na

Folha

Delmiro

Gouveia

(AL),

editada

pelo

(MINTER/SUDENE, 1996). A sede do Município tem uma altitude aproximada de 633 m e
coordenadas geográficas de 9o 0706 de latitude sul e 37 o 4404 de longitude Oeste.

3.2

Aspectos Socioeconômicos

O Município foi criado em 1837 e desmembrado de Traipu (AL). Segundo o IBGE
(2016), a população estimada de Mata Grande (AL) é de 25.589. As principais atividades
econômicas são: comércio, serviços, agropecuária e atividades de extrativismo vegetal e
silvicultura. O extrativismo vegetal produz 38 t de carvão vegetal e 58.000 m3 de lenha,
evidenciando a existência de sérios problemas ambientais em uma região semiárida.

55

3.3

Aspectos Fisiográficos

O Município de Mata Grande (AL) de acordo com CPRM/PRODEEM (2005) está
inserido predominantemente na unidade geoambiental da Depressão Sertaneja (cerca de 70%),
que representa a paisagem típica do semiárido nordestino, caracterizada por uma superfície de
pediplanação16 bastante monótona, relevo predominantemente, suave-ondulado, cortada por
vales estreitos, com vertentes dissecadas.
Esses relevos isolados testemunham os ciclos intensos de erosão que atingiram grande
parte do sertão nordestino. O restante da área do Município está inserido na unidade
geoambiental do Planalto da Borborema17 (cerca de 30%), formada por maciços e outeiros
altos, com altitude variando entre 650 a 1.000 metros, apresentando relevo geralmente
bastante movimentado, com vales profundos e estreitos, (CPRM/PRODEEM, 2005). Ver
(Figuras 19 e 20) a seguir:
FIGURA 19 – Vista panorâmica da cidade de Mata
Grande-AL

FIGURA 20 – Representação do relevo da cidade
de Mata Grande-AL

FONTE: Autor, 2016.

FONTE: Autor, 2016.

16

A Teoria da Pediplanação é considerada como a terceira grande teoria sobre a evolução do relevo terrestre.
Sua teoria possui um plano de fundo climático onde considera que as ações climáticas são as principais
responsáveis pela formação das superfícies aplainadas. Segundo este modelo, duas condições se destacam no
processo de elaboração de tais superfícies: a calmaria tectônica ou ausência relativa de eventos intracrustais e,
principalmente, a atuação de um clima com tendências à aridez, (King, 1953).
17

O Planalto da Borborema é caracterizado por sua estrutura cristalina, correspondendo a um dobramento antigo
bastante erodido. Estende-se de Alagoas ao Rio Grande do Norte, com superfície elevadas de altitude entre 700 e
800 metros, das quais se destacam grandes blocos residuais, como a Serra do Teixeira, onde se localiza o Pico do
Jabre, com 1090 metros, no estado da Paraíba, (Rocha, 2010).

56

3.4

Vegetação

A vegetação é basicamente composta por Caatinga18 Hiperxerófila com trechos de
Floresta Caducifólia, (Parahyba et. al., 2007). A Caatinga19 é uma das maiores e mais distintas
Bioma brasileiro, (Ferri, 1980). Ela compreende uma área aproximada de 800.000 km²,
representando 70% da região nordeste e 11% do território nacional, (Bucher, 1982).
O Município apresenta uma formação arbustiva predominando dois estratos principais:
o estrato herbáceo e o estrato arbustivo. Costa et. al. (2016) citando (Araújo, 2003; Araújo et.
al., 2005) com relação às herbáceas, representam uma parcela significativa da biodiversidade
na Caatinga, essa variedade nas espécies não se restringe a um hábito específico, podendo a
vegetação desse estrato, variar de acordo com o hábitat no qual está inserido (rochoso plano
ou em margens de corpos hídricos).
Dentro do grande domínio do Semiárido, os corpos de água e os locais alagados têm
vegetações sem nenhuma característica de adaptação à aridez (França et al., 2003). No limite
leste do Semiárido, juntando-se com o subúmido, as Caatingas arbóreas interconectam-se com
as matas secas (Cestaro; Soares, 2004). Nos locais mais úmidos das serras, a Caatinga,
gradualmente, dá lugar a matas secas e, em alguns pontos as matas muito semelhantes às
costeiras, pelo seu porte. Esses locais são mais numerosos no maciço da Borborema, onde são
chamados de brejos de altitude (Pôrto; Cabral; Tabarelli, 2004, Rodal; Sales, 2008), mas de
acordo com Vicente, (1997) ocorrem também nas Serras de Mata Grande. Ver (Figura 21).

18

A Caatinga Hiperxerófila apresenta uma vegetação de porte mais baixo que na caatinga hipoxerófila (é uma
formação fitoecológica que apresenta árvores e arbustos com espinhos, mas possui aspecto menos agressivo),
ocorrendo, dentre outras, leguminosas, solanáceas, bignoniáceas, cactáceas e euforbiáceas, (Santos e Jerônimo,
2013).
19

O termo Caatinga é de origem indígena e significa mata clara e aberta.

57

FIGURA 21 – Vegetação arbustiva localizada na Serra da Onça no Município de Mata Grande - AL.

FONTE: Autor, 2016.

De acordo com o MMA (2007) a região apresenta árvores baixas e arbustos, que em
geral perdem as folhas na estação das secas (espécies caducifólias), além de muitas cactáceas.
Algumas das espécies mais comuns da região são as emburanas, a aroeira, o umbuzeiros, a
baraúna, a maniçoba, a macambira, o mandacaru e o juazeiro.

FIGURA 22 – Vegetação arbustiva e herbácea,
localizada na Serra da Onça, Mata Grande - AL.

FIGURA 23 – Macambira, espécie típica da
região.

FONTE: Autor, 2016.

FONTE: Autor, 2016.

58

3.5

Clima

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia – INMET20· define clima em um
nível mais simples, como:
“Em sentido estreito, pode ser considerado o tempo médio, ou de uma forma
cientificamente precisa, como a descrição estatística em termos de média e
variabilidade de quantidades relevantes durante determinado período de tempo”.

Em sentido mais amplo, como:
“O clima é o status do sistema de clima que compreende a atmosfera, a hidrosfera, a
criosfera, a litosfera de superfície e a biosfera. Todos estes elementos determinam o
estado e a dinâmica do clima da Terra”.

A originalidade dos Sertões no Nordeste brasileiro resume num compacto feixe de
atributos: climático, hidrológico e ecológico. Na realidade, os atributos do nordeste seco estão
centrados no tipo de clima semiárido regional, muito quente e sazonalmente seco, que projeta
derivadas radicais para o mundo das águas, o mundo orgânico das Caatingas e o mundo
socioeconômico dos viventes dos sertões, (Ab’Sáber, 2003).
A proximidade da linha do Equador é fator que condiciona um número elevado de
horas de incidência solar por ano e, consequentemente, índices acentuados de
evapotranspiração, Barros et al (2012) e a temperatura, ao longo de grandes estirões da colina
sertaneja, é quase sempre muito elevada e relativamente constante que dominam temperaturas
médias entre 25 e 29°C, (Ab’Sáber, 2003).
Ainda recorrendo Barros et al (2012), o estado de Alagoas não apresenta grandes
oscilações com relação à temperatura média do ar, variando, no sertão, entre 17°C e 33°C e
que no extremo oeste do estado, estendendo-se aos Municípios de Água Branca e Mata
Grande (área em estudo), observam-se temperaturas médias em torno de 20ºC a 21ºC. O autor
ainda afirma que no Município de Mata Grande-AL, localizado no sertão do estado, são
encontradas as temperaturas médias do ar mais amenas. Ver (figura 24) abaixo:

20

Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, promove
informações meteorológicas à sociedade brasileira.

59

FIGURA 24 – Mapa de distribuição da temperatura média anual do ar para o Estado de Alagoas.

FONTE: Adaptado, BARROS et al., 2012.

O clima de Mata Grande é do tipo Tropical Semiárido, com chuvas de verão. A
precipitação média anual é e 431,8mm, (Parahyba et al. 2007). Nessa região semiárida
(Caatinga), comparadas a outras formações brasileiras, apresentam muitas características
extremas dentre os parâmetros meteorológicos: a mais alta radiação solar, baixa nebulosidade,
a mais alta temperatura média anual, as mais baixas taxas de umidade relativa,
evapotranspiração potencial mais elevada, e, sobretudo, precipitações mais baixas e
irregulares, limitadas, na maior parte da área a um período muito curto no ano, (Reis, 1976).
A natureza semiárida desta área resulta principalmente da predominância de massas de
ar estáveis empurradas para o Sudeste pelos ventos Alísios, que têm sua origem na ação do
anticlone do Atlântico Sul, (Prado, 2003). Sabe-se21 que as precipitações tropicais acontecem
em grande parte, como resultado da ação das chamadas “Zonas de Convergência Tropical ZCT”. Nessas zonas características dos Trópicos,ventos carregados de umidade e próximos à
superfície convergem e sobem, permitindo a formação de nebulosidade convectiva, nuvens
cúmulos-nimbos em suas formas de torre características e chuvas intensas. As zonas de

21

Texto compilado do produto de consultoria elaborado por Otamar de Carvalho e João Bosco de Oliveira “Programa de
Combate a Desertificação – Proágua Semiárido – Antidesertificação”, (Carvalho & Oliveira, (2006) apud M.M.A.Atlas
(2007)).

60

convergência mais importantes são a Zona de Convergência Intertropical – ZCIT, a Zona de
Convergência do Pacífico Sul – ZCPS e a Zona de Convergência do Atlântico Sul – ZCAS.
Vários fatores influenciam no posicionamento dessas zonas de convergência. Dentre eles, vale
a pena destacar um fenômeno muito estudado nos últimos anos, popularmente conhecido
como, “El niño” que, consiste no aquecimento anômalo das águas do oceano Pacífico. Em
anos de El niño verifica-se redução das precipitações no Nordeste do Brasil, como ocorreu
nos anos de 82- 83.
As secas incidem com maior frequência sobre os espaços diretamente influenciados
pela Zona de Convergência Intertropical – ZCIT quer as secas sejam anuais ou plurianuais.
Das secas até hoje observadas, 81 a 100% ocorreram nesse espaço. As secas que incidem a
partir dessa área, nas direções Leste, Sul e Oeste. Há anos em que a variabilidade climática
decorrente da ação da ZCIT é combinada com os fatores que determinam o regime
pluviométrico na Região Litoral – Mata e no Nordeste meridional.
Os problemas subjacentes à semiaridez também apresentam uma expressiva dimensão
social. Essa dimensão está caracterizada pelos impactos socioeconômicos da seca sobre os
contingentes populacionais da região, em particular sobre os que dispõem de menor poder de
compra, residentes no campo ou nas cidades. No semiárido, as secas continuam produzindo
impactos negativos sobre as atividades humanas, tanto em termos ambientais, quanto
econômicos e sociais.
No período seco existem nuvens esparsas, mas não chove. Na longa estiagem os
sertões funcionam, muitas vezes, como semidesertos nublados, (Ab’Sáber, 2003).Tais
impactos são mais agudos em função do ainda baixo grau de desenvolvimento das forças
produtivas naqueles espaços, Carvalho & Egler (2003), contribuem, ademais, para ampliar as
áreas de processos de degradação ambiental.

3.6

Solos

Para Tavares (2008), citando Jenny (1941), define solo, como:
“o resultante da interação de cinco fatores ambientais: material de origem, clima,
relevo, organismos e tempo”.

61

A EMBRAPA (1999) considera como uma coleção de corpos naturais constituídos por
parte sólida, líquida e gasosa, tridimensionais, dinâmicos, formados por materiais minerais e
orgânicos, que ocupam a maior parte do manto superficial das extensões continentais. Contém
matéria viva e podem ser vegetados.
O conhecimento dos solos e dos ambientes segundo Parahyba et al. (2007), que
constituem as paisagens de uma região ou uma pequena propriedade rural permite organizar e
planejar de forma racional as atividades agrossilvipastoris. Para o autor, a utilização dos solos
deve ser feita de acordo com suas potencialidades e limitações, o que possibilita um processo
de sustentabilidade para as gerações presentes e futuras.
De acordo com Parahyba et al. (2007), no Município de Mata Grande (AL), foram
identificadas 9 classes de solos, de primeiro nível, distribuídas em 19 unidades de
mapeamento. Constatou-se a predominância dos Neossolos Regolíticos22 e Neossolos
Litólicos23, perfazendo um total de aproximadamente 58% da área. Nos 42% restantes da
área, ocorrem Argissolos24, Planossolos25, Neosssolos Quartzarênicos26, Luvissolos27,

22

Neossolos Regolíticos: são pouco profundo a profundos, possuem boa permeabilidade e média a baixa
fertilidade natural, indicando pequena reserva de nutrientes, (PARAHYBA et al. 2007).
23

Neossolos Litólicos: são rasos e na área apresentam textura arenosa e média. São desenvolvidos de substratos
rochosos constituídos por granitos e gnaisses, que, por vezes, afloram, podendo ser acompanhados também por
pedregosidade, (PARAHYBA et al. 2007).
24

Argissolos: Compreende solos constituídos por material mineral, que têm como características diferenciais à
presença de horizonte B (horizontes são subseções do perfil do solo, aproximadamente paralelas à superfície do
solo, que apresentam características morfológicas e atributos físicos, químicos e mineralógicos suficientemente
distintos para individualizá-las segundo critérios morfogenéticos, que estabelecem a base conceitual dos
horizontes) textural de argila de atividade baixa ou alta conjugada com saturação por bases baixa ou caráter
alumínico, (EMBRAPA, 2006)
25

Planossolos: compreende solos minerais imperfeitamente ou mal drenados, com horizonte superficial ou
subsuperficial eluvial, de textura mais leve, que geralmente contrasta abruptamente com o horizonte B (horizonte
mineral subjacente ao horizonte A ou E, constituindo o horizonte de maior desenvolvimento pedogenético com
maior concentração de compostos de ferro e argilo-minerais e menor quantidade de matéria orgânica do que o
horizonte) imediatamente subjacente, adensado, de acentuada concentração de argila, permeabilidade lenta ou
muito lenta, constituindo, por vezes, um horizonte pã, responsável pela formação de lençol d’água sobreposto
(suspenso), de existência periódica e presença variável durante o ano, (EMBRAPA, 2006).
26

Neosssolos Quartzarênicos: são muito profundos a profundos, excessivamente drenados, baixa fertilidade
natural (CTC muito baixa) e baixa capacidade de retenção de água. São originários de rochas sedimentares
areníticas. Ocorrem em superfícies arenosas pouco movimentadas, com relevo do tipo plano a suave ondulado,
(PARAHYBA et al. 2007).
27

Luvissolos: são solos minerais com horizonte textural (Bt) com atividade de argila alta e saturação por base
alta. Possuem (Bt) textura médio-argilosa com pequena profundidade efetiva e fertilidade de média a alta. Por
serem rasos, necessitam de um manejo adequado, já que são bastante susceptíveis a erosão. Observou-se na área
a ocorrência dos Luvissolos Crômicos Órticos vertissólicos e típicos, com a predominância dos vertissólicos. Foi
constatado que são mais explorados com pastagem plantada do que com culturas de subsistência, (PARAHYBA
et al. 2007).

62

Neossolos Flúvicos28 e Cambissolos29. Essas classes são representadas na (Tabela 1), com
suas áreas e percentual.
TABELA 1 – Classes de solos do município de Mata Grande – AL, com suas áreas e percentual do total.

Classes de Solos

Área da classe

% da área

(ha)

total por classe

Neossolos Regolíticos Eutróficos e Distróficos

28.110,21

30,68

Neossolos Litólicos Eutróficos e Distróficos

25.915,07

28,28

Argissolos Vermelhos Eutróficos e Distróficos

16.598,67

18,11

Planossolos Háplicos/Natricos Eutróficos e Distróficos

12.916,81

14,09

Neossolos Quartzarênicos órticos

5.086,20

5,55

Argissolos Vermelho-Amarelos Eutróficos e Distróficos

1.533,53

1,67

Luvissolos Háplicos

908,59

0,99

Neossolos Flúvicos

209,10

0,23

Cambissolos Háplicos Eutróficos e Distróficos

204,13

0,22

Área Urbana

159,20

0,17

Água

6,31

0,01

Total

91.647,82

100,00

FONTE: Adaptado, PARAHYBA et al., 2007.

28

Neossolos Flúvicos: são profundos com textura indiscriminada, podem apresentar teores elevados de sais que
limitam o seu uso. Foram identificados em pequenas e restritas áreas, (PARAHYBA et al. 2007).
29

Cambissolos: ocorrem na parte mais elevada e movimentada da área de estudo, em relevo suave ondulado a
forte ondulado. São pouco profundos a profundos, com fertilidade natural média a alta, com a presença de
rochosidade superficial e na massa do solo. O relevo, a profundidade efetiva e a alta suscetibilidade à erosão
constituem as principais limitações para o uso agrícola. O uso destes solos com agricultura está condicionado a
adoção de práticas de manejo e conservação, para que se evite a degradação do ambiente, (PARAHYBA et al.
2007).

63

Podemos observar que Mata Grande (AL) apresenta uma área de solo da classe
Neossolos Regolíticos Eutróficos e Distróficos, predominante equivalendo a 30,68% da área
total por classe, enquanto o tipo Cambissolos Háplicos Eutróficos e Distróficos é inferior a
1% do total dessa classe. No entanto, a área urbana e corpos d’água apresenta um valor
inferior a 0,5%, o que mostra que o Município possui uma pequena área urbana com poucos
recursos hídricos e uma elevada área rural. Dessa forma podemos observar a distribuição das
classes de solos existentes e suas características, representadas no mapa de solos (Figura 25).

FIGURA 25 – Mapa de distribuição dos tipos de solos do Município de Mata Grande – AL.

FONTE: Adaptado, PARAHYBA et al., 2007.

64

3.7

Geologia

O Município de Mata Grande encontra-se geologicamente inserido na Província de
Borborema, representada por alguns litotipos dos Complexos Cabrobó, Belém de São
Francisco, Riacho da Barreira (Suíte Chorrochó). Formação Tacaratú, entre outras. São
constituídos por xistos, gnaisses, leuco-ortognaisses tonalítico-granodioritos migmatizados,
biotita hornblenda, quartzo monzodioritos a granitos, arenitos, folhelhos, siltitos e
conglomerados, (CPRM, 2005).
De um modo geral, conforme CPRM (2005), o Município possuiu um relevo do tipo
suave ondulado a ondulado e trechos apresentando algumas elevações com maciços residuais
bastante movimentados, altitudes variando de 600 a 1.000 metros.

3.8

Descrição Metodológica

O método utilizado neste estudo, para detectar as áreas degradadas no Município de
Mata Grande (AL) foi à do Sensoriamento Remoto, que de acordo com Jensen (2009), pode
ser usado para medir e monitorar importantes características biofísicas e atividades humanas
na Terra. Muitos dos mais importantes planos de informação biofísico, de uso/cobertura da
terra, e sócio econômicos são derivados a partir de uma análise dados de Sensoriamento
Remoto.
A coleta de dados por Sensoriamento Remoto pode ser, segundo Jensen (2009), por
duas maneiras:
1. Plataforma orbital: o instrumento de Sensoriamento Remoto estar localizado a bordo
de um satélite, como pode ser visto (Figura 26) a seguir:

65

FIGURA 26 – Representação de uma plataforma orbital.

FONTE: JENSEN, 2009.

2. Plataforma suborbital: o instrumento de Sensoriamento Remoto estar localizado a
bordo de uma aeronave podendo estar a poucos metros acima do solo, conforme a
Figura 27, abaixo:

FIGURA 27 – Representação de uma plataforma suborbital.

FONTE: JENSEN, 2009.

66

Portanto, neste trabalho foi utilizada a plataforma orbital, através do satélite
LANDSAT – 8 para a aquisição das imagens e com as bandas 6, 5 e 4 para o RGB (sigla que
representa um sistema de cores aditivas, Red. (vermelho), Green (verde) e Blue (azul)),
disponibilizadas gratuitamente através do site da instituição United States Geological Survey
(USGS)30, juntamente com as formas vetoriais adquiridas no site do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
O programa Landsat representou no século XX um modelo de missão de
Sensoriamento Remoto de recursos naturais, principalmente porque permitiu incorporar, seus
sucessivos satélites, características requeridas pelos usuários dos dados. No qual são recebidos
no Brasil desde 1973, que contou com toda a infraestrutura para sua recepção, processamento
e distribuição, através do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, (Novo, 2008).
Para o autor, a missão do Programa Landsat foi proporcionar a aquisição repetitiva
de dados multiespectrais calibrados, com resolução espacial relativamente alta, se comparada
a dos satélites para aplicações meteorológicas e oceanográficas, de modo global, para permitir
comparações do estado da superfície terrestre ao longo do tempo.
O Landasat31 8 foi lançado em 11 de Fevereiro de 2013, ele está a recolher dados
valiosos e imagens para serem utilizados na agricultura, educação, negócios, ciência e
governo. Fornece moderada resolução (15 m – 100 m, dependendo da frequência espectral)
medições de regiões terrestres e polares da Terra no visível, infravermelho próximo,
infravermelho de ondas curtas, e infravermelho térmico. Além de uso rotineiro generalizado
para o planejamento e monitoramento do uso do solo na região às escalas locais, o apoio da
resposta a catástrofes e avaliação e monitoramento do uso da água. É composto por dois
instrumentos de ciência-operacional, Terra Imager (OLI) e a Térmica Sensor Infravermelho
(TIRS). Estes dois sensores fornece cobertura sazonal da massa terrestre mundial com uma
resolução espacial de 30 metros (visível, NIR, SWIR); 100 metros (térmica); e 15 metros
(pancromático). O programa Landasat 8, possuem algumas características, onde são listadas
na (tabela 2), a seguir:

30
31

USGS – Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Texto compilado de Landsat Science/NASA, disponível em: <http://landsat.gsfc.nasa.gov/?page_id=4071>.
Acesso em: Junho de 2016.

67

TABELA 2 – Características do satélite Landsat 8.
Circular, heliosíncrone, descendente, 98,2º de inclinação, período de 99 minutos,
altitude de 705 km.
Horário de Imageamento 10 h 00 min. AM.
Pancromático P&B: Banda 8;
Multiespectral: Bandas 1,7 e 9;
Bandas do Sensor
Termal: Bandas 10,11.
Pancromático: 500-680 nm (Banda8);
Multiespectral: 430-450 nm (Banda1), 450-510 nm (Banda2), 530-590nm (Banda3),
640-690 nm (Banda4 Vermelho), 850-880 nm (Banda5 Infravermelho próximo),
Sensibilidade Espectral
1570-1650 nm (Banda6 SWIR1), 2110-2290 nm (Banda7 SWIR2), 1360-1380 nm
(Banda9 Cirrus);
Termal: 10600-11190 nm (Banda10 TIRS1), 11500-12510 nm (Banda11 – TIRS2)

Características do LANDSAT 8

Órbita

Resolução Radiométrica
– Quantificação

16 bits por pixel, podendo ser reamostrado a 8 bits a pedido do cliente.

Tamanho de Cena Básica 185,0 x 185,0 km, recortes menores feitos sob medida.

Largura de Faixa
Imageada

185 km.

Frequência de Revisita

Aproximadamente 16 dias, dependendo da latitude.

Precisão de Localização

12 m nas bandas 1-2-3-4-5-6-7-8-9 e 41 m nas bandas 10 e 11 de erro circular em
90% dos casos, sem uso de pontos de controle.

Capacidade de Visada
Lateral

Não disponível neste sistema.

Estereoscopia

Não disponível neste sistema.

Programação de
Imageamento

Não disponível neste sistema.

FONTE: Adaptado de ENGESAT, 2016.

68

Para a calibração das imagens foi utilizado o software Quantum Gis (Qgis Wien
2.8.2), onde foram obedecidos fundamentais etapas para a elaboração qualitativa e
quantitativa das imagens, onde são descritos nas imagens e diagramas a seguir:
Inicialmente foi utilizado o software QGIS (é um Sistema de Informação Geográfica
(SIG), um Software Livre, licenciado sob a GNU – General Public License) → Semi –
Automatic.

Em seguida: Pré – processing → LANDSAT → Apply DOS1... → METADATA →
Perform convection

69

Foram feitas três etapas, relatadas conforme o diagrama abaixo:

Os índices de vegetação de acordo com Jensen (2009) são úteis para o monitoramento
das condições e diversidade da vegetação, bem como outras variáveis dentro de ecossistema
inteiro. Além de serem usados para inventariar com precisão a distribuição global dos tipos de
vegetação, assim como para obter estimativas de suas variáveis biofísicas.
Portanto, para esse estudo, buscou-se analisar e interpretar os dados do NDVI . Foi
através deste, que se propôs detectar as áreas degradadas no Município de Mata Grande (AL)
por meio de sua aplicação. Portanto, segundo Jensen (2009), citando Rouse et al (1974),
desenvolveram o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada ( NDVI ou IVDN ), como:

NDVI 

NIR  R 
NIR  R 

Equação (1)

Onde:

NDVI → É o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada.
NIR →

É a refletância no comprimento de onda no infravermelho próximo.

R→

É a refletância no comprimento de onda no vermelho.

70

O Índice de Vegetação por Diferença Normalizada, segundo o (INSA)32 é um
indicador numérico que varia teoricamente de 0 (referente à vegetação sem folha, submetida a
condição de estresse hídrico por déficit de água no solo) a 1( relativo a vegetação com folha,
sem restrições hídricas e na plenitude de suas funções metabólicas e fisiológicas).
Para Jensen (2009), a equação (1) do NDVI produz valores que variam de – 1,0 a 1,0,
em que valores positivos crescentes indicam aumento de vegetação verde, enquanto valores
negativos indicam superfícies sem vegetação como água, neve ou nuvem e para valor igual ou
próximo de zero representam superfície com ausência de vegetação, ou melhor, solo exposto.
A Tabela 3 a seguir, mostra os respectivos valores do comprimento de ondas e sua respectiva
resolução e banda do Landsat 8.
TABELA 3 – Representação dos comprimentos de ondas e resolução com suas respectivas bandas do Landsat
8.

Bandas

Comprimentos (µm)

Resolução

1

0,433 – 0,453

30 m

2

0,450 – 0,515

30 m

3

0,525 – 0,600

30 m

4

0,630 – 0,680

30 m

5

0,845 – 0,885

30 m

6

1,560 – 1,660

30 m

7

2,100 – 2,300

30 m

8

0,500 – 0,680

15 m

9

1,360 – 1,390

30 m

10

10,6 – 11,2

100 m

11

11,5 – 12,5

100 m

FONTE: Adaptado LOYD, 2013.

32

INSTITUTO NACIONAL DO SEMIÁRIDO – (INSA), é uma Unidade de Pesquisa integrante do Ministério
da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com enfoque no Semiárido brasileiro.

71

De acordo com o INSA, (2016) o NDVI pode ser calculado, utilizando as porções da
energia eletromagnética refletida através da vegetação nas bandas na tabela 4, abaixo
relacionadas:

TABELA 4 – Representação das bandas 4 e 5.

Banda 4

Vermelho ( R )

Banda 5

Infravermelho próximo ( NIR )

FONTE: Autor, 2016.

Vale ressaltar, que o NDVI toma como base a assinatura espectral das plantas. Em
que no Vermelho ( R ), comprimento de onda igual a 0,6 micrômetros (as plantas verdes e
com vida absorvem fortemente radiação solar para utilizar esta radiação como fonte de
energia no processo de fotossíntese) e no Infravermelho próximo ( NIR ), comprimento de
onda igual a 0,8 micrometros (as células das plantas refletem de forma intensa).
As porções absorvidas no vermelho e refletidas no infravermelho variam de acordo
com as condições das plantas. Quanto mais verdes, nutridas, sadias e bem supridas do ponto
de vista hídrico for à planta maior será a absorção do vermelho e maior será a reflectância do
infravermelho. Assim a diferença entre as reflectâncias das bandas do vermelho e do
infravermelho será tanto maior quanto mais verde for à vegetação (INSA, 2016).
O Índice de Vegetação por Diferença Normalizada - NDVI , permite avaliar as
mudanças decorridas de uma dada região, podendo assim fazer, uma análise e comparação no
decorrer do tempo da cobertura vegetal no solo, ajudando na detecção de uma determinada
área/região que sofre ou não degradação. Além de monitorar a vegetação natural e as culturas
agrícolas existentes no Município, identificar desmatamentos e monitorar áreas de
desertificação e secas.
Também foi utilizada a Calculadora Raster, localizada no menu Raster, obedecendo a
sequência que pode ser visualizada na imagem a seguir:

72

A Calculadora Raster tem por finalidade calcular com base em valores de pixel Raster
já existente, como pode ser visto na imagem abaixo:

Por fim, a partir dessas etapas foram gerados os mapas representados nas figuras a
seguir, podendo assim fazer uma descrição e análise mais sucinta da área em estudo.

73

4

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Com a utilização do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada - NDVI ,
aplicando as geotecnologias (Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento – QGIS) foi
possível fazer uma análise da degradação no Município de Mata Grande (AL), através dos
dados obtidos pelas classes do NDVI entre os anos de 2013 a 2016 nos períodos,
respectivamente de: 10/12/2013, 27/11/2014, 14/11/2015 e 01/01/2016. Com base no Índice
de Vegetação por Diferença Normalizada, foram gerados os mapas e a partir dos dados
obtidos, foram escolhidas no total de seis classes, onde são descritas (Tabela 5), de acordo
com seus respectivos intervalos.
Nas imagens das Figuras 28, 31, 33 e 35, que representam os mapas da cobertura
vegetal do Município de Mata Grande (AL), temos que, com intervalos de (-1 a 0) representa
corpo d’água, pois de acordo com Novo (2008), a água em seu estado líquido apresenta baixa
reflectância (   1 ), absorvendo toda radiação acima de 0,70µm.
No intervalo de (0 a 0,122) caracterizou-se como solo exposto (quanto maior o
conteúdo de umidade em solos arenosos e argilosos, menor a refletância ao longo da região do
visível e do infravermelho próximo, especialmente nas bandas de água em 1,4m , em 1,9m
e em 2,7m ,(Hoffer, 1978). Conforme Parahyba et al (2007), o Município de Mata Grande
(AL), tem uma predominância de solos do tipo Neossolo (Regolíticos e Litólicos), pois
segundo a EMBRAPA, o grau de compactação litológica faz com que o armazenamento de
água em subsuperfície seja incipiente, havendo uma situação contrária apenas onde há
ocorrência de sistemas de fraturas.
Entre (0,122 a 0,244) vegetação rala, onde apresenta valores positivos, mas, não
próximos de um, o que representa uma vegetação do tipo herbácea. Pastagem ficou
caracterizada entre os intervalos (0,244 a 0,366), uma vez que o Município apresenta uma
grande ocupação de uso de solos para fins agropecuários e seus valores são superiores a
vegetação rala, pois, quanto mais próximo de um à vegetação vai apresentando uma
característica de cobertura vegetal mais perceptível.
Observando os intervalos (0,366 a 0,488) e (0,488 a 1) podemos caracterizá-los
respectivamente, como vegetação de médio porte (com densidade variável nas camadas
arbóreas, 7 – 15 m de altura, muito disseminada e comum na região), e vegetação densa (é o

74

tipo de vegetação mais disseminado atualmente e ainda se discute até que ponto é
inteiramente natural ou induzida pelo homem), Prado (1993), por apresentar valores muito
próximos de 1. Estas classes estão representadas por suas respectivas cores onde podemos
descrevê-las:

TABELA 5 – Representação das classes do NDVI com seus respectivos intervalos.

CLASSES DO NDVI

Corpo d’água (-1,00 a 0,00)
Solo exposto (0,00 a 0,122)
Vegetação rala – herbácea (0,122 a 0,244)
Pastagem (0,244 a 0,366)
Vegetação de médio porte – arbustiva (0,366 a 0,488)
Vegetação densa (0,488 a 1,00)

FONTE: Autor, 2016.

Observando a Figura 28, relacionada ao período de 10/12/2013, o Município de Mata
Grande (AL), apresentou um alto índice de solo exposto ao Norte e Oeste, enquanto ao Sul e
ao Leste, a vegetação rala (estrato herbáceo) teve uma grande predominância, que ao contrário
da vegetação de médio porte (estrato arbustiva) um pequeno percentual. Pastagem obteve
baixa cobertura, apresentando apenas ao Sul do município. Fazendo uma análise sucinta na
imagem (Figura 28), a vegetação densa, não obteve índice, impossibilitando fazer uma análise
comparativa com as demais vegetações.

75

FIGURA 28 – Mapa da cobertura vegetal do Município de Mata Grande (AL), no período de 10/12/2013.

FONTE: Autor, 2016.

Esse elevado índice de solo exposto contrariando o baixo percentual de vegetação
tanto de médio porte (estrato arbustivo) quanto de vegetação densa, pode está relacionado a
dois fenômenos climatológicos: estiagem e seca que durante o período de estiagem e seca,
perdem suas folhas rapidamente, um processo natural da vegetação.
O conceito de estiagem parafraseando Castro (2003) está diretamente relacionado à
redução das precipitações pluviométricas, ao atraso dos períodos chuvosos ou a ausência de
chuvas previstas para uma determinada temporada, em que a perda de umidade do solo é
superior a sua reposição.
Ainda recorrendo o autor, esse fenômeno é considerado existente quando há um atraso
superior a quinze dias do início da temporada chuvosa e quando as médias de precipitações
pluviométricas dos meses chuvosos permanecem inferiores a 60% das médias mensais de
longo período.
Do ponto de vista meteorológico o fenômeno seca, de acordo com Castro (2003), é
uma estiagem prolongada, caracterizada por provocar uma redução sustentada das reservas

76

hídricas existentes. Por sua vez Kobiyama et al. (2006), afirma que seca é a forma crônica do
evento de estiagem. O Gráfico 7, mostra o registro anual de estiagem e seca no período de
1991 a 2012, para o estado de Alagoas.

GRÁFICO 7 – Frequência anual de estiagem e seca no Estado de Alagoas no período de 1991 a 2012.

FONTE: BRASIL, 2013.

Como pode ser visto no Gráfico 7, a partir de 1998 a frequência anual de estiagem e
seca é crescente, apesar de 2010 e 2011, apresentarem respectivamente, um e zero, voltando a
crescer no ano de 2012.
O Gráfico 8, , mostra de forma quantitativa duas tipologias de desastres naturais mais
recorrentes de alguns Municípios, em destaque, o de Mata Grande (área em estudo).

77

GRÁFICO 8 – Municípios alagoanos mais atingidos, classificados pelo maior número de registros por
desastres naturais no período de 1991 a 2012.

FONTE: Adaptado BRASIL, 2013.

Fazendo uma análise no Gráfico 8, mostra que o Município de Mata Grande, durante o
período de 1991 a 2012, apresentou 15 ocorrências, destas, 14 referentes a estiagem e seca e
uma por enxurradas. O município está localizado na mesorregião do sertão alagoano que
segundo Alagoas (2011a), é marcada por um longo período de seca, devido às baixas médias
climatológicas, na faixa de 300-500 mm e 500-700 mm.
No Infográfico 1, a seguir, mostra uma síntese das ocorrências de estiagem e seca do
Município de Mata Grande (em destaque) no qual se pode observar que entre 2001 e 2009
apresentou ocorrências de estiagem e seca, entre 2010 e 2011 não obteve, voltando apresentar
em 2012.

INFOGRÁFICO 9 – Síntese das ocorrências de estiagem e seca do Município de Mata Grande (AL) no
período de 1991 a 2012.

FONTE: Adaptado BRASIL, 2013.

78

O Gráfico 10, apresenta dados da precipitação anual do sertão alagoano em 2013,
mesorregião de localização do Município.

GRÁFICO 10 – Precipitação anual do sertão alagoano no período de 2013.

FONTE: Adaptado SEMARH, 2016.

Observando o Gráfico 10, durante o período de 2013, a região apresenta um baixo
valor de chuvas obervadas entre os meses de janeiro a março, tendo um aumento entre abril a
agosto, onde no mês de julho houve o maior percentual. Fazendo uma média entre setembro a
dezembro a região apresenta um baixo valor de chuvas observadas. Durante esses anos
mencionados Mata Grande (AL) vem apresentando longos períodos de estiagens e secas,
tendo como consequência uma elevada área sem cobertura de vegetação (em vermelho), como
podendo ser observado na Figura 28, uma vez que o Município está inserido nessa
mesorregião.
Em relação à imagem da Figura 29, do município de Mata Grande (AL), apresenta o
(RGB, LAMDSAT 8/TM) da composição das bandas 6 (azul), 5 (vede) e 4 (vermelho), no
período de 10/12/2013. Note que, no extremo Norte do município e na parte Leste e Oeste,
apresenta elevada área de solo exposto, podendo estar susceptível a degradação. Ao Sul o
Município apresenta uma determinada área de vegetação tanto arbustiva quanto herbácea. Ver
(Figura 29).

79

FIGURA 29 – Composição das bandas LAMDSAT8/TM 6, 5 e 4 em RGB, no período de 10/12/2013.

FONTE: Autor, 2016.

De acordo com (Steffen / INPE, 2015), podemos medir a reflectância de um objeto para
cada tipo de radiação que compõe o espectro eletromagnético e então perceber que a
reflectância de um mesmo objeto pode ser diferente para cada tipo de radiação que o atinge,
como pode observar (Figura 30) abaixo.

FIGURA 30 – Representações gráficas das assinaturas espectrais, do RGB para folhas verdes, folhas secas e
solo.

FONTE: STEFFEN / INPE, 2015.

80

Pode-se observar que a curva (a) como uma folha verde tem valores diferentes de
reflectância para cada comprimento de onda, desde o azul até o infravermelho próximo. Na
banda visível (B, G e R), a pequena reflectância (maior absortância) é produzida por
pigmentos da folha (clorofila, xantofila e carotenos) enquanto que na banda infravermelha
(IR), a maior reflectância resulta da interação da radiação com a estrutura celular superficial
da folha. Na curva (b) da mesma figura a assinatura espectral de uma folha seca. A curva (c)
mostra a assinatura espectral de uma amostra de solo e trata-se de um tipo de solo contendo
ferro e pouca matéria orgânica.
Analisando a Figura 31, relacionada ao período 27/11/2014 e fazendo um comparativo
com a imagem da Figura 28, no período de 10/12/2013, houve uma redução da área (solo
exposto), onde apresentava um maior percentual. A vegetação rala (estrato herbáceo)
apresenta uma predominância. Onde o pequeno percentual de pastagem e vegetação de médio
porte (estrato arbustivo) apresentava na imagem da Figura 28, na imagem da Figura 31,
obteve um índice expressivo.

FIGURA 31 – Mapa da cobertura vegetal do Município de Mata Grande (AL) no período de 27/11/2014.

FONTE: Autor, 2016.

81

Conforme observado na Figura 31, esse aumento na vegetação, modificando suas
características vegetativas, se deve ao fato de um aumento de precipitações na mesorregião do
sertão alagoano, durante o período de 2014, apresentado (Gráfico11), abaixo:

GRÁFICO 11 – Precipitação anual do sertão alagoano no período de 2014.

FONTE: Adaptado SEMARH, 2016.

Descrevendo o Gráfico 11, nota-se que de janeiro a março, foram os meses com menor
valor de chuvas observadas, enquanto no intervalo entre abril a outubro, ocorreram os maiores
valores e frequências, reduzindo entre os meses de novembro e dezembro do corrente ano.
Apesar desses últimos meses, haver uma diminuição, pelo longo intervalo de precipitações, se
comparado o índice de vegetação entre o ano de 2013 e 2014, este apresentou uma melhor
cobertura da vegetação, devido uma maior ocorrência de chuvas neste período.
A Composição das bandas LAMDSAT8/TM 6, 5 e 4 em RGB, no período de
27/11/2014, mostrada na Figura 32, percebe-se claramente essas mudanças. Ao Sul e leste
observa uma presença de vegetação estrato arbustiva, em contrapartida, ao Norte uma grande
presença de solo exposto (em cor mais clara). O Oeste e na região central do município em
uma tonalidade, verde mais claro, uma vegetação onde podemos caracterizar de estrato
herbáceo.

82

FIGURA 32 – Composição das bandas LAMDSAT8/TM 6, 5 e 4 em RGB, no período de 27/11/2014.

FONTE: Autor, 2016.

A imagem da Figura 33, relacionada ao período de 14/11/2015 está submetida a um
período onde há ocorrências precipitações, as chamadas chuvas de verão que, segundo
Parahyba et al. (2007), ocorrem no período, com início em novembro e término em abril.
Portanto, a imagem apresenta a cobertura vegetal, tanto de médio porte (árvores baixas e
arbustos que, em geral, perdem as folhas na estação das secas - espécies caducifólias), MMA
(2007), quanto de vegetação mais densa (Caatinga arbustiva densa), pois, demonstra uma
pequena área, ainda preservada, devida estar em região de difícil acesso longe das ações
humanas como, serras e montanhas.
Ao contrário, ocorrem para pastagem e vegetação rala, tem uma maior predominância,
decorrentes dos desmatamentos para fins agrícolas e agropecuários e para consumo de lenha
nativa, explorada de forma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias além da
expansão urbana, pois de acordo com o INCBIO o desmatamento para esses fins são os
maiores responsáveis.
Como pode observar na degradação (solo exposto) ocorre um espalhamento em toda a
região, pois o município apresenta uma ocupação agrícola e pecuária dominante uma vez que

83

Mata Grande (AL) maior parte de seu desenvolvimento econômico se baseia na agricultura e
pecuária (plantação de milho e feijão e na criação de ovinos, bovinos e caprinos). A
herbivoria é um dos problemas que contribui para essa degradação (solo exposto) além das
ações humanas. Vale ressaltar que a região apresenta baixo índice de precipitações, o que
contribui para uma extensa área sem cobertura vegetal.

FIGURA 33 – Mapa da cobertura vegetal do Município de Mata Grande (AL) no período de 14/11/2015.

FONTE: Autor, 2016.

A imagem da (Figura 34), do Município de Mata Grande (AL), apresenta o (RGB,
LAMDSAT 8/TM) da composição das bandas 6 (azul), 5 (vede) e 4 (vermelho), no período de
14/11/2015. Podemos observar que a vegetação mais densa, estar representada na cor verde,
pois, delimitada por uma pequena área. No entanto, caracteriza que o município apresenta
pouca vegetação, ou seja, pequena área preservada, destacada pela textura rugosa e pelo
sobreamento. A área urbana e alguns povoados em azul claro e as áreas vermelhas com uma
tonalidade mais intensa representa uma vegetação de médio porte.
O Município apresenta uma pequena área de corpo d’água, pois, na imagem fica
imperceptível a sua visualização devido, em torno dele, ter um sombreamento, o que

84

impossibilita a sua caracterização. As áreas de pastagem (dependendo do tipo e do seu
estágio) em vermelho, como uma tonalidade menos intensa em diferentes cores. Solos
expostos e estradas, pelas formas geométricas mais claras.
Lembrando que as imagens do Landsat-TM tem uma resolução espacial de 30 metros,
o que implica que objetos com dimensões menores do que 30 x 30 m não podem ser
identificados, (Rudorff – INPE, 2015).

FIGURA 34 – Composição das bandas LAMDSAT8 / TM 6 5 e 4 em RGB, no período de 14/11/2015.

FONTE: Autor, 2016.

Na imagem da Figura 35 do período 01/01/2016, fazendo uma análise e comparando
com a imagem Figura 33 do período 14/11/2015, no corpo d’água destacado em azul, não
houve alteração, pois em menos de três meses decorridos, as precipitações, não foram
suficientes para mudanças hidrológicas (corpo d’água). Onde caracterizamos degradação, ou
seja, solo exposto ocorreu uma composição da área, devido neste período ter uma maior
ocorrência de precipitações, como as chamadas chuvas de verão. Como mostram os Gráficos
12 e 13, a seguir:

85

GRÁFICO 12 – Dados pluviométricos do Município de Mata Grande-AL, no período de dezembro de 2015.

FONTE: Adaptado CEMADEN, 2016.

Observando o Gráfico 12, durante o período de 09/12/2015 a 20/12/2015, apresenta
um crecimento, que a partir do mesmo começa a decrescer até 24/12/2015, voltando a ter um
pequeno percentual de 25/12/2015 a 29/12/2015. Já o Gráfico 13, apresenta para o dia
03/01/2016 um pequeno percentual pluviométrico decrescendo até o dia 05/01/2016,
mantendo valores praticamente constante, de zero a próximo de zero até o dia 18/01/2016. A
partir deste período, apresentado um alternância até o dia 31/01/2016.

GRÁFICO 13 – Dados pluviométricos do Município de Mata Grande-AL, no período de janeiro de 2016.

FONTE: Adaptado CERMADEN, 2016.

Nota-se também que lugares que antes apareciam na imagem da Figura 29, como
degradação (solos exposto) foram substituídos por vegetação rala e pastagem. Quando chove

86

as paisagens mudam completamente. As árvores cobrem-se de folhas e o solo fica forrado de
pequenas plantas, como podemos observar no extremo Norte e Sul do Município. A vegetação
de médio porte começa dar características em áreas onde existia pastagem, enquanto a
vegetação densa tem um maior destaque no extremo Sul do município, em que nessa região a
vegetação apresenta uma maior densidade.
O leste do Município de Mata Grande (AL) ocorreu mudanças, onde não havia
vegetação densa conforme observado na imagem da Figura 29, houve surgimento, podendo
ser visualizado na imagem da Figura 31, vale ressaltar que, a vegetação perde suas folhas
durante o período de seca e ganha folhas muito rápida com a incidência de chuvas, em curto
intervalo de tempo. A vegetação de médio porte obteve uma maior ocupação, o caracterizou a
diminuição das áreas exposta, pastagem e vegetação do estrato herbáceo.
Já ao oeste do Município praticamente não houve mudanças significativas em relação
à vegetação. Percebe-se um aumento na vegetação rala, o que diminui a aparência dos solos
exposto, pouca cobertura de pastagem e uma pequena porção de vegetação de médio porte,
enquanto não há existência de vegetação densa nas duas imagens, o que pode caracterizar uma
área susceptível a degradação.

FIGURA 35 – Mapa da cobertura vegetal do Município de Mata Grande (AL) no período de 01/01/2016.

FONTE: Autor, 2016.

87

Na imagem Figura 36, como se pode observar, ao Norte do Município, houve um
crescimento vegetativo de médio porte, diminuindo então, áreas de solos expostos, pastagem e
vegetação rala. Já ao Sul, a vegetação de médio porte e densa, apresenta uma predominância
em relação à imagem Figura 33, no período de 14/11/2015, o que caracteriza um aumento
vegetativo durante o período ocorreu precipitação, (Gráfico 9).
Na região central do Município a tonalidade em rosa, apresenta mais intensa, o que
significa que nessa área a cobertura vegetal sobrepõe em relação ao solo exposto. O fato de ter
uma cobertura vegetal não significa dizer que essa área não está susceptível a degradação. Ao
leste, pode-se observar o aparecimento de vegetação densa. Enquanto ao oeste ocorreu um
surgimento de vegetação de médio porte, isso se dar pelo fato da vegetação arbustiva,
começarem o processo de folhagem.

FIGURA 36 – Composição das bandas LAMDSAT8/TM 6, 5 e 4 em RGB, no período de 01/01/2016.

FONTE: Autor, 2016.

Apesar, durante o período em estudo haver um crescimento na cobertura da vegetação,
o município ainda apresentou um elevado percentual de solo exposto e baixa cobertura de

88

vegetação uma vez que grande parte da região é ocupada pelas propriedades rurais, tendo uma
maior ocupação e uso do solo, consequentemente uma pequena área urbana.

89

5

CONCLUSÃO

Qualquer alteração no solo, devido às condições naturais ou ações provocadas, gera
impactos ambientais, pois modificam as propriedades físicas, químicas e biológicas do meio
ambiente. As atividades humanas sejam direta ou indiretamente e as condições adversas,
decorrentes dos fenômenos da natureza, são os principais fatores na área de estudo, município
de Mata Grande (AL), que caracterizaram nas imagens analisadas um elevado percentual de
solo exposto e baixa cobertura da vegetação.
Essas degradações da terra foram resultantes de dois pontos importantes: o primeiro
devido às condições climáticas, uma vez que, a região apresentou durante o período estudado
baixo índice pluviométrico e o segundo pelas as ações antrópicas, esta se dar pelo fato dos
problemas sociais, econômicos e cultural da região, trazendo consequências e prejuízos para o
município e o meio ambiente.
As geotecnologias aplicadas foram ferramentas primordiais não só para detectar as
áreas susceptíveis a degradação, mas também para mapear a cobertura vegetal do município,
através do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada - NDVI , pois a aquisição dos
dados obtidos através das imagens geradas deram subsídios para qualificar suas classes.
Desta forma, essa metodologia foi de fundamental importância para detecção de áreas
degradada trazendo resultados satisfatórios de forma a contribuir e proporcionar para a
comunidade acadêmica e para o município de Mata Grande (AL), fundamentos teóricos, que
possam diminuir as degradações e os possíveis impactos ambientais existentes. Pois, todos os
resultados foram de acordo com embasamentos de literaturas existentes, o que caracterizou
resultados confiáveis e satisfatórios em todo trabalho pesquisado.

90

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