Walsyneide C S Costa (2012).pdf
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Documento PDF (2.6MB)
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM METEOROLOGIA
WALSYNEIDE CHRISTIANE SOUZA COSTA
Nº de ordem: MET-UFAL-MS-99
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA CONSUMIDA EM FUNÇÃO
DA SAZONALIDADE DA CHUVA E OS IMPACTOS AMBIENTAIS NO
SISTEMA DE ABASTECIMENTO PÚBLICO
Maceió, AL
2012
WALSYNEIDE CHRISTIANE SOUZA COSTA
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA CONSUMIDA EM FUNÇÃO
DA SAZONALIDADE DA CHUVA E OS IMPACTOS AMBIENTAIS NO
SISTEMA DE ABASTECIMENTO PÚBLICO
Dissertação de Mestrado apresentada ao
Instituto de Ciências Atmosféricas da
Universidade Federal de Alagoas, como
requisito final para a obtenção do grau de
Mestre em Meteorologia com aréa de
concentração em Processos de Superfície
Terrestre.
Orientador: Profº Ricardo Ferreira Carlos de
Amorim
Maceió, AL
2012
Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecária Responsável: Helena Cristina Pimentel do Vale
C837a
Costa, Walsyneide Christiane Souza.
Avaliação da qualidade da água consumida em função da sazonalidade da
chuva e os impactos ambientais no sistema de abastecimento público / Walsyneide
Christiane Souza Costa. – 2012.
100 f. : il., grafs., tabs.
Orientador: Ricardo Ferreira Carlos de Amorim.
Dissertação (mestrado em Meteorologia : Processos de Superfície Terrestre) –
Universidade Federal de Alagoas. Instituto de Ciências Atmosféricas. Maceió,
2012.
Bibliografia: f. 84-87.
Apêndices: f. 88-100.
1. Meteorologia. 2. Água – Análise. 3. Qualidade da água. 4. Água – Consumo.
Água – Abastecimento público. 5. Impacto ambiental. I. Título.
CDU: 551.577
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS ATMOSFÉRICAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM METEOROLOGIA
WALSYNEIDE CHRISTIANE SOUZA COSTA
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA CONSUMIDA EM FUNÇÃO
DA SAZONALIDADE DA CHUVA E OS IMPACTOS AMBIENTAIS NO
SISTEMA DE ABASTECIMENTO PÚBLICO
Dissertação de Mestrado apresentada ao
Instituto de Ciências Atmosferica da
Universidade Federal de Alagoas, como
requisito final para a obtenção do grau de
Mestre em Meteorologia com aréa de
concentração em Processos de Superficie
Terrestre.
Aprovado pela Banca Examinadora em: 18 / 05 / 2012
BANCA EXAMINADORA:
______________________________________
Profº Dr. Ricardo Ferreira Carlos de Amorim
Orientador
_________________________________
Profº Nyamien Yahaut Sebastien
Examinador Externo
________________________________
Profº Dr.Raniéri C. F. Carlos de Amorim
Exanimador Interno
Maceió, AL
2012
DEDICATÓRIA
A Deus único e verdadeiro, a
minha mãe Salete, meu irmão
Waldson, ao meu esposo Marcos e
ao meu filho Pedro Henrique pelo
carinho e estímulo constante em
todas as etapas da minha vida.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus pela força e persistência durante todo o período de realização dessa
dissertação, que não deixou que meus ânimos e as minhas esperanças se abalassem pelas
dificuldades encontradas. Pelo contrário, tudo fez para que se transformasse em tempo de
profundo crescimento e amadurecimento pessoal.
A minha mãe, pelo carinho e confiança que sempre me dedicou, motivando-me nos
obstáculos encontrados ao longo dessa vida acadêmica.
Ao Marcos, meu esposo, e ao meu filho Pedro Henrique pelo amor, carinho e
dedicação com que me acompanharam nessa longa jornada de trabalho e que não deixaram
abalar meus ânimos;
À CASAL – Companhia de Saneamento de Alagoas – Unidade de Negócio Leste –
UN LESTE pela colaboração no projeto de pesquisa, em especial ao Engº Químico Eduardo
Henrique de Almeida, pelo apoio que me concedeu ao tempo e as condições para que pudesse
dedicar-me ao mestrado e pelas discussões técnicas. Ao Luciano Melo, químico, pela ajuda na
interpretação das análises bacteriológicas e físico-químicas de água. A todos os chefes de
núcleos das cidades pesquisadas: Clebson (Matriz de Camaragibe); Abdiel (Pilar); Laerte
(Porto de Pedras) e Jurandir (Colônia de Leopoldina) pelas informações fornecidas.
A todos os meus colegas de mestrado: Allan (B), Marcos (Jequiá), André (Bolsista),
Cleberson (Dom Juan), Maicón, Vinícius (Pinho) e Fabiano pela troca de experiências
cientificas, aos bons momentos de amizade, companheirismo e inesquecíveis momentos de
descontração e alegria que fizeram parte do nosso dia a dia em sala de aula. E em especial a
minha amiga Ana Carla pelo grande apoio e companheirismo indispensável.
Ao meu querido orientador Profº Drº Manoel da Rocha Toledo Filho, que me acolheu
e transmitiu confiança e sabedoria. Principalmente agradeço, pelos incentivos e, por ter
acreditado em mim para a realização desse trabalho, apesar de não está presente nesse
momento em nossas vidas. Foi uma honra tê-lo como Orientador. Muito obrigada por tudo
mesmo. Agradeço também ao professor Ricardo Ferreira Carlos de Amorim que me adotou
na ausência do Professor Toledo. Á Coordenadora Professora Drª Luciene Melo pelo apoio e
soluções aos obstáculos encontrados no caminho.
À FAPEAL – Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Alagoas que deu aporte
financeiro para realização do projeto.
E a todos que contribuíram diretamente e indiretamente para realização desse trabalho
de pesquisa.
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RESUMO
Para o abastecimento público de Alagoas, a CASAL (Companhia de Saneamento de Alagoas)
– Unidade de Negócio Leste utiliza diferentes tipos de ecossistemas para captação de água
com mecanismos de funcionamento distintos, destacando-se mananciais superficiais e
subterrâneos (poços). O trabalho tem como objetivo avaliar a qualidade da água consumida
em função da sazonalidade da chuva e os impactos ambientais nos sistemas de abastecimento
público, onde foram avaliados os sistemas de abastecimento das cidades de Colônia de
Leopoldina, Matriz de Camaragibe, Pilar, Porto de Pedras e Rio Largo. Para avaliar a atual
qualidade dos sistemas foram analisados os parâmetros físicos, químicos e bacteriológicos,
representativos de potabilidade da água, em amostras de água tratada dos anos de 2008 e
2009, verificando o atendimento aos padrões da Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde.
Para caracterização dos impactos antrópicos nos mananciais (superficiais ou subterrâneos) em
pontos de captação foram utilizadas matrizes de impactos. Com os respectivos dados
mensais, da Estação Meteorológica da SEMARH-AL, de precipitação (mm), foram utilizadas
comparações entre consumo e índice de qualidade da água (dados fornecidos) para verificar
como os períodos se comportam de acordo com as condições do tempo e do clima
(considerando as duas estações definidas para as regiões, quais sejam: estação chuvosa e
estação seca). De acordo com os resultados, as análises dos impactos antrópicos nos
mananciais estudados mostraram que os índices foram superiores a 0,7 ou 70% demonstrando
assim boas condições ambientais, sendo que a captação do Pilar chegou a um nível próximo a
excelente de qualidade ambiental. No que diz respeito à sazonalidade, a água consumida
apresentou qualidade melhor na estação seca, no período chuvoso os parâmetros IFQDP
(índices físico-químicos) tiveram uma baixa que vai geralmente de março a agosto de cada
ano, mas, que no período chuvoso o índice foi ajustado gradativamente com a dosagem
necessária do coagulante (sulfato de alumínio). Já os parâmetros IBDP (índices
bacteriológicos) não tiveram influência do período chuvoso. Contudo as cidades estudadas
atingiram um bom índice de qualidade das águas conseguindo atingir os padrões exigidos pela
Portaria 518/2004 do Ministério da Saúde, onde demonstra a eficiência dos processos de
tratamento de uma Estação de Tratamento de Água.
Palavras-Chave: Abastecimento público. Doenças hídricas. Qualidade da água. Consumo.
Impacto ambiental.
ABSTRACT
For public supply of Alagoas, CASAL (Sanitation Company of Alagoas) - Eastern Business
Unit uses different types of ecosystems to capture water with different operating mechanisms,
especially surface and groundwater sources (wells). The study aims to evaluate the quality of
drinking water due to the seasonality of rainfall and environmental impacts on water supply
systems were evaluated in the supply systems of the cities of Colonia de Leopoldina, Matrix
Camaragibe, Pilar, Porto de Pedras and Rio Largo. To assess the current quality of the
systems were analyzed for physical, chemical and bacteriological, representative of drinking
water in treated water samples of the years 2008 and 2009, verifying the compliance with the
standards of Ordinance No. 518/2004 of the Ministry of Health . For characterization of
human impacts on water sources (surface or underground) at points of capture were used
arrays of impacts. With their monthly data from the meteorological station of SEMARH-AL,
precipitation (mm) were used in comparisons between consumption and water quality index
(data provided) to verify the periods behave according to the weather and climate (considering
the two stations defined for the regions, namely: rainy and dry season). According to the
results, the analysis of human impacts on watershed study showed that rates were higher than
0.7 or 70% demonstrating good environmental conditions, and the uptake of Pillar reached a
level close to excellent environmental quality. With regard to seasonality, water consumption
had better quality in the dry season, the rainy season IFQDP parameters (physico-chemical
indices) had a low that usually goes from March to August of each year, but that in the rainy
season ratio was gradually adjusted to the required dosage of coagulant (alum). Since the
parameters IBDP (bacteriological index) did not influence the rainy season. But the cities
studied have reached a good level of water quality getting achieve the standards required by
Ordinance 518/2004 of the Ministry of Health, which demonstrates the efficiency of treatment
processes of a Water Treatment Plant.
KeyWords: Public supply. Water diseases. Water quality. Consumption. Environmental.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1- Dados de internações por doenças hídricas .....................................................
Figura 2- Doenças relacionadas com o abastecimento de água ......................................
Figura 3- Curvas médias de variação de qualidade das águas ........................................
Figura 4- Mapa de localização das cidades abastecida pela UN LESTE ........................
Figura 5- Sistema de abastecimento- Captação superficial.............................................
Figura 6- Sistema de abastecimento- Captação subterrânea............................................
Figura 7- Mapa de Alagoas com localização do município de Colônia de Leopoldina .
Figura 8- Captação superficial- Barragem Canto Escuro ................................................
Figura 9- Estação de tratamento- tipo compacta .............................................................
Figura 10- Mapa de Alagoas com localização do município de Matriz de Camaragibe
Figura 11- Sistema de abastecimento- Poço profundo.....................................................
Figura 12- Mapa de Alagoas com localização do município do Pilar ............................
Figura 13- Captação superficial- Nascente da Marreca ..................................................
Figura 14- Foto da Estação de tratamento- Tipo caracol.................................................
Figura 15- Mapa de Alagoas com localização do município de Porto de Pedras...........
Figura 16- Captação superficial- Barragem Cancelinha .................................................
Figura 17- Estação de tratamento- Tipo compacta...........................................................
Figura 18- Mapa de Alagoas com localização do município de Rio Largo....................
Figura 19- Estação de tratamento- Tipo convencional.....................................................
Figura 20- Captação superficial- Nascente Mata do Rolo ..............................................
Figura 21- Índices de qualidade ambiental das captações das cidades estudadas............
Figura 22- Espaço utilizado para irrigação de culturas...............................................................
Figura 23- Espaço utilizado para pesca – Captação........................................................
Figura 24- Consumo x precipitação ano 2008 – Colônia de Leopoldina/AL..................
Figura 25- Consumo x precipitação ano 2009 – Colônia de Leopoldina/AL..................
Figura 26- Consumo x precipitação ano 2008 – Matriz de Camaragibe/AL...................
Figura 27- Consumo x precipitação ano 2009 – Matriz de Camaragibe/AL...................
Figura 28- Consumo x precipitação ano 2008 – Pilar/AL...............................................
Figura 29- Consumo x precipitação ano 2009 – Pilar/AL...............................................
Figura 30- Consumo x precipitação ano 2008 – Porto de Pedras/AL....................................
Figura 31- Consumo x precipitação ano 2009 – Porto de Pedras /AL............................
Figura 32- Consumo x precipitação ano 2008 – Rio Largo/AL.......................................
Figura 33- Consumo x precipitação ano 2009 – Rio Largo/AL.......................................
Figura 34- Correlação entre consumo x precipitação ano 2008 – Colônia de Leopoldina/AL..........................................................................................................
Figura 35- Correlação entre consumo x precipitação ano 2009 – Colônia de Leopoldina/AL..........................................................................................................
Figura 36- Correlação entre consumo x precipitação ano 2008 – Matriz de Camaragibe/AL.............................................................................................................
Figura 37- Correlação entre consumo x precipitação ano 2009 – Matriz de Camaragibe/AL.
Figura 38- Correlação entre consumo x precipitação ano 2008 – Pilar/AL.....................
Figura 39- Correlação entre consumo x precipitação ano 2009 – Pilar/AL.....................
Figura 40- Correlação entre consumo x precipitação ano 2008 – Porto de Pedras/AL...
Figura 41- Correlação entre consumo x precipitação ano 2009 – Porto de Pedras/AL...
Figura 42- Correlação entre consumo x precipitação ano 2008 – Rio Largo/AL............
Figura 43- Correlação entre consumo x precipitação ano 2009 – Rio Largo/AL............
Figura 44- Anomalia de precipitação de maio de 2008...................................................
13
20
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30
31
31
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66
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67
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68
69
69
69
70
70
70
71
71
73
Figura 45- Anomalia de precipitação de maio de 2009...................................................
Figura46- IQA x precipitação – 2008 (Sistema de Abastecimento da Casal de Colônia
de Leopoldina/AL)..........................................................................................................
Figura 47- IQA x precipitação - 2009 (Sistema de Abastecimento da Casal de Colônia
de Leopoldina/AL)...........................................................................................
Figura 48- IQA x precipitação - 2008 (Sistema de Abastecimento da Casal de Matriz
do Camaragibe/AL)..........................................................................................
Figura 49- IQA x Precipitação - 2009 (Sistema de Abastecimento da Casal de Matriz
do Camaragibe/AL).........................................................................................
Figura 50- IQA x Precipitação – 2008 (Sistema de Abastecimento da Casal do
Pilar/AL)..........................................................................................................
Figura 51- IQA x Precipitação – 2009 (Sistema de Abastecimento da Casal do
Pilar/AL).........................................................................................................
Figura 52- IQA x Precipitação – 2008 (Sistema de Abastecimento da Casal de Porto
de Pedras/AL).................................................................................................
Figura 53- Gráfico IQA x Precipitação - 2009 (Sistema de Abastecimento da Casal de
Porto de Pedras/AL).......................................................................................
Figura 54- IQA x Precipitação - 2008 (Sistema de Abastecimento da Casal de Rio
Largo/AL)........................................................................................................
Figura 55- IQA x Precipitação – 2009 (Sistema de Abastecimento da Casal de Rio
Largo/AL).......................................................................................................
74
75
76
77
77
78
79
80
80
81
81
LISTA DE TABELAS
Tabela 1- Número de diarréia, segundo as grandes Regiões Geográficas, Brasil 2000
a 2002............................................................................................................
Tabela 2 - Parâmetros de Qualidade da Água do IQA e respectivo peso.....................
Tabela 3 - Escala de qualidade da água indicada pelo IQA.......................................
Tabela 4 - Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada
em 2008 de Colônia de Leopoldina...........................................................
Tabela 5 - Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada
em 2009 de Colônia de Leopoldina............................................................
Tabela 6 - Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada
em 2008 de Matriz de Camaragibe.............................................................
Tabela 7 - Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada
em 2009 de Matriz de Camaragibe.............................................................
Tabela 8 - Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada
em 2008) Pilar............................................................................................
Tabela 9 - Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada
em 2009 Pilar..............................................................................................
Tabela 10 - Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada
em 2008 de Porto de Pedras.......................................................................
Tabela 11 - Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada
em 2009 de Porto de Pedras.......................................................................
Tabela 12 - Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada
em 2008 de Rio Largo................................................................................
Tabela 13 - Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada
em 2009 de Rio Largo................................................................................
Tabela 14 - Classificação dos impactos com escala de cores e valores numéricos dos
indicadores adotados para os impactos antrópicos evidenciados na área
de estudo.........................................................................................................................
Tabela 15 - Matriz das interferências humanas nos diferentes compartimentos
selecionados................................................................................................
Tabela 16 - Matriz dos usos mais evidentes catalogados na área estudada ..................
Tabela 17 - Matriz de infraestrutura urbana nos diferentes setores da área do
manancial....................................................................................................
Tabela 18 - Principais impactos identificados nas áreas estudadas, e seus valores
atribuídos........................................................................................................................
Tabela 19 - Hierarquia dos impactos antrópicos evidenciados no ambiente estudado.
Tabela 20 - Classificação hierárquica dos principais impactos antrópicos evidenciados na área de estudo
Tabela 21 - Principais usos do espaço nas áreas estudadas, e seus valores
atribuídos...................................................................................................
Tabela 22 - Condições de infraestrutura nas áreas estudadas, e seus valores
atribuídos..................................................................................................
21
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29
36
36
39
39
43
43
47
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55
55
56
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60
61
62
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................... 12
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................................. 15
2.1 Impacto Ambiental................................................................................................................. 15
2.1.1 Danos causados pela poluição da água............................................................................. 16
2.1.2 Contaminação de mananciais de abastecimento.................................................................... 17
2.2 Água Potável........................................................................................................................... 17
2.3 Interferências das Condições Climáticas na Qualidade da água....................................... 18
2.4 A Falta de Saneamento no Brasil e suas Conseqüências.................................................... 19
21
2.5 Padrões de Qualidade e Legislação...............................................................
2.5.1 Parâmetro de qualidade da água............................................................................................ 23
2.5.2 Índice de qualidade das águas brutas para fins de abastecimento público (IAP).................. 26
2.5.2.1 Índice de qualidade das águas – IQA............................................................................... 27
3 MATERIAIS E MÉTODOS................................................................................................... 30
3.1 Descrição da Área de Estudo................................................................................................. 30
3.2 Caracterização das Áreas Escolhidas para a Pesquisa....................................................... 32
4 METODOLOGIA................................................................................................................... 52
4.1 Caracterização dos Impactos Antrópicos nos Mananciais................................................. 53
4.2 Análise do Consumo e Índices de Qualidade da Água Tratada e Distribuída de
Acordo com a Sazonalidade dos Períodos Secos e Chuvoso.............................................. 56
4.3 Avaliação da Eficiência dos Processos de Tratamento de Água........................................ 57
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES.......................................................................................... 58
5.1 Caracterização dos Impactos Antrópicos nos Mananciais................................................. 58
5.1.1 Interferências humanas evidenciados na área de estudo....................................................... 58
5.1.2 Principais usos do espaço na área de estudo......................................................................... 61
5.1.3 Condições de infraestrutura na área de estudo..................................................................... 62
5.2 Análise do Consumo e Índices de Qualidade da Água Tratada e Distribuída de
Acordo com a Sazonalidade dos Períodos Secos e Chuvoso.............................................. 63
5.2.1Consumo x Precipitação.....................................................................................................
63
5.2.2 Índice de qualidade x Precipitação........................................................................................ 75
6 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES............................................................................... 82
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................... 84
APÊNDICE.............................................................................................................................. 88
1 INTRODUÇÃO
A formação de aglomerados urbanos e industriais, com crescente necessidade de
água para o abastecimento doméstico e industrial, além de irrigação e lazer, faz com que,
hoje, a quase totalidade das atividades humanas seja cada vez mais dependente da
disponibilidade das águas continentais (ESTEVES, 1988).
A água é um dos bens mais necessários a vida, e por está razão as cidades tem tido
desafios para distribuir este recurso em quantidade e qualidade para população. O Estado de
Alagoas vem conseguindo grandes avanços, aumentando a área de cobertura de suas redes de
esgoto e água, mas uma parte da população, especificamente a de baixa renda, ainda não
conta com recursos básicos de infraestrutura.
A água para consumo humano é oriunda de mananciais, que são corpos d’água
superficiais ou subterrâneos. O ser humano precisa ter acesso à água potável, que não ofereça
riscos a sua saúde, independente de sua procedência, podendo ser de poços, fontes, nascentes
e outras formas de abastecimento sem/com distribuição canalizada. Essa potabilidade da água
é definida por meio de um conjunto de parâmetros físicos, químicos, microbiológicos e
radioativos (BRASIL, 2004a).
As recentes atualizações dos padrões de potabilidade da água introduziram
importantes inovações, tais como: o monitoramento sistemático da qualidade da água filtrada,
metas de turbidez da água filtrada e o controle do processo de desinfecção (MINISTÉRIO DA
SAÚDE, 2000).
Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% das doenças que
ocorrem nos países em desenvolvimento são ocasionadas pela contaminação da água. O
crescimento populacional e o consequente aumento das áreas urbanas provocam uma série de
problemas ao meio ambiente, devido às atividades antrópicas, as quais podem causar
degradação ao ambiente e acarretar um processo de contaminação da água, aumentando a
incidência de doenças infecciosas transmitidas por meio da água. Parcela considerável das
doenças conhecidas atualmente é de veiculação hídrica, portanto, a importância do
investimento em serviços de saneamento básico na tentativa de garantir a saúde pública e a
melhoria da qualidade de vida da população. Na Figura 1 podemos observar a quantidade
mensal e anual de internações por veiculação hídrica nas cidades estudadas no ano de 2008 e
2009.
Figura 1: Dados de internações por doenças hídricas.
Fonte: DATASUS, 2010.
As águas utilizadas no abastecimento público (superficiais e subterrâneas) são os
sistemas mais vulneráveis à contaminação, contudo um sistema de tratamento adequado
elimina essa vulnerabilidade ou possível contaminação. Para isto é importante que se tenha
um sistema operacional de tratamento, ou Estação de Tratamento de Água (ETA) no
município, que congregue os processos de coagulação, floculação, decantação, filtração e
desinfecção num sistema convencional de tratamento, visando garantir a potabilidade da água
que será distribuída a população, conforme os padrões estabelecidos pela Portaria n° 518 do
Ministério da Saúde (MEYER, 1994).
A avaliação e caracterização dos impactos ambientais nos mananciais tornaram-se
importantes instrumentos que poderão contribuir não só para a avaliação da qualidade da
água, como também, para o entendimento da dinâmica do sistema e para a escolha de medidas
de manejo e recuperação destes ecossistemas. Não encontramos trabalhos publicados para
avaliar os impactos ambientais nas nascentes, no entanto existem trabalhos publicados em
estuários do Rio Paraíba do Norte – PB (MARCELINO, 2000) e do Complexo EstuarinoLagunar Mundaú e Manguaba – AL ( SILVA, 2008).
Nesse sentido, a proteção dos mananciais que ainda estão conservados e a
recuperação daqueles que já estão prejudicados, são alternativas de conservar a água ainda
existente. Se houver a preservação da floresta nativa em um manancial, sua água será de boa
qualidade, mas com supressão da vegetação do entorno aos cursos d’água para construção de
casas, implantação de plantações e indústrias, a sua água começará a receber substâncias além
daquelas naturais (TORRES apud FILHO, Sd, p.1).
O objetivo desse estudo foi avaliar a qualidade da água consumida em função da
sazonalidade da chuva e os impactos ambientais nos sistemas de abastecimento público em
cincos cidades (pertencentes à Unidade de Negócio Leste) abastecida pela Companhia de
Saneamento de Alagoas – CASAL.
Objetivos
Objetivo geral
Avaliar a qualidade da água consumida em função da sazonalidade da chuva e os
impactos ambientais nos sistemas de abastecimento público.
Objetivos específicos
6 Caracterizar e avaliar os impactos ambientais nos mananciais (superficiais ou
subterrâneos) e em pontos de captação de água utilizada para consumo humano,
abastecidos pela CASAL;
6 Analisar o consumo e índices de qualidade da água tratada e distribuída de acordo com
a sazonalidade dos períodos secos e chuvosos;
6 Avaliar a qualidade da água tratada e consumida quanto aos parâmetros físicos,
químicos e bacteriológicos;
6 Verificar a interferência das condições climáticas na qualidade da água;
6
Avaliar a eficiência dos processos de tratamento completo aplicado nas Estações de
Tratamento de Água – ETA`s para todos os sistemas operados pela CASAL, por meio
de análise da água tratada, utilizando como critérios a Portaria nº 518/2004 estabelecido
pelo Ministério da Saúde.
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 Impactos Ambientais
Impacto ambiental refere-se aos efeitos da ação humana sobre o meio ambiente. Na
região Nordeste do Brasil, por exemplo, os impactos urbanos continuam sendo um dos
maiores do nosso país (SEMARH, 2006).
Os estudos sobre os impactos ambientais promovidos pelas aglomerações urbanas
são, ao mesmo tempo, produto e processo de transformações dinâmicas e recíprocas da
natureza e da sociedade estruturada em classes socais.
É notório que o crescimento das cidades causa diversos impactos ambientais. Tais
impactos decorrentes da expansão urbana (formal ou informal) são visíveis e causam danos ao
meio natural, juntamente a toda sociedade que nele habita. O crescimento acelerado e mal
planejado das cidades está acarretando sérios prejuízos à natureza, dos quais se destacam o
desmatamento da vegetação nativa para estruturação da rede urbana e toda sua infraestrutura,
alteração do micro-clima, poluição atmosférica, da água, do solo, e principalmente
degradação em áreas costeiras destruindo diversos ecossistemas. No modelo urbanístico
brasileiro, há uma relação direta entre as moradias pobres, e áreas totalmente frágeis à beira
de córregos, rios e reservatórios, encostas, manguezais e várzeas (COELHO, 2001).
Os impactos ambientais, segundo a RESOLUÇÃO CONAMA Nº 001/1986, art. 6 e a
Deliberação CECA nº 1078/87 (RJ), podem ser classificados em:
a) Impacto negativo: quando a ação resulta em um dano à qualidade de um fator ou
parâmetro ambiental (por exemplo, lançamento de efluentes domésticos ou industriais não
tratados no rio e depósito de lixo nas margens);
b) Impacto direto: resultante de uma simples relação de causa e efeito (por exemplo,
perda de diversidade biológica como o aterro em áreas de manguezais, tendo a possibilidade
de ocorrer a partir da ocupação irregular);
c) Impacto local: quando a ação afeta apenas o próprio sítio e suas imediações
(movimento de massa ou deslizamentos);
d) impacto estratégico: quando o componente ambiental afetado tem relevante
interesse coletivo ou nacional (por exemplo, a Bacia do Rio São Francisco e seus mananciais);
e) Impacto a médio ou longo prazo: quando o impacto se manifesta certo tempo após
a ação (por exemplo, a ocorrência de ocupação informal nas encostas, como é caso de
algumas áreas do subúrbio de Salvador), e;
f) Impacto permanente: quando, uma vez executada a ação, os efeitos não cessam de
se manifestar num horizonte temporal conhecido (por exemplo, a derrubada do mangue para
construção).
2.1.1 Danos causados pela poluição da água
A poluição das águas tem como origem diversas fontes que estão associadas ao tipo
de uso e ocupação do solo, possuindo características próprias quanto aos poluentes que
carregam. Dentre as quais se destacam: efluentes domésticos, efluentes industriais e carga
difusa urbana agrícola.
Para Derísio (apud KOVALESKI, 2005) utilização racional da água deve ser
criteriosamente avaliada e inserida no quadro geral de seus usos múltiplos, uma vez que,
como recurso natural tem valor econômico e papel estratégico. Sua qualidade deve ser
rigorosamente preservada frente à ação predatória do homem, pois é um recurso ambiental
que deve ser preservado e seus mananciais recuperados. A poluição ambiental pode ser
considerada como degradação do ambiente, resultante das atividades que, direta ou
indiretamente, prejudiquem a saúde, segurança e o bem estar das populações; criem condições
adversas às atividades sociais e econômicas; afetem desfavoravelmente a biota e as condições
sanitárias do meio ambiente e lancem matéria em desacordo com os padrões de qualidade
ambientais estabelecidos.
As fontes de poluição das águas podem ter as mais variadas origens e estão
associadas ao tipo de uso e ocupação do solo. Se a carga orgânica de dejetos excederem a
capacidade de autodepuração de um corpo hídrico, o oxigênio se esgotará, podendo provocar
a morte de várias espécies de organismos como peixes. Em função do conceito de poluição
das águas que associa o uso à qualidade, há que se considerar os prejuízos causados por este
fator. Um dano considerável e bastante relevante é a eutrofização, aporte excessivo de
nutrientes carreados para dentro dos corpos hídricos, que causa o crescimento descontrolado
de microalgas e cianobactérias, ocasionando interferências na dinâmica do corpo hídrico e
tornando a água imprópria para diversos usos (DERISIO apud KOVALESKI, 2005).
A floração de microalgas e cioanobactérias produzem mudanças na qualidade da
água, como: redução do oxigênio dissolvido, da biodiversidade aquática, morte extensiva de
peixes, aumento do custo do tratamento e consequências relacionadas à saúde pública
(FUNASA, 2001). As microalgas podem trazer problemas para o tratamento da água, como:
odor e sabor desagradáveis, obstrução dos filtros nas estações de tratamento e produção de
turbidez, que causa problemas na operação destas estações.
2.1.2 Contaminação de mananciais de abastecimento
Os mananciais mais próximos às zonas urbanas são os mais castigados, pois
permeiam um contexto crítico que desequilibra a harmonia entre o desenvolvimento e as
condições que o ambiente oferece. O que torna o manejo destes mananciais mais caro é a
contaminação e o desperdício da água, que, além de comprometer os recursos hídricos como
um todo, modificam as características naturais da bacia hidrográfica.
Quando os mananciais de superfície têm a finalidade de abastecimento público e
passam a fazer parte de um sistema de captação, devem-se examinar cuidadosamente todos os
elementos que digam respeito às condições mínimas de qualidade dessa água. As águas
superficiais raramente estão livres de contaminação, mesmo nas bacias com pouca ou
nenhuma atividade humana. A ocupação desordenada de uma bacia provoca grandes
alterações na qualidade da água, com a poluição gerada pela atividade urbana, em função do
esgoto doméstico, indústrias e escoamento da água das chuvas, dejetos animais e agrotóxicos
da atividade rural (GASPARINI, 2001).
2.2 Água Potável
A potabilidade da água pode ser alcançada por intervenções ou tratamentos, os quais
ficam a encargo de empresas estatais ou privadas. No Estado de Alagoas, a empresa
responsável pelo tratamento da água é a CASAL, sendo responsável por captar a água e fazer
o tratamento. A desinfecção da água pode ser obtida pela utilização de diversos meios.
Durante os processos, numa Estação de Tratamento de Água (ETA) convencional ou
compacta, as etapas de sedimentação, coagulação e filtração removem parte dos organismos
patogênicos e outros presentes na água. Os processos específicos de desinfecção podem ser
classificados como: tratamento físico correspondendo á aplicação de calor, irradiação, luz
ultravioleta e outros agentes físicos; íons metálicos igual á cobre e prata; compostos alcalinos;
compostos tensoativos iguais á sais de amônia quaternários; oxidantes correspondendo á
halogênios, ozônio e outros compostos orgânicos e inorgânicos (MEYER, 1994).
O cloro é adicionado à água com o objetivo de eliminar microorganismos
patogênicos (bactérias e vírus). O cloro e seus compostos são fortes agentes oxidantes. Suas
reações com compostos inorgânicos redutores, como sulfitos, sulfetos, íons ferroso e nitrito,
são geralmente muito rápidas. Com alguns compostos orgânicos também são rápidas, mas, em
geral, são necessárias algumas horas para que a maioria das reações do cloro com compostos
orgânicos se complete. A adição de cloro na água forma o ácido hipocloroso (HClO). Este
ácido fraco é que controla a ação desinfetante do cloro e é definido como cloro residual livre.
O controle minucioso dos níveis mínimos de cloro nas estações de tratamento de água é de
suma importância para que todos os agentes patogênicos sejam eliminados, mas a adição
elevada torna-o prejudicial à saúde humana (MEYER, 1994).
A água que chega às estações de tratamento traz inúmeras impurezas, como por
exemplo, sólidos, gases e compostos orgânicos dissolvidos, além de matéria em suspensão,
tais como, microorganismos (bactérias, algas e fungos) e colóides. Tais impurezas em geral
são retiradas no processo de coagulação (adição de produtos químicos apropriados,
habitualmente com sais de ferro ou alumínio) seguido pelas operações de floculação,
sedimentação (ou flotação) e filtração. A turbidez pode ser definida como sendo o grau de
redução que a luz sofre ao atravessar certa quantidade de água, devido à presença de
partículas e substâncias que esta contém (PAVANELLI, 2001).
2.3 Interferências das Condições Climáticas na Qualidade da Água
A qualidade da água consumida pela população pode sofrer alterações ao longo do
ano, em decorrência de condições climáticas, índice pluviométrico, estação do ano, presença
de chuva, e essas alterações podem provocar aumento de risco de veiculação de doenças.
Temos também aumento da temperatura, mudanças nos padrões hidrológicos, tais como secas
e inundações afetam a qualidade da água e agravam a poluição da água com sedimentos,
nutrientes, carbono orgânico dissolvido e sal. Além disso, aumento do nível do mar que esta
afetando a disponibilidade de água doce para o homem e os ecossistemas em áreas costeiras.
Conforme Façanha e Pinheiro (apud FARIA, 2006) descreveram, em estudos
realizados em Fortaleza – CE, que a doença diarréica teve aumento do número de casos no
período das chuvas, e que isso pode estar associada ao consumo de água contaminada.
Segundo Saidi et al. (apud FARIA, 2006, p. 18) estudaram as causas da diarréia em
crianças com idade inferior a cinco anos, em área rural do Kenya, e concluíram que a água de
consumo estava com presença de bactérias, nas concentrações entre 10² a 105 unidades
formadoras de colônias por mililitro (UFC/mL), em 72% das amostras analisadas, e que a
incidência do número de criança com diarréia foi correlacionado, significativamente, com a
presença de chuvas.
Nogueira et al. ( 2003) avaliaram amostras de água tratadas e não tratadas, no Estado
do Pará, e observaram a interferência do clima na qualidade da água, nos períodos quentes e
úmidos, o que favorecia ao aumento dos percentuais de contaminação, ocorrendo o inverso no
clima frio e úmido.
2.4 A Falta de Saneamento no Brasil e suas Conseqüências
O risco de uma epidemia deve ser combatido com medidas preventivas primárias,
secundárias e terciárias. Como medidas primárias têm-se: moradia adequada, saneamento
ambiental, incluindo tratamento de água, esgoto e coleta de lixo (NEVES, 2003).
É importante salientar que a avaliação da qualidade da água de abastecimento
público, deve ser monitorada de forma contínua e intensa, de modo que possa atender a todos
os requisitos mínimos exigidos por lei. Para tal, as autoridades sanitárias e ambientais devem
investir em programas multicriteriosos que atendam à realidade local (ABREU et al, 1999).
O sistema de abastecimento de água de uma comunidade desde a captação, adução,
tratamento, recalque e distribuição, inclusive reservação, bem como dos domicílios e edifícios
em geral, deve ser bem projetado, construído, operado, mantido e conservado, para que a água
não se torne veículo de transmissão de diversas doenças (Figura 2); essas doenças podem ser
classificadas em dois grupos:
6 Doenças de transmissão hídrica;
6 Doenças de origem hídrica.
As primeiras são aquelas em que a água atua como veículo propriamente dito, do
agente infeccioso, como por exemplo, no caso da febre tifóide, da disenteria bacilar, etc.; as
segundas são aquelas decorrentes de certas substâncias contidas na água em teor inadequado,
e que dão origem a doenças como fluorose, metemoglobinemia, bócio e saturnismo; a água,
neste caso, por apresentar certas substâncias dissolvidas, em determinados teores, é
responsável pelo aparecimento de doenças.
Figura 2: Doenças relacionadas com o abastecimento de água.
Fonte: Manual de Saneamento (Fundação Nacional de Saúde, 2004).
As doenças transmitidas pela água são responsáveis por 80 a 90% das internações no
Brasil. Dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde – SIH/SUS
demonstraram que no período de 1995 a 2000, ocorreram a cada ano, cerca de 700.000
internações hospitalares em todo País provocadas por doenças relacionadas com a água e a
falta de saneamento básico. Desses registros, cabe ressaltar que a região Nordeste foi a que
mais contribuiu (45% do total), onde se pode concluir que essa região é a que representa a
pior situação quanto aos indicadores de internação (ANA/GEF/PNUMA/OEA – Estudo
Técnico de Apoio PBHSF – Nº 2).
Dentre as doenças diretamente veiculadas pela água, a diarréia é a que mais afeta os
brasileiros. Conforme já mencionado, essa doença está diretamente associada à ingestão de
água e alimentos contaminados e a sua distribuição espacial está diretamente relacionada com
a baixa cobertura da oferta dos serviços de saneamento básico do País. São cerca de 1,5
milhões de casos anuais registrados pelo Sistema de Monitorização das Doenças Diarréicas
Agudas – MDDA/CENEP/FUNASA/MS. Vale ressaltar que os números contidos na Tabela 1
se referem somente aos casos monitorados. Há de se observar que o sistema de
monitoramento não cobre todo território nacional e todas as unidades de saúde. Assim como
nos casos de internações hospitalares, a região Nordeste é a que mais contribui para os
registros (cerca de 50% dos casos).
Tabela 1: Número de diarréia, segundo as grandes Regiões Geográficas, Brasil 2000 a 2002
Fonte: Centro Nacional de Epidemiologia – NECEP/FUNASA/MS.
2.5 Padrões de Qualidade e Legislação
Para o tema abastecimento de água, a OMS trata como:
A água e a saúde das populações são duas coisas inseparáveis. A disponibilidade de
água de qualidade é uma condição indispensável para a própria vida e mais que
qualquer outro fator, a qualidade da água condiciona a qualidade de vida. Portanto, o
entendimento de como a água e a saúde estão relacionadas, permitirá a tomada de
decisões com mais efetividade e impacto.
Os padrões de qualidade de água são utilizados para regulamentar os níveis de
qualidade a serem mantidos em um corpo de água, dependendo do uso a que ele esta
destinado. A utilização de padrões de qualidade atende a dois propósitos:
6 Manter a qualidade do curso da água ou definir a meta a ser atingida;
6 Ser a base para definir os níveis de tratamento a serem adotados na bacia, de
modo que os efluentes lançados não alterem as características do curso de água
estabelecidas pelo padrão (PORTO et al.,1991).
Deve-se lembrar que as normas e os padrões de qualidade asseguram e protegem a
saúde pública e o meio ambiente, disciplinando o uso. Devem atender à prioridades nacionais,
fatores econômicos, segurança e saúde com base em conhecimento tecnológico (PIRES,
2000).
Na esfera Federal, a Resolução 357/05 do Conselho Nacional do Meio Ambiente
(CONAMA) estabelece a classificação para as águas doces, bem como para as águas salobras
e salinas do Território Nacional.
Visando superar algumas limitações foi aprovada, em 13 de agosto de 1998, a
Resolução SMA / 65, que criou o índice de IAP e IVA.
Desde 2002, a CETESB utiliza índices específicos para cada uso do recurso hídrico,
sendo a avaliação da qualidade das águas composta por:
6 IAP – Índice de qualidade de águas brutas para fins de abastecimento público;
6 IVA – Índice de preservação da vida aquática;
6 IB – Índice de balneabilidade.
No Brasil, o controle de qualidade da água de abastecimento público é efetuado
através de dois instrumentos. O primeiro deles é executado pelo próprio produtor, o qual é
denominado “controle operacional”, e visa à adaptação dos processos produtivos para o
atendimento de qualidade preestabelecido. O segundo instrumento designado “controle legal”
ou vigilância sanitária, deveria ser realizado por entidades distintas, autônomas e
independentes, sendo atribuição dos Ministérios de Saúde ou, por delegação das Secretarias
Estaduais de Saúde (PIRES, 2004).
A Portaria nº 518 / MS/ 2004 estabelece os padrões atuais de potabilidade de água
para o abastecimento público no território nacional. Esta Portaria promoveu uma prorrogação
de 12 meses para sua implantação a partir de sua publicação (30 de Março de 2004), sendo
uma cópia praticamente fiel do texto da Portaria nº 1469/MS/2000. As alterações se
encontram no capítulo III, seção I Art. 5º que delega a competência para editar normas
regulamentadoras desta Portaria ao presidente da FUNASA e passa a delegar ao Secretário de
Vigilância Sanitária – SVS e, no capítulo IV, o § 1º do Art. 11º foi dividido em dois
parágrafos.
No Brasil, esta preocupação com os recursos hídricos vem sendo notada pelas
autoridades que estão envolvendo o assunto em suas pautas e criando leis que visam à
normatização do uso da água, bem como sua preservação. A portaria 518/2004 do Ministério
da Saúde, por meio da Fundação Nacional da Saúde - FUNASA, da Coordenação Geral de
Vigilância em Saúde Ambiental - CGVAM e do Centro Nacional de Epidemiologia
(CENIPE) estabelece os procedimentos e responsabilidades relativas ao controle e à vigilância
da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.
2.5.1 Parâmetro de qualidade da água
A Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Básico - CETESB faz uso de
50 indicadores (parâmetro físico, químico, hidrológicos, microbiológicos e ecotoxicológicos)
de qualidade de água, considerando-se aqueles mais representativos, devido a dificuldades na
análise sistemática de todos os poluentes que possam estar presentes nas águas superficiais
provenientes de diferentes formas de aporte. Os principais indicadores de qualidade da água
são discutidos a seguir, separados sob os aspectos físicos, químicos e biológicos.
6 Parâmetros Físicos
a) Temperatura: medida da intensidade de calor; é um parâmetro importante, pois,
influi em algumas propriedades da água (densidade, viscosidade, oxigênio dissolvido), com
reflexos sobre a vida aquática. A temperatura pode variar em função de fontes naturais
(energia solar) e fontes antropogênicas (despejos industriais e águas de resfriamento de
máquinas).
b) Sabor e odor: resultam de causas naturais (algas; vegetação em decomposição;
bactérias; fungos; compostos orgânicos, tais como gás sulfídrico, sulfatos e cloretos) e
artificiais (esgotos domésticos e industriais). O padrão de potabilidade: água completamente
inodora.
c) Cor: resulta da existência, na água, de substâncias em solução; pode ser causada
pelo ferro ou manganês, pela decomposição da matéria orgânica da água (principalmente
vegetais), pelas algas ou pela introdução de esgotos industriais e domésticos. Padrão de
potabilidade: intensidade de cor inferior a 5 unidades.
d) Turbidez: presença de matéria em suspensão na água, como argila, silte,
substâncias orgânicas finamente divididas, organismos microscópicos e outras partículas. O
padrão de potabilidade: turbidez inferior a 1 unidade.
e) Sólidos:
Sólidos em suspensão: resíduo que permanece num filtro de asbesto após filtragem
da amostra. Podem ser divididos em:
• Sólidos sedimentáveis: sedimentam após um período t de repouso da amostra
• Sólidos não sedimentáveis: somente podem ser removidos por processos de
coagulação, floculação e decantação.
• Sólidos dissolvidos: material que passa através do filtro. Representam a matéria em
solução ou em estado coloidal presente na amostra de efluente.
f) Condutividade Elétrica: capacidade que a água possui de conduzir corrente
elétrica. Este parâmetro está relacionado com a presença de íons dissolvidos na água, que são
partículas carregadas eletricamente. Quanto maior for à quantidade de íons dissolvidos, maior
será a condutividade elétrica na água.
6 Parâmetros Químicos
a) pH (potencial hidrogeniônico): representa o equilíbrio entre íons H+ e íons OH;
varia de 7 a 14; indica se uma água é ácida (pH inferior a 7), neutra (pH igual a 7) ou alcalina
(pH maior do que 7); o pH da água depende de sua origem e características naturais, mas pode
ser alterado pela introdução de resíduos; pH baixo torna a água corrosiva; águas com pH
elevado tendem a formar incrustações nas tubulações; a vida aquática depende do pH, sendo
recomendável a faixa de 6 a 9.
b) Alcalinidade: causada por sais alcalinos, principalmente de sódio e cálcio; mede a
capacidade da água de neutralizar os ácidos; em teores elevados, pode proporcionar sabor
desagradável à água, tem influência nos processos de tratamento da água.
c) Dureza: resulta da presença, principalmente, de sais alcalinos terrosos (cálcio e
magnésio), ou de outros metais bivalentes, em menor intensidade, em teores elevados; causa
sabor desagradável e efeitos laxativos; reduz a formação da espuma do sabão, aumentando o
seu consumo; provoca incrustações nas tubulações e caldeiras. Classificação das águas, em
termos de dureza (em CaC03 ):
Menor que 50 mg/1 CaCo3 - água mole
Entre 50 e 150 mg/1 CaCo3 - água com dureza moderada
Entre 150 e 300 mg/1 CaCo3 - água dura
Maior que 300 mg/1 CaCo3 - água muito dura
d) Cloretos: Os cloretos, geralmente, provêm da dissolução de minerais ou da
intrusão de águas do mar; podem, também, advir dos esgotos domésticos ou industriais; em
altas concentrações, conferem sabor salgado à água ou propriedades laxativas.
e) Ferro e manganês: podem originar-se da dissolução de compostos do solo ou de
despejos industriais; causam coloração avermelhada à água, no caso do ferro, ou marrom, no
caso do manganês, manchando roupas e outros produtos industrializados; conferem sabor
metálico à água; as águas ferruginosas favorecem o desenvolvimento das ferrobactérias, que
causam maus odores e coloração à água e obstruem as canalizações.
f) Nitrogênio: o nitrogênio pode estar presente na água sob várias formas: molecular,
amônia, nitrito, nitrato; é um elemento indispensável ao crescimento de algas, mas, em
excesso, pode ocasionar um exagerado desenvolvimento desses organismos, fenômeno
chamado de eutrofização; o nitrato, na água, pode causar a metemoglobinemia; a amônia é
tóxica aos peixes; são causas do aumento do nitrogênio na água: esgotos domésticos e
industriais, fertilizantes, excrementos de animais.
g) Fósforo: encontra-se na água nas formas de ortofosfato, polifosfato e fósforo
orgânico; é essencial para o crescimento de algas, mas, em excesso, causa a eutrofização; suas
principais fontes são: dissolução de compostos do solo; decomposição da matéria orgânica,
esgotos domésticos e industriais; fertilizantes; detergentes; excrementos de animais.
h) Fluoretos: os fluoretos têm ação benéfica de prevenção da cárie dentária; em
concentrações mais elevadas, podem provocar alterações da estrutura óssea ou a fluorose
dentária (manchas escuras nos dentes).
i) Oxigênio Dissolvido (OD): é indispensável aos organismos aeróbios; a água, em
condições normais, contém oxigênio dissolvido, cujo teor de saturação depende da altitude e
da temperatura; águas com baixos teores de oxigênio dissolvido indicam que receberam
matéria orgânica; a decomposição da matéria orgânica por bactérias aeróbias é, geralmente,
acompanhada pelo consumo e redução do oxigênio dissolvido da água; dependendo da
capacidade de autodepuração do manancial, o teor de oxigênio dissolvido pode alcançar
valores muito baixos, ou zero, extinguindo-se os organismos aquáticos aeróbios.
j) Matéria Orgânica: a matéria orgânica da água é necessária aos seres heterótrofos,
na sua nutrição, e aos autótrofos, como fonte de sais nutrientes e gás carbônico; em grandes
quantidades, no entanto, podem causar alguns problemas, como: cor, odor, turbidez, consumo
do oxigênio dissolvido, pelos organismos decompositores. O consumo de oxigênio é um dos
problemas mais sérios do aumento do teor de matéria orgânica, pois provoca desequilíbrios
ecológicos, podendo causar a extinção dos organismos aeróbios. Geralmente, são utilizados
dois indicadores do teor de matéria orgânica na água: Demanda Bioquímica de Oxigênio
(DBO) e Demanda Química de Oxigênio (DQO).
k) Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) é a quantidade de oxigênio necessária
à oxidação da matéria orgânica por ação de bactérias aeróbias. Representa, portanto, a
quantidade de oxigênio que seria necessário fornecer às bactérias aeróbias, para consumirem a
matéria orgânica presente em um líquido (água ou esgoto). A DBO é determinada em
laboratório, observando-se o oxigênio consumido em amostras do líquido, durante 5 dias, à
temperatura de 20 °C.
l) Demanda Química de Oxigênio (DQO): é a quantidade de oxigênio necessária à
oxidação da matéria orgânica, através de um agente químico. A DQO também é determinada
em laboratório, em prazo muito menor do que o teste da DBO.
m) Componentes Inorgânicos: alguns componentes inorgânicos da água, entre eles
os metais pesados, são tóxicos ao homem: arsênio, cádmio, cromo, chumbo, mercúrio, prata,
cobre e zinco; além dos metais, pode-se citar os cianetos; esses componentes, geralmente, são
incorporados à água através de despejos industriais ou a partir das atividades agrícolas, de
garimpo e de mineração.
n) Componentes orgânicos: alguns componentes orgânicos da água são resistentes à
degradação biológica, acumulando-se na cadeia alimentar; entre esses, citam-se os
agrotóxicos, alguns tipos de detergentes e outros produtos químicos, os quais são tóxicos.
6 Parâmetros Biológicos
a) Coliformes: são indicadores de presença de microorganismos patogênicos na
água; os coliformes fecais existem em grande quantidade nas fezes humanas e, quando
encontrados na água, significa que a mesma recebeu esgotos domésticos, podendo conter
microorganismos causadores de doenças.
b) Algas: desempenham um importante papel no ambiente aquático, sendo
responsáveis pela produção de grande parte do oxigênio dissolvido no meio; em grandes
quantidades, como resultado do excesso de nutrientes (eutrofização), trazem alguns
inconvenientes: sabor e odor; toxidez, turbidez e cor; formação de massas de matéria orgânica
que, ao serem decompostas, provocam a redução do oxigênio dissolvido; corrosão;
interferência nos processos de tratamento da água: aspecto estético desagradável.
2.5.2 Índice de qualidade das águas brutas para fins de abastecimento público (IAP)
O IAP é o produto da ponderação dos resultados atuais do IQA (Índice de Qualidade
de Águas) e do ISTO (Índice de Substância Tóxicas e Organolépticas), que é composto pelo
grupo de substâncias que afetam a qualidade organoléptica da água, bem como de substância
tóxicas. Assim, o índice será composto por três grupos principais de variáveis:
6 IQA – grupo de variáveis básicas (temperatura da água, pH, oxigênio dissolvido,
demanda bioquímica de oxigênio, coliformes termotolerantes, nitrogênio total,
fósforo total, resíduo total e turbidez);
6 ISTO – grupo de variáveis que indicam presença de substâncias tóxicas (teste de
ames, genotoxicidade, potencial de formação de trihalometanos, chumbo total,
mercúrio e níquel) e variáveis que afetam a qualidade organoléptica (ferro,
manganês, alumínio, cobre e zinco).
2.5.2.1 Índice de qualidade das águas – IQA
O IQA incorpora nove parametros, que são consideradas relevantes para a avaliação
da qualidade das águas, tendo como determinante principal a sua utilização para
abastecimento público.
No cálculo do IQA são considerados os seguintes parâmetros: oxigênio dissolvido,
coliformes fecais, pH, demanda bioquímica de oxigênio, nitratos, fosfatos, temperatura da
água, turbidez e sólidos totais, gerando um índice com valores variando de 0 a 100. E utilizase os pesos (w), que foram fixados em função da sua importância para a conformação global
da qualidade da água (Tabela 2).
Tabela 2: Parâmetros de Qualidade da Água do IQA e respectivo peso
PARÂMETRO DE QUALIDADE DA ÁGUA
Oxigênio dissolvido
Coliformes termotolerantes
Potencial hidrogeniônico - pH
Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO5,20
Temperatura da água
Nitrogênio total
Fósforo total
Turbidez
Resíduo total
Fonte:ANA, 2004.
PESO (w)
0,17
0,15
0,12
0,10
0,10
0,10
0,10
0,08
0,08
Além de seu peso (w), cada parâmetro possui um valor de qualidade (q), obtido do
respectivo gráfico de qualidade em função de sua concentração ou medida (Figura 3).
Figura 3: Curvas médias de variação de qualidade das águas.
Fonte: ANA, 2004.
O cálculo do IQA é feito por meio do produtório ponderado das qualidades de água
correspondentes as variáveis que integram o índice:
Os valores do IQA são classificados em faixas, que variam entre os estados
brasileiros (Tabela 3).
Tabela 3: Escala de qualidade da água indicada pelo IQA
Fonte: ANA, 2004.
30
3 MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Descrição da Área de Estudo
O abastecimento de água das cidades em estudo é de responsabilidade da Companhia
de Saneamento de Alagoas – CASAL. A empresa abrange todo o Estado e é dividida em
Unidades de Negócios: do Sertão, da Bacia Leiteira, do Agreste, Serrana, do Leste e da
Capital (Figura 4). As cidades escolhidas para o estudo fazem parte da Unidade de Negócio
Leste, são elas: Colônia de Leopoldina, Matriz de Camaragibe, Pilar, Porto de Pedras e Rio
Largo. A Unidade de Negócio Leste (UN LESTE), assim denominada, é uma das unidades
regionais da Companhia de Saneamento de Alagoas - CASAL, atuando na área do Litoral e
Zona da Mata do Estado, com sede no município de Rio Largo, distando cerca de 25 km da
capital. A UN LESTE é uma unidade autônoma da CASAL, que é sociedade de economia
mista estadual, com participação acionária majoritária do Governo do Estado de Alagoas,
tendo sido fundada em 1962, através do Decreto Lei Estadual N°2491 do dia 01/12/1962. A
unidade atua na prestação de serviços de abastecimento de água em 21 cidades do Estado:
Barra São Miguel, Colônia de Leopoldina, Coqueiro Seco, Flexeiras, Ibateguara, Jacuipe,
Japaratinga, Joaquim Gomes, Jundiá, Maragogi, Matriz de Camaragibe, Messias, Murici,
Novo Lino, Paripueira, Passo de Camaragibe, Pilar, Porto de Pedras, Rio Largo, Santa Luzia
do Norte e Satuba. (Figura 4). A prestação de serviços de esgotamento sanitário é feito
somente na cidade de Maragogi.
Figura 4: Mapa de localização das cidades abastecida pela UN LESTE.
UN LESTE
Fonte: Companhia de Saneamento de Alagoas – CASAL.
31
Para o abastecimento público das cidades a Unidade de Negócio Leste utiliza
diferentes tipos de ecossistemas para captação de água: com mecanismos de funcionamento
distintos, destacando-se mananciais superficiais (nascentes, barragens, rios e lagos) e
subterrâneos (poços), conforme Figura 5 e 6.
Figura 5 – Sistema de abastecimento: Captação superficial.
Fonte: Adaptado (www.samaecaxias.com.br).
Figura 6 – Sistema de abastecimento: Captação subterrânea.
Fonte: Adaptado (www.geoeste.com.br).
32
3.2 Caracterização das Áreas Escolhidas para a Pesquisa
Os cincos municípios em estudo situam-se no Estado de Alagoas e apresentam os
seguintes aspectos fisiográficos:
6 Municípios de Colônia de Leopoldina e Matriz de Camaragibe
Relevo: faz parte da unidade das Superfícies Retrabalhadas que é formada por áreas
que têm sofrido retrabalhamento intenso, com relevo bastante dissecado e vales profundos. Na
região litorânea de Pernambuco e Alagoas, é formada pelo “mar de morros” que antecedem a
Chapada da Borborema, com solos pobres e vegetação de Floresta Hipoxerófila.
Clima: é do tipo Tropical Chuvoso com verão seco. O período chuvoso começa no
outono tendo início em fevereiro e término em outubro. A precipitação média anual é de
1.309,9 mm
Vegetação: é predominantemente do tipo Floresta Subperenifólia, com partes de
Floresta Hipoxerófila. Os solos dessa unidade geoambiental são representados pelos
Latossolos nos topos planos, sendo profundos e bem drenados; pelos solos Podzólicos nas
vertentes íngremes, sendo pouco a medianamente profundos e bem drenados e pelos
Gleissolos de Várzea nos fundos de vales estreitos, com solos orgânicos e encharcados.
6 Municípios de Pilar, Porto de Pedras e Rio Largo
Relevo: faz parte da unidade dos Tabuleiros Costeiros. Esta unidade acompanha o
litoral de todo o nordeste, apresenta altitude média de 50 a 100 metros. Compreende platôs de
origem sedimentar, que apresentam grau de entalhamento variável, ora com vales estreitos e
encostas abruptas, ora abertos com encostas suaves e fundos com amplas várzeas. De modo
geral, os solos são profundos e de baixa fertilidade natural.
Clima: é do tipo Tropical Chuvoso com verão seco. O período chuvoso começa no
outono tendo início em fevereiro e término em outubro. A precipitação média anual é de
1.634.2 mm.
Vegetação: é predominantemente do tipo Floresta Subperenifólia, com partes de
Floresta Subcaducifólia e cerrado/floresta. Os solos dessa unidade geoambiental são
representados pelos Latossolos e Podzólicos nos topos de chapadas e topos residuais; pelos
Podzólicos com Fregipan, Podzólicos Plínticos e Podzóis nas pequenas depressões nos
tabuleiros; pelos Podzólicos Concrecionários em áreas dissecadas e encostas e Gleissolos e
Solos Aluviais nas áreas de várzeas.
33
6 COLÔNIA DE LEOPOLDINA
O município de Colônia de Leopoldina (Figura 7) está localizado na região nortenordeste do Estado de Alagoas, limitando-se a Norte com o Estado de Pernambuco, a Sul com
Joaquim Gomes, a Leste com Novo Lino e a Oeste com Ibateguara, em Alagoas.
Figura 7: Mapa de Alagoas com localização do município de Colônia de Leopoldina (sem escala).
Fonte: Adaptado do Diagnóstico do município de Colônia de Leopoldina, 2005.
A área municipal ocupa 294,49 km2 (1,06% de AL), inserida na meso-região do
Leste Alagoano e na micro-região Serrana dos Quilombos, predominantemente na Folha
Palmares (SC.25-V-A-IV) e, parcialmente, na Folha Rio Largo (SC.25-V-C-I), ambas na
escala 1:100.000, editadas pelo MINTER/SUDENE, em 1989. A sede do município tem uma
altitude de aproximadamente 140 m e coordenadas geográficas de 08°54’32,4’’ de Latitude
Sul e 35°43’30,0’’ de Longitude Oeste. O acesso a partir de Maceió é feito através das
rodovias pavimentadas BR-104, BR-101 e AL-110, com percurso em torno de 106 km.
Segundo o censo 2000 do IBGE, a população total residente é de 17.493 habitantes, dos quais
8.895 do sexo masculino (50,80%) e 8.598 do sexo feminino (49,20%). São 11.414 os
habitantes da zona urbana (65,20%) e 6.079 os da zona rural (34,80%).
No município existem 4.053 domicílios particulares permanentes, dos quais 2.679
(66,10%) possuem banheiro ou sanitário e destes, apenas 1.860 (45,90%) possuem banheiro e
esgotamento sanitário via rede geral. Cerca de 1.952 (48,20%) são abastecidos pela rede geral
de água, enquanto que 968 (23,90%) são abastecidos por poço ou nascente e 1.133 utilizam
outras formas de abastecimento (28,00%). Apenas 2.752 (67,90%) domicílios são atendidos
34
pela coleta de lixo, evidenciando a existência de uma fonte de sérios problemas ambientais e
de saúde pública para a população.
Recursos hídricos: O município de Colônia de Leopoldina encontra-se inserido nas
sub-bacias hidrográficas dos Rios Jacuípe e Taquara ao Norte, cujos afluentes são os riachos:
Laranjeira, Livramento e Manaia. A Sul temos a sub-bacia hidrográfica do Rio Camaragibe, e
seu tributário, o Riacho Formosa. O padrão de drenagem é do tipo dendrítico e corre
predominantemente
no
sentido
WSW-ENE,
desaguando
no
Oceano
Atlântico.
(MASCARENHAS et al., 2005).
Sistema de abastecimento: a água que abastece a cidade de Colônia de Leopoldina
é captada na Barragem Canto Escuro (Figura 8), que provém de nascente localizada próxima a
Barragem. Desta forma a Estação de Tratamento da CASAL trata aproximadamente 33,2 l/s e
opera 24 horas por dia, abastecendo uma quantidade de ligações de 3.280 imóveis.
Walsyneide C S Costa , 2010
Figura 8: Captação superficial: Barragem Canto Escuro.
Fonte: Arquivo Pessoal.
A cidade é abastecida por uma estação de tratamento do tipo compacta (Figura 9),
onde as fases do processo são: coagulação, filtração rápida e desinfecção. Os produtos
químicos empregados são: Sulfato de Alumínio e Hipoclorito de sódio ou Hipoclorito de
cálcio.
35
Walsyneide C S Costa , 2010
Figura 9: Estação de tratamento: tipo compacta.
Fonte: Arquivo Pessoal.
Condição dos Mananciais: a qualidade da água dos mananciais que abastecem a
Bacia Hidrográfica do Rio Jacuípe é regulamentada com base na Resolução CONAMA n°
357 do Ministério de Meio Ambiente, sendo responsável por este monitoramento o Instituto
de Meio Ambiente de Alagoas – IMA/AL, órgão ambiental do Estado. Até o momento, a
qualidade da água desses mananciais é boa e se enquadra na classe apropriada para ser tratada
para o consumo humano, apesar de possuir na sua bacia culturas que não oferecem proteção
as encostas que possibilitam a formação da barragem, o que muito contribui para a ação
degradadora por erosão hídrica, não estando isenta inclusive de riscos de contaminação da sua
água, visto que, a agricultura e a pecuária predominam na bacia, além da presença humana.
Tudo isso, faz com que no período de chuva a qualidade da água proveniente desta nascente
fique comprometida dificultando assim o seu tratamento.
Qualidade da água: a água fornecida é controlada diariamente desde a captação e
durante o processo de tratamento até o ramal das residências. Além deste controle são
analisados todos os produtos químicos utilizados para o tratamento da água. A qualidade da
água distribuída é verificada diariamente com amostras coletadas em pontos estratégicos da
rede, para atender ao número mínimo de amostras exigido pela Portaria 518 do Ministério da
Saúde. Nas Tabelas 4 e 5 apresenta-se um resumo dos principais parâmetros, com o resultado
das respectivas análises executadas durante os anos de 2008 e 2009. Todo este controle é
realizado através de análises executadas em laboratório próprio. Sempre que amostras
coletadas na rede de distribuição apresentam resultados fora dos limites estabelecidos pela
Portaria 518 do Ministério da Saúde, novas amostras são coletadas e analisadas após a vistoria
no local, descarga na rede e outras ações, até que a qualidade seja restabelecida.
36
Tabela 4: Principais parâmetros, com resultados das respectivas análises executadas em 2008
ANO 2008
TURBIDEZ
Amostras
Amostras
fora dos
realizadas
padrões
COLIFORME
Amostras c/
Amostras
presença de
Realizadas
Coli Total
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
CLORO RESIDUAL
COR
Amostras
Amostras
Amostras
Amostras
fora dos
fora dos
Realizadas
realizadas
padrões
padrões
pH
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
JANEIRO
29
0
29
0
29
0
29
3
29
0
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
21
35
20
19
26
27
14
21
32
26
10
28
4
19
23
20
7
1
19
4
21
35
20
19
26
27
14
21
32
26
0
0
0
13
5
1
0
0
0
1
21
35
20
19
26
27
14
21
32
26
0
0
0
6
5
0
0
0
0
0
21
35
20
19
26
27
14
21
32
26
5
30
7
19
26
27
8
8
30
6
21
35
20
19
26
27
14
21
32
26
0
0
0
0
0
0
7
14
0
0
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
TOTAL 2008
Valores
estabelecidos
pela portaria
518/04
24
5
24
0
24
0
24
18
24
0
294
140
294
20
294
11
294
187
294
21
Até 5 uT
30 amostras mensais
Mínimo: 0,2 ppm
30 amostras mensais
Máximo: 15 UC
Recomendado entre
6,0 e 9,5
Fonte: CASAL – Unidade de Negócio Leste – Supervisão de Tratamento.
Tabela 5: Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada em 2009
ANO 2009
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
TOTAL 2009
Valores
estabelecidos
pela portaria
518/04
TURBIDEZ
Amostras
Amostras
fora dos
realizadas
padrões
COLIFORME
Amostras c/
Amostras
presença de
Realizadas
Coli Total
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
CLORO RESIDUAL
COR
Amostras
Amostras
Amostras
Amostras
fora dos
fora dos
Realizadas
realizadas
padrões
padrões
pH
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
24
18
19
18
12
6
12
14
4
18
12
1
24
18
19
18
12
6
0
0
0
0
0
0
24
18
19
18
12
6
0
0
0
0
0
0
24
18
19
18
12
6
24
18
0
18
12
6
24
18
19
18
12
6
0
0
0
0
0
0
23
12
18
24
29
18
19
6
1
12
25
0
23
12
18
24
29
18
0
0
0
0
0
0
23
12
18
24
29
18
0
0
0
0
0
0
23
12
18
24
29
18
23
0
14
24
29
6
23
12
18
24
29
18
0
0
0
0
0
0
Até 5 uT
*
Mínimo: 0,2 ppm
Fonte: CASAL – Unidade de Negócio Leste – Supervisão de Tratamento.
Máximo: 15 UC
Recomendado entre
6,0 e 9,5
37
6 MATRIZ DE CAMARAGIBE
O município de Matriz de Camaragibe (Figura 10) está localizado na região
nordeste do Estado de Alagoas, limitando-se a Norte com os municípios de Novo Lino e
Jundiá, a Sul com São Miguel dos Milagres e São Luiz do Quitunde; a Leste com Porto de
Pedras e Porto Calvo e a Oeste com São Luiz do Quitunde e Joaquim Gomes em Alagoas.
Figura 10: Mapa de Alagoas com localização do município de Matriz de Camaragibe (sem escala).
Fonte: Adaptado do Diagnóstico do município de Matriz de Camaragibe, 2005.
A área municipal ocupa 327,65 km2 (1,18% de AL), inserida na meso-região do
Leste Alagoano e na micro-região da Mata Alagoana, predominantemente na Folha Rio Largo
(SC.25-V-C-I) e, parcialmente, na Folha Porto Calvo (SC.25-V-C-II), ambas na escala
1:100.000, editadas pelo MINTER/SUDENE, em 1989. A sede do município tem uma
altitude de aproximadamente 16 m e coordenadas geográficas de 09°09’07,2’’ de Latitude Sul
e 35°31’58,8’’ de Longitude Oeste. O acesso a partir de Maceió é feito através das rodovias
pavimentadas AL-101 Norte, AL-105 e AL- 413, com percurso em torno de 68 km. Segundo
o censo 2000 do IBGE, a população total residente é de 24.017 habitantes, dos quais 11.970
do sexo masculino (49,80%) e 12.047 do sexo feminino (50,20%). São 18.262 os habitantes
da zona urbana (76,00%) e 5.755 os da zona rural (24,00%).
No município existem 5.022 domicílios particulares permanentes, dos quais 3.639
(72,50%) possuem banheiro ou sanitário e destes, apenas 189 (3,80%) possuem banheiro e
esgotamento sanitário via rede geral. Cerca de 2.774 (55,20%) são abastecidos pela rede geral
de água, enquanto que 1.623 (32,30%) são abastecidos por poços ou nascente e 625 utilizam
38
outras formas de abastecimento (12,40%). Apenas 3.366 (67,03%) domicílios são atendidos
pela coleta de lixo, evidenciando a existência de uma fonte de sérios problemas ambientais e
de saúde pública para a população.
Recursos hídricos: O município de Matriz de Camaragibe está inserido na bacia
hidrográfica do Rio Camaragibe, que atravessa o município, na direção NNW-SSE. A porção
NE do município é banhada pelos Rios Tamandaré, Mucaitá e pelo Riacho Cafundó. O padrão
de drenagem predominante é o pinado, uma variação do dendrítico e com sentido preferencial
NW-SE. O sistema fluvial deságua no Oceano Atlântico. (MASCARENHAS et al., 2005).
Sistema de abastecimento: a água que abastece a cidade de Matriz de Camaragibe é
quase toda captada através de poços profundos (Figura 11) com uma profundidade média de
150 metros e uma vazão de tratamento de 22,74 l/s. Existe também uma pequena barragem de
nível com vazão de 4 l/s. Operando 24 horas por dia. Portanto todo o tratamento (coagulação,
floculação, decantação, filtração) é feito pela própria natureza, restando a CASAL fazer a
simples desinfecção.
Condição dos Mananciais: A qualidade da água dos mananciais que abastecem
Matriz de Camaragibe é regulamentada com base na Resolução CONAMA n° 357 do
Ministério de Meio Ambiente, sendo responsável por este monitoramento o Instituto de Meio
Ambiente de alagoas – IMA/AL, órgão ambiental do Estado. Até o momento, a qualidade da
água desses mananciais é boa e se enquadra na classe apropriada para ser tratada para o
consumo humano.
Figura11: Sistema de abastecimento: Poço profundo.
Walsyneide C S Costa , 2010
.
POÇO
Fonte: Arquivo Pessoal.
39
Qualidade da água: a água fornecida é controlada diariamente desde a captação no
poço, durante o processo de tratamento até as residências. A qualidade da água distribuída é
verificada semanalmente com amostras coletadas em vários pontos localizados nas
Avenidas/Ruas e na saída do poço, esse procedimento é feito para controle da qualidade da
água e para atender ao número mínimo de amostras exigido pela Portaria 518 do Ministério da
Saúde. Nas Tabelas 6 e 7 apresenta-se um resumo dos principais parâmetros, com o resultado
das respectivas análises executadas durante os anos de 2008 e 2009.
Tabela 6: Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada em 2008
TURBIDEZ
ANO 2008
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
TOTAL 2008
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
COLIFORME
Amostras
Amostra
c/
s
presença
Realizad
de Coli
as
Total
30
2
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
CLORO RESIDUAL
Amostras
Realizadas
Amostras
fora dos
padrões
COR
pH
Amostras
fora dos
padrões
Amostras
realizadas
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
30
0
30
6
30
0
30
0
23
12
24
23
24
24
0
0
3
0
0
0
23
12
24
23
24
24
4
1
0
0
0
0
23
12
24
23
24
24
0
0
1
0
0
0
23
12
24
23
24
24
0
0
0
0
00
0
23
12
24
23
24
24
6
0
4
6
0
0
24
18
17
24
24
0
0
0
0
0
24
18
23
24
24
0
0
0
0
0
24
18
23
24
24
0
0
0
0
0
24
18
23
24
24
0
0
0
0
0
24
18
17
24
24
0
6
0
0
0
267
3
273
7
273
7
273
0
267
22
Valores
estabelecidos
pela portaria
518/04
Até 5 uT
*
Mínimo: 0,2 ppm
Máximo: 15 UC
Recomendado entre
6,0 e 9,5
Tabela 7: Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada em 2009
TURBIDEZ
ANO 2009
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
TOTAL 2009
Valores
estabelecidos
pela portaria
518/04
Amostras
realizadas
Amostra
s fora
dos
padrões
COLIFORME
Amostras
Amostra
c/
s
presença
Realizad
de Coli
as
Total
18
0
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
CLORO RESIDUAL
Amostras
Realizada
s
Amostras
fora dos
padrões
COR
Amostras
realizadas
pH
Amostras
fora dos
padrões
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
18
0
18
0
18
0
18
0
24
18
12
18
0
0
0
0
24
18
12
18
0
0
0
0
24
18
12
18
0
0
0
0
24
18
12
18
0
0
0
6
24
18
12
18
0
0
0
0
24
30
22
24
24
0
1
1
0
0
24
30
22
24
24
0
0
0
0
0
24
30
22
24
24
0
0
0
0
0
24
30
22
24
24
0
1
0
0
0
24
30
22
24
24
0
0
0
0
0
18
18
0
0
18
18
0
0
18
18
0
0
18
18
0
0
18
18
0
0
250
2
250
0
250
0
250
7
250
0
Até 5 uT
*
Mínimo: 0,2 ppm
Máximo: 15 UC
Fonte: Dados CASAL – Unidade de Negócio Leste – Supervisão de Tratamento.
Recomendado entre
6,0 e 9,5
40
6 PILAR
O município de Pilar (Figura 12) está localizado na região leste do Estado de
Alagoas, limitando-se a Norte com os municípios de Atalaia e Rio Largo, a Sul com São
Miguel dos Campos e Marechal Deodoro, a Leste com Rio Largo, Satuba e Marechal
Deodoro e a Oeste com Boca da Mata e Atalaia, em Alagoas.
Figura 12: Mapa de Alagoas com localização do município do Pilar (sem escala).
Fonte: Adaptado do Diagnóstico do município de Pilar, 2005.
A área municipal ocupa 220,66 km2 (0,79% de AL), inserida na meso-região do
Leste Alagoano e na micro-região de Maceió, abrange assimetricamente as folhas Maceió
(SC.25-V-C-IV) e São Miguel dos Campos (SC.24-X-D-VI), ambas na escala 1:100.000,
editadas pelo MINTER/SUDENE, em 1989. A sede do município tem uma altitude de
aproximadamente 13 m e coordenadas geográficas de 09°35’49,2’’ de Latitude Sul e
35°57’25,2’’ de Longitude Oeste. O acesso a partir de Maceió é feito através da rodovia
pavimentada BR-316 e pequeno trecho em piçarra, com percurso em torno de 36 km.
Segundo o censo 2000 do IBGE, a população total residente é de 31.201 habitantes, dos quais
15.384 do sexo masculino (49,30%) e 15.817 do sexo feminino (50,70%). São 28.166 os
habitantes da zona urbana (90,30%) e 3.035 os da zona rural (9,70%).
Existem no município 6.849 domicílios particulares permanentes, dos quais 5.647
(82,40%) possuem banheiro ou sanitário e destes, apenas 469 possuem banheiro e
esgotamento sanitário via rede geral (6,85%). Cerca de 5.392 (78,70%) são abastecidos pela
41
rede geral de água, enquanto que 773 (11,30%) são abastecidos por poço ou nascente e 684
utilizam outras formas de abastecimento (10,00%). Apenas 5.905 (86,20%) domicílios são
atendidos pela coleta de lixo, mostrando que uma parte da população descarta seu lixo em
local indevido.
Recursos hídricos: o município de Pilar está inserido na bacia hidrográfica do Rio
Paraíba, que atravessa a porção central do município. Seus principais afluentes são: os Rios
Salgado e Sumaúma Mirim e o Riacho Tangu. O padrão de drenagem predominante é do tipo
pinado, uma variação do dendrítico. Todo esse sistema fluvial deságua no Oceano Atlântico.
Sistema de abastecimento: a água que abastece a cidade do Pilar é proveniente das
nascentes da Marreca (Figura 13), com uma vazão de tratamento de 35,55 l/s produzindo em
média 4.375,44 m3/d.
A estação de tratamento é do tipo convencional com formato de caracol (Figura 14),
cujas fases do processo são: coagulação, floculação, decantação, filtração rápida e
desinfecção. Operando 24 horas por dia, o sistema abastece tanto a cidade do Pilar, quanto
uma boa parte da Chã do Pilar. Os produtos químicos são os mais comuns e universalmente
empregados.
Figura13: Captação superficial: Nascente da Marreca.
Walsyneide C S Costa , 2010
Nascente e adutora
Fonte: Arquivo Pessoal.
42
Walsyneide C S Costa , 2010
Figura 14: Estação de tratamento: Tipo caracol.
Fonte: Arquivo Pessoal.
Condição dos mananciais: a qualidade da água do manancial Riacho da Marreca é
regulamentada com base na Resolução CONAMA n° 357/2005 do Ministério de Meio
Ambiente, sendo responsável por este monitoramento o Instituto do Meio Ambiente de
Alagoas – IMA/AL, órgão ambiental do Estado. O manancial que abastece seu município
pertence à Bacia Hidrográfica do Mundaú.
O sistema de abastecimento público da cidade do Pilar tem como principal manancial
o Riacho da Marreca. Com nascente no Pilar, o Riacho das Marrecas sofreu perdas
significativas da proteção com matas ciliares das suas margens, sendo recuperadas poucas
áreas nos últimos anos. Possui na sua bacia culturas menos intensivas como bambus,
reflorestamentos, o que minimiza a ação degradadora por erosão hídrica, mas não está isento
de riscos de contaminação da sua água. Até o momento, a qualidade da água do Rio das
Marrecas é boa e se enquadra na classe apropriada para ser tratada para o consumo humano.
Qualidade da água: a qualidade da água fornecida é controlada diariamente desde a
captação na nascente, durante o processo de tratamento até o ramal das residências. Além
deste controle são analisados todos os produtos químicos utilizados para o tratamento da água
A qualidade da água distribuída é verificada diariamente com amostras coletadas em
pontos estratégicos da rede, para atender ao número mínimo de amostras exigido pela Portaria
518 do Ministério da Saúde. Nas Tabelas 8 e 9 a seguir, apresentamos um resumo dos
principais parâmetros, com o resultado das respectivas análises executadas durante os anos de
2008 e 2009. Todo este controle é realizado através de análises executadas em laboratórios
próprios da Unidade de Négocio.
43
Tabela 8: Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada em 2008
TURBIDEZ
Amost
ras
Amostras
fora
realizadas
dos
padrõ
es
45
2
36
0
27
1
18
0
19
9
37
12
ANO 2008
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
TOTAL 2008
Valores
estabelecidos
pela portaria
518/04
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
CLORO RESIDUAL
COLIFORME
COR
pH
Amostras
Realizadas
Amostra
s c/
presenç
a de Coli
Total
Amostras
Realizadas
Amostra
s fora
dos
padrões
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
45
36
27
18
19
37
0
0
0
0
0
5
45
36
27
18
19
37
0
0
0
0
10
2
45
36
27
18
19
37
0
0
0
0
9
9
45
36
27
18
19
37
45
36
27
18
13
31
36
36
36
42
35
34
0
2
4
7
12
7
36
36
36
42
35
34
0
0
0
0
0
0
36
36
36
42
35
34
0
0
0
0
8
0
36
36
36
42
35
34
0
0
0
6
0
0
36
36
36
42
35
34
15
33
33
15
30
12
401
56
401
5
401
20
401
24
401
308
Até 5 uT
*
Mínimo: 0,2 ppm
Recomendado entre 6,0 e
9,5
Máximo: 15 UC
Fonte: Dados CASAL – Unidade de Negócio Leste – Supervisão de Tratamento.
Tabela 9: Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada em 2009
TURBIDEZ
COLIFORME
Amostras
Amostra
c/
s
presença
Realizad
de Coli
as
Total
Amostras
realizadas
Amostra
s fora
dos
padrões
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
45
36
27
18
19
37
36
36
36
42
35
34
2
0
1
0
9
12
0
2
4
7
12
7
45
36
27
18
19
37
36
36
36
42
35
34
TOTAL 2008
Valores
estabelecido
s pela
portaria
518/04
401
56
401
ANO 2009
Até 5 uT
*
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
CLORO RESIDUAL
COR
pH
Amostras
Realizadas
Amostras
fora dos
padrões
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
0
0
0
0
0
5
0
0
0
0
0
0
45
36
27
18
19
37
36
36
36
42
35
34
0
0
0
0
10
2
0
0
0
0
8
0
45
36
27
18
19
37
36
36
36
42
35
34
0
0
0
0
9
9
0
0
0
6
0
0
45
36
27
18
19
37
36
36
36
42
35
34
45
36
27
18
13
31
15
33
33
15
30
12
5
401
20
401
24
401
308
Mínimo: 0,2 ppm
Máximo: 15 UC
Fonte: Dados CASAL – Unidade de Negócio Leste – Supervisão de Tratamento.
Recomendado entre 6,0 e
9,5
44
6 PORTO DE PEDRAS
O município de Porto de Pedras (Figura 15) está localizado na região norte-nordeste
do Estado de Alagoas, limitando-se a Norte com os municípios de Porto Calvo e Japaratinga,
a Sul com Passo de Camaragibe, a Leste com Porto Calvo e o Oceano Atlântico e a Oeste com
São Miguel dos Milagres.
Figura 15: Mapa de Alagoas com localização do município de Porto de Pedras (sem escala).
Fonte: Adaptado do Diagnóstico do município de Porto de Pedras, 2005.
A área municipal ocupa 266,23 km2 (0,96% de AL), inserida na meso-região Leste
Alagoano e na micro-região do Litoral Norte de Alagoas, predominantemente na Folha Porto
Calvo (SC.25-V-CII), na escala 1:100.000, editada pelo MINTER/SUDENE, em 1989. A
sede do município tem uma altitude de aproximadamente 54 m e coordenadas geográficas de
9°09’28,8’’ de Latitude Sul e 35°17’42,0’’ de Longitude Oeste. O acesso a partir de Maceió é
feito através da rodovia pavimentada AL-101 Norte, com percurso em torno de 100 km. O
Município foi criado em 1815, desmembrado de Porto Calvo. Segundo o censo 2000 do
IBGE, a população total residente é de 10.238 habitantes, dos quais 5.328 do sexo masculino
(52,00%) e 4.910 do sexo feminino (48,00%). São 5.198 os habitantes da zona urbana
(50,80%) e 5.040 os da zona rural (49,20%). A densidade demográfica é de 38,46 hab/km².
Existem 4.638 eleitores cadastrados no município (45,30% da população).
No município existem 2.153 domicílios particulares permanentes, dos quais 813
(37,80%) possuem banheiro ou sanitário e destes, apenas 10 (0,50%) possuem banheiro e
45
esgotamento sanitário via rede geral. Cerca de 422 (19,60%) são abastecidos pela rede geral
de água, enquanto que 1.369 (63,60%) são abastecidos por poços ou nascentes e 362 utilizam
outras formas de abastecimento (16,80%). Apenas 372 (17,30%) domicílios são atendidos
pela coleta de lixo, evidenciando a existência de uma fonte de sérios problemas ambientais e
de saúde pública para a população.
Recursos hídricos: está inserido na bacia hidrográfica do Rio Manguaba, que o
limita a NNE e o atravessa no sentido NW-SE. Seus principais afluentes são: a NE, os
Riachos Pasta e Lampião; na porção centro-SE, a sub-bacia hidrográfica do Rio Tatuamunha,
com seus principais afluentes, os Riachos Boi Atolado, Lauras, da Cabocla, Campinas, Julião
e Água Preta, além do Rio Simão Alves ou Crioulo; a NW, o Rio Mucaitá e seu afluente, o
Riacho Barbaço ou Macacos. A SE, o município é banhado pelo Oceano Atlântico. O padrão
de drenagem predominante é do tipo pinado, uma variação do dendrítico. O Rio Manguaba, já
próximo ao seu estuário apresenta-se anastomótico. Todo esse sistema fluvial deságua no
Oceano Atlântico.
Sistema de abastecimento: a água que abastece a cidade de Porto de Pedras é
oriunda da barragem da Cancelinha (Figura 16) que provém do Riacho Cancelinha, com uma
vazão média de tratamento de 5,10 l/s, a Estação de tratamento de água (Figura 17) é do tipo
compacta constituída de um clarificador de contato ascendente e opera por cerca de 20 horas
por dia, produzindo em média 348 m3/d. Os produtos químicos são: sulfato de alumínio,
hipoclorito de cálcio ou de sódio, os mais comuns e universalmente empregados.
Walsyneide C S Costa , 2010
Figura16: Captação superficial: Barragem Cancelinha.
Fonte: Arquivo Pessoal.
46
Figura 17: Estação de tratamento: Tipo compacta.
Walsyneide C S Costa , 2010
Clarificador
Fonte: Arquivo Pessoal.
Condição dos mananciais: A qualidade da água dos mananciais que abastecem a
Bacia Hidrográfica do Rio Manguaba é regulamentada com base na Resolução CONAMA n°
357 do Ministério de Meio Ambiente, sendo responsável por este monitoramento o Instituto
de Meio Ambiente de alagoas – IMA/AL, órgão ambiental do Estado. Possui na sua bacia
culturas menos intensivas como pastagens, campo sujo, o que minimiza a ação degradadora
por erosão hídrica, mas não está isento de riscos de contaminação da sua água. Até o
momento, a qualidade da água do Riacho Cancelinha é boa e se enquadra na classe apropriada
para ser tratada para o consumo humano.
Qualidade da água: A qualidade da água fornecida é controlada diariamente desde a
captação na lagoa, durante o processo de tratamento, até a rede das residências. Além deste
controle são analisados todos os produtos químicos utilizados para o tratamento da água. A
qualidade da água distribuída é verificada diariamente com amostras coletadas em pontos
estratégicos da rede, para atender ao número mínimo de amostras exigido pela Portaria 518 do
Ministério da Saúde. Na Tabela 10 e 11, apresenta-se um resumo dos principais parâmetros,
com o resultado das respectivas análises executadas durante o período de 01/01/2009 até
31/12/2009. Todo este controle é realizado através de análises executadas em laboratórios
próprios.
47
Tabela 10: Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada em 2008
TURBIDEZ
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
CLORO
COLIFORME
RESIDUAL
COR
Amost
Amostra
Amost
ras
Amost
Amostras
s c/
Amostras
ras
fora
ras
presenç
fora dos
realiza
Realizadas
Realiz
dos
a de Coli
padrões
adas
padrõ
das
Total
es
ANO 2008
Amostra
s
realizada
s
Amostras
fora dos
padrões
JANEIRO
FEVEREIRO
13
14
7
0
0
0
13
14
7
0
0
0
13
14
7
0
0
0
13
14
7
15
12
0
0
15
12
0
0
15
12
0
0
13
12
9
0
1
0
13
12
9
0
0
0
13
12
9
9
12
13
0
0
0
MARÇO
ABRIL
MAIO
pH
Amostra
s
realizada
s
Amostras
fora dos
padrões
0
0
0
13
14
7
3
3
7
15
12
0
1
15
12
0
3
0
0
0
13
12
9
1
4
1
13
12
9
0
0
0
9
12
13
0
0
1
9
12
13
0
1
0
9
9
13
0
3
10
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
9
9
13
0
0
0
12
0
12
0
12
0
12
9
12
4
TOTAL 2008
138
1
141
0
141
1
141
17
138
33
Valores estabelecidos
pela portaria 518/04
Até 5 uT
Mínimo: 0,2
ppm
*
Máximo: 15 UC
Recomendado entre
6,0 e 9,5
Fonte: Dados CASAL – Unidade de Negócio Leste – Supervisão de Tratamento.
Tabela 11: Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada em 2009
TURBIDEZ
ANO 2009
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
CLORO
COLIFORME
RESIDUAL
COR
Amost
Amostr
as c/
Amostr
ras
Amostr
Amostras
Amostras
presenç
as
fora
as
Realizada
fora dos
Realiza
dos
realiza
a de
padrões
s
Coli
das
padrõ
das
Total
es
9
0
9
0
9
0
12
0
12
0
12
0
9
0
9
0
9
0
5
0
5
0
5
0
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
9
12
9
5
0
0
0
0
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
6
12
12
12
12
12
12
9
0
0
0
0
0
0
0
0
6
12
12
12
12
12
12
9
0
0
0
0
0
0
0
0
6
12
12
12
12
12
12
9
0
0
0
0
0
0
0
0
6
12
12
12
12
12
12
9
TOTAL 2009
122
0
122
0
122
0
122
Valores
estabelecidos pela
portaria 518/04
Até 5 uT
*
Mínimo: 0,2 ppm
Amostra
s
realizada
s
Amostras
fora dos
padrões
9
12
9
5
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
6
12
12
12
12
12
12
9
0
0
0
0
0
0
0
0
0
122
0
Máximo: 15 UC
Fonte: Dados CASAL – Unidade de Negócio Leste – Supervisão de Tratamento.
pH
Recomendado entre
6,0 e 9,5
48
6 RIO LARGO
O município de Rio Largo (Figura 18) está localizado na região leste do Estado de
Alagoas, limitando-se a Norte com os municípios de Murici e Messias, a Sul com Satuba e
Pilar, a Leste com Maceió e a Oeste com Atalaia.
Figura 18: Mapa de Alagoas com localização do município de Rio Largo (sem escala).
Fonte: Adaptado do Diagnóstico do município de Rio Largo, 2005.
2
A área municipal ocupa 309,37 km (1,11% de AL), inserida na meso-região do
Leste Alagoano e na micro-região de Maceió, predominantemente na Folha Rio Largo
(SC.25-V-C-I) e, parcialmente, na Folha Maceió (SC.25-V-C-IV), ambas na escala 1:100.000,
editadas pelo MINTER/SUDENE em 1989. A sede do município tem uma altitude de
aproximadamente 39 m e coordenadas geográficas de 9°28’42’’ de Latitude Sul e 35°51’12’’
de Longitude Oeste. O Município foi criado em 1830, desmembrado de Marechal Deodoro.
Segundo o censo 2000 do IBGE, a população total residente é de 62.510 habitantes, dos quais
30.600 do sexo masculino (48,95%) e 31.910 do sexo feminino (51,05%). São 49.919 os
habitantes da zona urbana (79,90%) e 12.591 os da zona rural (20,10%). A densidade
demográfica é de 202,10 hab/km².
No município existem 14.835 domicílios particulares permanentes, dos quais 13.590
(91,60%) possuem banheiro ou sanitário e destes, apenas 3.384 (22,80%) possuem banheiro e
esgotamento sanitário via rede geral. Cerca de 10.768 (72,60%) são abastecidos pela rede
geral de água, enquanto que 969 (6,50%) são abastecidos por poços ou nascentes e 3.098
49
utilizam outras formas de abastecimento (20,90%). Apenas 12.346 (83,20%) domicílios são
atendidos pela coleta de lixo, evidenciando a existência de uma fonte de sérios problemas
ambientais e de saúde pública para a população.
Recursos hídricos: está inserido na bacia hidrográfica do Rio Mundaú, que o
atravessa no sentido Norte/Sul (N-S), banhando a sua sede. Seus principais afluentes são: o
Rio Pratagi e o Riacho do Vicente; os Riachos Quindinha, Congo e Mãe Rosa; o Rio Satuba.
São perceptíveis dois padrões de drenagem: do tipo retangular a Oeste, e do tipo dendrítico a
Leste. Todo esse sistema fluvial deságua no Oceano Atlântico.
Sistema de abastecimento: é abastecida pela estação de tratamento do tipo
convencional (Figura 19), onde as fases do processo são: coagulação, decantação, filtração e
desinfecção.
Os produtos químicos são os mais comuns e universalmente empregados:
Sulfato de Alumínio, Hidróxido de Cálcio e Cloro Liquefeito ou Hipoclorito de cálcio.
Atualmente a captação da água bruta para a estação convencional é feita nas nascentes (Figura
20), localizada na Mata do Rolo onde trata uma vazão média de 70 l/s, com regime de
operação em torno de 24 horas/dia, produzindo em média 6.000 m3/dia, os quais são
destinados para toda a cidade.
Walsyneide C S Costa , 2010
Figura 19: Estação de tratamento: Tipo convencional.
Fonte: Arquivo Pessoal.
50
Walsyneide C S Costa , 2010
Figura20: Captação superficial: Nascente Mata do Rolo.
Fonte: Arquivo Pessoal.
Condição dos mananciais: A qualidade da água do manancial Rio Jacaretinga é
regulamentada com base na Resolução CONAMA n° 357/2005 do Ministério de Meio
Ambiente, sendo responsável por este monitoramento o Instituto do Meio Ambiente de
Alagoas – IMA/AL, órgão ambiental do Estado.
Até o momento, a qualidade da água bruta é boa e se enquadra na classe apropriada
para ser tratada para o consumo humano, apesar de possuir na sua bacia culturas que não
oferecem proteção as encostas que possibilitam a formação das barragens, o que muito
contribui para a ação degradadora por erosão hídrica, não estando isenta inclusive de riscos de
contaminação da sua água, visto que, a agricultura canavieira predomina na bacia e nem do
desmatamento que passa a ser uma ameaça sobre tudo para as nascentes.
Qualidade de água: A qualidade da água é avaliada por meio de análises. Analisar
toda massa de água destinada ao consumo é impraticável; por isso, colhem-se amostras e, por
suas análises conclui-se a qualidade da água. A qualidade da água fornecida é controlada
diariamente desde a captação no rio, durante o processo de tratamento até o ramal das
residências. Além deste controle são analisados todos os produtos químicos utilizados para o
tratamento da água. A qualidade da água distribuída é verificada diariamente com amostras
coletadas em pontos estratégicos da rede de distribuição, para atender ao número mínimo de
amostras exigido pela Portaria 518 do Ministério da Saúde. A seguir, apresenta-se um resumo
(Tabela 12 e 13) com os principais parâmetros, com o resultado das respectivas análises
executadas durante o período de 2008 a 2009.
51
Tabela 12: Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada em 2008
ANO 2008
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
TURBIDEZ
Amostr
as fora
Amostras
dos
realizadas
padrõe
s
71
1
56
1
69
2
39
1
41
13
COLIFORME
Amostra
s c/
Amostras
presenç
Realizadas
a de Coli
Total
71
0
56
0
69
0
39
0
41
1
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
CLORO RESIDUAL
COR
pH
Amostra
s
Realizad
as
Amostras
fora dos
padrões
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
71
56
69
39
41
1
1
4
0
6
71
56
69
39
41
0
1
1
0
13
71
56
69
39
41
0
3
0
1
3
JUNHO
JULHO
AGOSTO
56
53
59
14
16
4
56
56
59
0
0
0
56
56
59
1
1
1
56
56
59
8
13
4
56
56
57
0
9
3
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
55
56
56
2
2
3
55
56
56
1
1
4
55
56
56
3
1
8
55
56
56
3
1
3
54
56
56
0
2
0
41
3
41
0
41
1
41
4
41
0
TOTAL 2008
Valores
estabelecidos
pela portaria
518/04
652
62
655
7
655
28
655
51
652
21
Até 5 uT
*
Mínimo: 0,2 ppm
Máximo: 15 UC
Recomendado entre
6,0 e 9,5
Fonte: Dados CASAL – Unidade de Negócio Leste – Supervisão de Tratamento.
Tabela 13: Principais parâmetros, com resultado das respectivas análises executada em 2009
ANO 2009
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
TOTAL 2009
Valores
estabelecidos
pela portaria
518/04
TURBIDEZ
Amostr
as fora
Amostras
dos
realizadas
padrõe
s
42
0
45
25
COLIFORME
Amostra
s c/
Amostras
presenç
Realizadas
a de Coli
Total
56
0
45
0
REDE DE DISTRIBUIÇÃO
CLORO RESIDUAL
COR
pH
Amostra
s
Realizad
as
Amostras
fora dos
padrões
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
Amostras
realizadas
Amostras
fora dos
padrões
56
45
0
0
42
45
0
11
42
45
0
0
50
56
52
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46
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0
568
51
580
0
582
0
568
30
568
0
Até 5 uT
*
Mínimo: 0,2 ppm
Máximo: 15 UC
Fonte: Dados CASAL – Unidade de Negócio Leste – Supervisão de Tratamento.
Recomendado entre 6,0 e
9,5
52
4 METODOLOGIA
A metodologia utilizada foi divida em duas etapas:
A primeira metodologia empregada para a caracterização dos impactos antrópicos ao
longo da área estudada tomou como bases as seguintes etapas:
a) fase de levantamento bibliográfico sobre conceitos e questões pertinentes às
interferências humanas em áreas de mananciais, enfazitando-se os efeitos dessas
interferências sobre o meio ambiente local, detalhes metodológicos usados na
avaliação dos impactos e na caracterização do ambiente;
b) fase de observação direta e indireta da área estudada, com visitas de campo, usos de
fotografias e elaboração de questionários e matrizes de impactos;
c) fase de tratamento estatístico dos dados coletados.
O segundo processo metodológico utilizado para análise do consumo e índice de
qualidade da água tratada e distribuída de acordo com a sazonalidade foi o seguinte:
a) coleta e análise dos dados mensais de precipitação pluviométricas (mm), de consumo
de água e índice de qualidade da água obtidos através dos parâmetros físicos, químicos
(IFQDP) e bacteriológicos (IBDP), fornecido pela CASAL.
b) Testes de correlação foram aplicados entre as variáveis (consumo e precipitação) para
subsidiar as reflexões, e gerados gráficos para visualização das ocorrências ou não das
mesmas (Apêndice A). O coeficiente de correlação de Pearson é obtido pela seguinte
equação:
onde
e
são os valores medidos de ambas as variáveis. Para
além disso
e
são as médias aritméticas de ambas as
variáveis. A análise correlacional indica a relação entre duas variaveis lineares e os valores
sempre serão entre +1 e -1. O sinal indica a direção, se a correlação é positiva ou negativa, e o
tamanho da variavel indica a força da correlação.
53
Nas seguintes abordagens metodológicas abaixo será mostrada todo o procedimento
detalhado:
4.1 Caracterização dos Impactos Antrópicos nos Mananciais
Para caracterização dos impactos antrópicos nos mananciais (superficial ou
subterrâneo) em pontos de captação foi utilizado registro fotográfico e matrizes de impactos.
Os resultados das matrizes foram mostrados em forma de gráficos de colunas (histogramas).
Para chegar a essa etapa foi necessário fazer adaptações na metodologia de matrizes
de impactos utilizando como modelo o método de Caanter (1984), que utiliza conceitos
básicos de escala de ponderação e Rohde (1988), no que se refere ao detalhamento das
características dos impactos.
Usou-se, neste trabalho, as listagens de controle descritiva utilizadas por Caanter
(1984), por facilitar a descrição geral do ambiente, e a decomposição da paisagem em seus
elementos os quais se pode analisar. Na atribuição escalar utilizou-se como parâmetro o
método do Patamar de tolerância ou Limite de interesse (”Threshold of Concern”). É um tipo
de listagem de controle escalar. É utilizado nas avaliações de impactos em projetos de manejo
florestal, onde se estipula parâmetros escalares aos impactos a partir dos limites máximos e
mínimos do componente ou do recurso natural, onde se incorpora o grau de importância de
cada impacto.
Utilizando a metodologia de Rohde (1988), conforme indicado na Tabela 14, foram
adotados os seguintes valores assim definidos:
0 = para inexistência da interferência;
1 = presença irrelevante ou pouca interferência;
2 = para impactos perceptíveis ou média presença do fator impactante;
3 = para indicar impactos agudos, ou presença maciça.
54
Tabela 14: Classificação dos impactos com escala de cores e valores numéricos dos
indicadores adotados para os impactos antrópicos evidenciados na área de estudo
COR
VALOR DE
IMPORTÂNCIA
DO IMPACTO
MAGNITUDE
DO IMPACTO
0
Ausente
1
Pequena
2
Moderada
3
Alta
INDICADOR
Inexistência de atributos a ser estudado e nenhuma
interação
Poucas alterações antrópicas, sem prejuízo das
qualidades ambientais, que podem ser sanados com
pouco esforço
Interferências de expressividade mediana, a pontos de
alterar as características naturais do ambiente.
Grande presença de interferências podendo colocar o
sistema em risco, e necessita de ações corretivas.
Fonte: Adaptado de Ceotma ( 1984), Rohde (1988), Marcelino (2000) e Silva (2008).
Os índices de qualidade ambiental (IQA), fornecido por Marcelino (2000), das
localidades estudadas foram obtidos com base na seguinte equação: IQA = (Pt – Pi)/ Pt
Onde: Pt = Somatório dos pesos de todos os impactos, em caso de, hipoteticamente
apresentassem o seu nível máximo, no caso, Pt = 60 (ou 3= peso máximo individual x 20 =
total de fatores impactantes), e Pi = Somatória dos pesos dos diversos fatores de impacto
ambiental em cada compartimento. Os índices assim obtidos podem variar entre 0 e 1 (ou 0 e
100%), sendo que zero “0” indica a máxima degradação ambiental e 1, a máxima qualidade
ambiental.
Para evidenciar os principais impactos antrópicos das áreas pesquisados foi montado
um “check list”, utilizando os modelos de matrizes de impacto ambiental apresentado por
Caanter (1984) e Rohde (1988), onde adotou – se uma listagem de controle escalar, em que
foram estipuladas pontuações aos impactos encontrados na área com base em limites máximo
e mínimos pré-estabelecidos. Para os modelos de matrizes utilizadas na pesquisa foram
confeccionadas três tipos:
a) Matriz de interferências humanas nas áreas dos mananciais: Foram descritos os
principais tipos de impactos analisados, decorrentes da ação humana, visando
classificá-los e caracterizá-los de forma quantitativa. Todos os impactos evidenciados
no ambiente em estudo foram agrupados conforme especificado na Tabela 15,
considerando-se tanto o meio natural (físico-biológico) como o meio socioeconômico,
procurando-se com isso obter diagnóstico atualizado das problemáticas, se existir, que
envolvem o cotidiano das áreas dos mananciais. Verificando a Tabela 15, as linhas
horizontais sintetizam os impactos presentes nos compartimentos estudados e as
verticais incluem a classificação dos impactos ( D = diretos ou I = indiretos).
55
Tabela 15: Matriz das interferências humanas nos diferentes compartimentos selecionados
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b) Matriz de usos do espaço das áreas dos mananciais: Nesta matriz foram descritas as
diferentes formas de utilização do espaço estudado nos diferentes setores pesquisados,
com informações sobre a intensidade de usos (indicativos: 0 = ausência; 1 = pequeno
uso; 2 = uso moderado e 3 = alto uso, adotando-se critérios de ponderação similares
aqueles considerados na avaliação dos impactos antrópicos (Tabela 16).
Tabela 16: Matriz dos usos mais evidentes catalogados na área estudada
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56
c) Matriz de infraestrutura urbana nos diferentes setores da pesquisa: Nessa matriz
que foi representada na Tabela 17, evidenciará as condições de infraestrutura urbana
nos arredores da área do manancial. Sua função será avaliar se existe próximo a área
estudas algum tipo de infraestrutura que futuramente poderá acarretar danos a área do
manancial.
Tabela 17: Matriz de infra-estrutura urbana nos diferentes setores da área do manancial
4
11
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4.2 Análise do Consumo e Índices de Qualidade da Água Tratada e Distribuída de
Acordo com a Sazonalidade dos Períodos Secos e Chuvosos
Para verificar as possíveis variações sazonais no consumo e na qualidade da água dos
mananciais o estudo foi desenvolvido no período de dois anos (2008 e 2009), considerando as
duas estações definidas para as regiões, quais sejam: estação chuvosa (Março a Agosto) e
estação seca (Setembro a Fevereiro).
Os dados sobre os índices de qualidade da água (Índices Físico-Químicos - IFQDP e
Índices Bacteriológicos - IBDP %), os consumo/volumes de águas (m³) subterrâneas e
superficiais, utilizadas no abastecimento público das cidades de Colônia de Leopoldina,
Matriz de Camaragibe, Pilar, Porto de Pedras e Rio largo, foram obtidos do ano de 2008 e
2009, junto à CASAL na Unidade de Negócio Leste. Já os dados de precipitação (mm) mensal
foram obtidos pelas Estações Meteorológica da SEMARH- AL /DMET (Apêndice B).
Com os respectivos dados mensais, da Estação Meteorológica, de precipitação (mm)
foram utilizadas comparações entre consumo e índice de qualidade para verificar de acordo com
os períodos como se comportam de acordo com as condições do tempo e do clima. O
57
processamento destes dados foi consistido da elaboração de tabelas e gráficos por meio do
software Excel.
4.3 Avaliação da Eficiência dos Processos de Tratamento de Água
Para a avaliação da eficiência dos processos de tratamento de água completo
aplicado nas Estações de Tratamento de Água – ETA`s para todos os
cincos sistemas
operados pela CASAL, foi feita por meio de análise da água tratada (índices físico-químicos e
bacteriológicos), utilizando como critérios a Portaria nº 518/2004 estabelecido pelo Ministério
da Saúde. Foram analisadas os dados coletados no período de 2008 e 2009 nas saídas das
ETA´s e Poços.
58
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES
5.1 Caracterização dos Impactos Antrópicos nos Mananciais
5.1.1 Interferências humanas evidenciadas na área de estudo
Os principais impactos antrópicos evidenciados na área de estudo (captação
superficial e subterrâneo), são identificados com base nas listagens de controle ponderadas e
adotadas nesta pesquisa, e que estão classificados em diretos (D) e indiretos (I), conforme os
critérios apresentados na deliberação do CECA (1987), sendo que os primeiros predominam
na maior parte nos setores estudados (Tabela 18).
Em Colônia de Leopoldina, os impactos que mais se destacaram foram: alteração da
beleza cênica, assoreamento e impacto na captação. Todos esses impactos citados são bem
percebíveis porque estão associados com as atividades humanas desenvolvidas na área de
influência do manancial que é a de plantação de culturas (agricultura), sendo feito o preparo
do solo para a agricultura executado sem considerar as práticas conservacionistas do solo. Em
se tratando de uma área de declividade acentuada nota-se a falta de terraceamento, o que viria
a evitar o processo de erosão e consequentemente o assoreamento da nascente. Conforme o
técnico da Emater/Ubiratã, o Engenheiro Agrônomo João Ricardo Rissardo (apud FILHO et
al, SD, p.5) apesar da inovação do plantio direto, muitos proprietários não o praticam de
forma adequada. Isso comprova que a ganância econômica acaba por esgotar os recursos
naturais que são imprescindíveis à sustentação da vida no planeta.
Em Matriz de Camaragibe, destacou-se como atividade mais impactante a construção
urbana, tendo em vista que o poço que abastece a cidade está situado dentro da cidade em área
que atualmente encontra-se em processo de expansão imobiliária.
No sistema de captação de água da cidade do Pilar, o único impacto antrópico que
destacou-se foi: alteração da beleza cênica. O valor de importância encontrado na área
estudada foi de um (1) que corresponde na escala numérica adotada o indicador de poucas
alterações antrópicas, sem prejuízo das qualidades ambientais, que podem ser sanados com
pouco esforço. Devido à área de estudo está localizada dentro do Vale das Marrecas – área de
preservação ambiental – o manancial que abastece a cidade pertence à Bacia Hidrográfica do
Mundaú e apresenta proteção com matas ciliares densas em toda sua extensão, dificultando o
acesso de pessoas estranhas ao local.
59
Em Porto de Pedras os impactos encontrados foram alteração da beleza cênica, pesca
e acesso de pessoa estranha na captação de água bruta, em virtude desta está localizada em
área litorânea na qual é comum circularem pessoas que vivem na região para realizar
atividades como pesca e corte de madeira.
Já em Rio Largo o mais impactante foi à degradação ambiental, apesar de a captação
localizar-se em região de difícil acesso e está centralizada em uma grande reserva de mata, tal
degradação decorre de erosão causada principalmente pela ação das águas pluviais e ação do
homem através de desmatamento.
Contudo os resultados mostraram que Colônia de Leopoldina e Rio Largo, foram às
áreas mais influenciadas aos diferentes tensores antrópicos, e em situação oposta, temos Pilar,
Porto de Pedras e Matriz de Camaragibe (Tabela 18).
Tabela 18: Principais impactos identificados nas áreas estudadas, e seus valores atribuídos
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1
2
3
4
5
6
74
Os principais impactos presentes nas captações foram calculados e listados a partir
dos dados da Tabela 18, conforme sugere Duinker (1986), tomando-se como base o total geral
de pontos dos tipos de impactos, pode-se evidenciar que os mais impactantes nas áreas são:
60
alteração da beleza cênica, degradação ambiental e acesso de pessoas estranhas na captação
(Tabela 19).
Tabela 19: Hierarquia dos impactos antrópicos evidenciados no ambiente estudado
TIPOS DE IMPACTOS
Alteração da beleza cênica
Degradação Ambiental
Acesso de pessoas estranhas na captação
Assoreamento
Construção Urbana
Impacto na captação
Atividades Comerciais
Pesca
Processo Erosivo
INTENSIDADE DO
IMPACTO
06
03
03
02
02
02
01
01
01
Os valores totais dos impactos incluídos na Tabela 18 e na Tabela 19 foram
reagrupados, calculando-se em seguida o valor médio dos pesos atribuídos a todos os
impactos em cada um das cidades, possibilitando-se hierarquizar, desse modo, os setores mais
e menos impactados. Constatou-se que as localidades mais comprometidas foram Colônia de
Leopoldina e Rio Largo (Tabela 20).
Tabela 20: Classificação hierárquica dos principais impactos antrópicos evidenciados na
área de estudo
LOCALIDADES
SOMATÓRIO
MÉDIA DOS
IMPACTOS
RESULTADOS
07
0,38
Colônia de Leopoldina
04
0,22
Matriz de Camaragibe
01
0,05
Pilar
03
0,16
Porto de Pedras
06
0,33
Rio Largo
O somatório obtido em cada setor do ambiente estudado, incluídos na listagem de
controle dos impactos antrópicos (Tabela 18) foi convertido em valores percentuais em
relação ao peso de todos os impactos, caso estes apresentassem o seu nível máximo (peso 3;
máximo = 57, ou seja, 19 tipos de impactos 3 vezes ), possibilitou estabelecer-se índices de
qualidade ambiental (IQA), que variam entre 0 e 1 (ou 0 e 100%); 0 = máxima degradação
ambiental; 1= excelente qualidade ambiental (Apêndice C – cálculo do IQA).
61
Pela Figura 21, as captações estudadas considerando-se os índices de qualidade
ambiental foram superiores a 0,7 demonstrando assim boas condições ambientais, sendo que a
captação do Pilar chegou a um nível próximo ao excelente em qualidade ambiental.
Figura 21: Índices de qualidade ambiental das captações das cidades estudadas.
Fonte: Autora, 2011.
5.1.2 Principais usos do espaço na área de estudo
Diferenças entre cada população das cidades operadas pela CASAL foram
observadas no que concerne às formas de uso do espaço das margens e das áreas de captação
(Tabela 21).
Tabela 21: Principais usos do espaço nas áreas estudadas, e seus valores atribuídos.
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62
Como visto na Tabela 21, a área estudada da cidade de Colônia de Leopoldina
desenvolvem-se predominantemente a utilização do espaço para plantação de culturas com
utilização do rio para irrigação (Figura 22); já na cidade de Porto de Pedras tem-se um
pequeno uso para a pesca, devido à área estudada ficar em uma região litorânea, com o riacho
formando em diversas áreas lagos naturais (Figura 23).
Figura 23: Espaço utilizado para pesca – Captação.
Walsyneide C S Costa , 2010
Walsyneide C S Costa , 2010
Figura 22: Espaço utilizado para irrigação de Culturas.
Fonte: Arquivo Pessoal
5.1.3 Condições de infraestrutura na área de estudo
Com relação às condições infraestruturais encontradas nas diferentes localidades das
áreas de estudo (Tabela 22), constatou-se que na área de captação da cidade de Matriz de
Camaragibe é um pouco mais servida de vias de acesso (pavimentadas), possui sistema de
comunicação, atividades comerciais, distribuição de energia, escolas, igrejas próximo, tudo
isso é devido à localização da área de captação (poços profundos) ficar dentro da cidade. Já
nas outras áreas de estudo as vias são de difícil acesso e sem pavimento.
Tabela 22 : Condições de infraestrutura nas áreas estudadas, e seus valores atribuídos
;
88
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63
5.2 Análise do Consumo e Índices de Qualidade da água Tratada e Distribuída de
Acordo com a Sazonalidade dos Períodos Secos e Chuvosos
5.2.1 Consumo x Precipitação
6 Colônia de Leopoldina
Pode-se mostrar através das Figuras 24 e 25 a sazonalidade da região em estudo, que
o período chuvoso segue de Março a Julho, com as maiores taxas de precipitação encontradas
no ano de 2008 nos meses de Maio e Julho (269.8 mm e 244.5 mm), o que demonstra a queda
do consumo no período que vai de Setembro a Fevereiro o consumo aumentou devido à
precipitação que caiu na cidade e variou de 33.5 mm a 41.4 mm. No ano de 2009 pode-se
notar que o período mais chuvoso foi no mês de Maio, 342.20 mm, seguido pelo mês de
Junho 217.4 mm, já o período seco da região segue nos meses de Setembro à Fevereiro
CONSUMO m3
PRECIPITAÇÃO mm
Figura 24: Consumo x precipitação ano 2008 – Colônia de Leopoldina/AL.
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 25: Consumo x precipitação ano 2009 – Colônia de Leopoldina/AL.
64
6 Matriz de Camaragibe
Observando-se as Figuras 26 e 27 verifica-se que a sazonalidade da região em estudo
mostra que o período chuvoso segue de Março à Agosto, sendo as maiores taxas de
precipitação encontradas no ano de 2008 nos meses de Maio e Julho (313 mm e 365 mm,
respectivamente), o que demonstra a queda do consumo e que nos meses de Setembro à
Fevereiro o consumo aumentou devido à pequena precipitação que caiu na cidade e variou de
55 mm a 10 mm. No ano de 2009, observa-se que o período mais chuvoso ocorreu no mês de
Agosto, 343 mm, seguido pelo mês de Maio 341 mm. Já o período seco da região ficou entre
nos meses de Setembro à Março.
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 26: Consumo x precipitação ano 2008 – Matriz de Camaragibe/AL.
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 27: Consumo x precipitação ano 2009 – Matriz de Camaragibe/AL.
65
6 Pilar
Pode-se observar através das Figuras 28 e 29 a sazonalidade da região em estudo,
que o período chuvoso segue de Março à Agosto, sendo as maiores taxas de precipitação
encontradas no ano de 2008 nos meses de Maio e Julho (582.4 mm e 420 mm), o que
demonstra a queda do consumo e que no período que compreende os meses de Setembro à
Fevereiro o consumo aumentou devido à pequena precipitação que caiu na cidade e variou de
46 mm a 87 mm. Já no ano de 2009, pode-se notar que o período mais chuvoso foi no mês de
Maio, 479 mm, seguido pelo mês de Agosto com 367 mm. Já o período seco da região segue
entre os meses de Setembro à Fevereiro.
CONSUMO m3
PRECIPITAÇÃO mm
Figura 28: Consumo x precipitação ano 2008 – Pilar/AL.
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 29: Consumo x precipitação ano 2009 – Pilar/AL.
66
6 Porto de Pedras
A sazonalidade da região em estudo pode ser observada nas Figuras 30 e 31. O
período chuvoso segue de Março à Agosto, sendo as maiores taxas de precipitação
encontradas no ano de 2008 nos meses de Março e Maio (571 mm e 477.7 mm,
respectivamente), o que demonstra a queda do consumo e que no período que compreendido
entre os meses de Setembro à Fevereiro o consumo aumentou devido à pequena precipitação
que caiu na cidade e que variou de 40.1 mm a 10 mm.
Já no ano de 2009, pode-se observar que o período mais chuvoso ocorreu no mês de
Maio 454.3 mm, seguido pelo mês de Junho 399.6 mm. Já o período seco da região ocorreu
entre os meses de Setembro à Fevereiro.
CONSUMO m3
PRECIPITAÇÃO mm
Figura 30: Consumo x precipitação ano 2008 – Porto de Pedras/AL.
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 31: Consumo x precipitação ano 2009 – Porto de Pedras /AL.
67
6 Rio Largo
A sazonalidade da região em estudo pode ser observada nas Figuras 32 e 33. O
período chuvoso segue compreendido entre os meses de Março à Agosto, com as maiores
taxas de precipitação encontradas no ano de 2008 nos meses de Maio e Julho (643.5 mm e
456 mm, respectivamente), o que demonstra a queda do consumo e que nos meses de
Setembro à Fevereiro o consumo aumentou devido à pequena precipitação que caiu na cidade
que variou entre 11 mm a 77 mm. Já no ano de 2009, pode-se notar que o período mais
chuvoso ocorreu no mês de Maio 513.5 mm, seguido pelo mês de Junho 348 mm. Já o
período seco da região ficou compreendido entre os meses de Setembro à Janeiro.
CONSUMO m3
PRECIPITAÇÃO mm
Figura 32: Consumo x precipitação ano 2008 – Rio Largo/AL.
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 33: Consumo x precipitação ano 2009 – Rio Largo/AL.
68
Nas Figuras 34 á 43, são apresentados os gráficos de correlação, comparando as duas
variáveis: consumo X precipitação nas cidades estudadas. Observa-se que linearmente não
houve uma boa correlação, exceto na cidade de Colônia de Leopoldina no ano de 2009 que
houve uma correlação significativa de 0,7.
CONSUMO m3
PRECIPITAÇÃO mm
Figura 34: Correlação entre consumo x precipitação ano 2008 – Colônia de Leopoldina/AL.
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 35: Correlação entre consumo x precipitação ano 2009 – Colônia de Leopoldina/AL.
69
CONSUMO m3
PRECIPITAÇÃO mm
Figura 36: Correlação entre consumo x precipitação ano 2008 – Matriz de Camaragibe/AL.
CONSUMO m3
PRECIPITAÇÃO mm
Figura 37: Correlação entre consumo x precipitação ano 2009 – Matriz de Camaragibe/AL.
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 38: Correlação entre consumo x precipitação ano 2008 – Pilar/AL.
70
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 39: Correlação entre consumo x precipitação ano 2009 – Pilar/AL.
.
CONSUMO m3
PRECIPITAÇÃO mm
Figura 40: Correlação entre consumo x precipitação ano 2008 – Porto de Pedras/AL.
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 41: Correlação entre consumo x precipitação ano 2009 – Porto de Pedras/AL.
71
CONSUMO m3
PRECIPITAÇÃO mm
Figura 42: Correlação entre consumo x precipitação ano 2008 – Rio Largo/AL.
PRECIPITAÇÃO mm
CONSUMO m3
Figura 43: Correlação entre consumo x precipitação ano 2009 – Rio Largo/AL.
72
Nas cidades em estudo o mês de Maio/2008 (Figura 44) foi o de maior precipitação,
isso aconteceu devido ao transporte de umidade do Oceano Atlântico para o continente,
associado ao calor e áreas de baixa pressão ao longo da coluna atmosférica que favoreceu a
ocorrência de chuvas significativas em algumas áreas do Leste da Região Nordeste,
principalmente em Alagoas. Em algumas cidades, como por exemplo, Rio Largo, houve
alagamento e várias famílias ficaram desabrigadas. Em Maio/2009 (Figura 45), registraram-se
acumulados diários de chuvas significativos na faixa litorânea que vai do Nordeste da BA até
o CE. Em várias localidades desta área observaram-se acumulados diários que ultrapassaram
os 100 mm. A chuva anômala do Leste do Nordeste foi provocada pelos intensos ventos de
Sudeste gerados pela atuação de uma baixa relativa em superfície que atuou no Atlântico
próximo a costa.
A presença de um cavado na média e baixa troposfera reforçou o
levantamento e a instabilidade sobre esta área contribuindo para a ocorrência de chuvas
contínuas e, em alguns instantes, fortes que provocaram transtornos e prejuízos em algumas
localidades destas áreas (CPTEC/INPE, 2012).
Observa-se que em todas as cidades estudadas em meses secos e quentes o consumo
é maior (Setembro à Janeiro) e em meses frios é menor (Fevereiro à Agosto). Segundo Santos
(2009), referente à evolução mensal do consumo total médio e total de precipitação na cidade
de São Paulo, mostra em seu trabalho que chuvas intensas ou de longa duração tende a
diminuir o consumo. Por outro lado, chuvas intensas tendem a ocasionar enchentes e elevar o
consumo para limpeza de áreas afetadas. Logo após eventos de precipitação prolongada, o
consumo tende a aumentar em virtude da limpeza doméstica, particularmente de vestuário.
Nota-se que o consumo aumenta (diminui) com o aumento (diminuição) da temperatura,
exceto nos mês de Janeiro e Agosto em razão das férias e da baixa umidade do ar,
respectivamente. Por último, o consumo de água mensal tende a diminuir com o aumento da
umidade relativa e precipitação e diminuição da temperatura.
73
Figura 44: Anomalia de precipitação de maio 2008.
Fonte: CPTEC, 2011.
74
Figura 45: Anomalia de precipitação de maio 2009.
Fonte: CPTEC, 2011.
75
5.2.2 Índice de qualidade da água x Precipitação
6 Colônia de Leopoldina
Conforme resultado da Figura 46, referente aos índices de qualidade da água (IFQDP
e IBDP), pode-se observar que no mês de Maio 2008 a precipitação mensal atingiu 269.8 mm,
com isso percebe-se que o IFQDP baixou chegando a 34,2% referente ao fator turbidez que
por conta da precipitação aumentou, visto que a variedade de materiais suspenso na água
ocorre com maior frequência no período chuvoso. Essa baixa também ocorre devido à
captação está numa área de difícil preservação, devido à existência de culturas próximas ao
leito da barragem de captação de água e a estrutura da Estação de Tratamento, no período do
estudo, estava trabalhando no limite, fez com que a turbidez aumentasse, ultrapassando o
limite que a portaria estabelece, mesmo com uso do coagulante indicado para correção, o
sulfato de alumínio. Já o IBDP no período de Maio e Junho de 2008 também teve uma baixa,
devido ao cloro residual livre, que tem como objetivo principal a desinfecção da água, que
por este motivo tiveram algumas amostras fora dos padrões exigidos.
Figura 46: IQA x Precipitação – 2008 (Sistema de Abastecimento da Casal
Leopoldina/AL).
de Colônia de
IBDP 95%
IFQDP 85%
76
Já na Figura 47, no ano de 2009, observa-se que a precipitação foi mais intensa no
mês de Maio atingindo 342.2 mm, mas devido à estrutura da Estação de Tratamento está
trabalhando no limite e o seu tempo de uso não suportar, fez com que o IFQDP desse uma
baixa quase durante todo o ano, devido ao fator turbidez, pois a ETA não conseguiu coagular
totalmente a água. Já o índice bacteriológico no ano de 2009 atingiu a média permitida pela
Portaria nº 518/2004 estabelecido pelo Ministério da Saúde, onde IBDP 95% e o IFQDP
85%.
Figura 47: IQA x Precipitação – 2009 (Sistema de Abastecimento da Casal de Colônia de
Leopoldina/AL).
IBDP 95%
IFQDP 85%
6 Matriz de Camaragibe
Conforme resultado da Figura 48, referente aos índices de qualidade da água (IFQDP
e IBDP), pode-se observar que no mês de Julho de 2008 a precipitação mensal atingiu 365
mm deixando claro que o IFQDP baixou apenas no começo do ano, no período do verão.
Como o Sistema de Abastecimento dessa cidade é por poços profundos, com isso a água é
filtrada pela própria natureza, neste caso não se utiliza coagulante (sulfato de alumínio), nesse
período do verão aconteceu essa ocorrência devido a uma contribuição de um manancial que
reforça o abastecimento da cidade, quando necessário através da injeção de água direta na
rede de distribuição. Neste período o reforço foi necessário em virtude do alto consumo e a
produção dos poços existentes ser insuficiente para atender a população. Mas observa-se que
mesmo assim no período os índices físico-químicos e bacteriológicos atingiram a média
77
permitida pela Portaria nº 518/2004 estabelecido pelo Ministério da Saúde, onde IBDP 95%
e o IFQDP 85%.
Figura 48: IQA x Precipitação – 2008 (Sistema de Abastecimento da Casal de Matriz do
Camaragibe/AL).
IBDP 95%
IFQDP 85%
Já no ano de 2009 percebe-se, Figura 49, que a precipitação foi mais intensa nos
meses de Maio e Agosto atingindo 341 mm e 343 mm e que nesse período os índices físicoquímicos e bacteriológicos atingiram a média permitida pela Portaria nº 518/2004
estabelecido pelo Ministério da Saúde, onde IBDP 95% e o IFQDP 85%.
Figura 49: IQA x Precipitação - 2009 (Sistema de Abastecimento da Casal de
Camaragibe/AL).
Matriz
IBDP 95%
IFQDP 85%
78
6 Pilar
Conforme resultado da Figura 50 referente aos índices de qualidade da água (IFQDP
e IBDP), pode-se observar que no mês de maio de 2008 a precipitação mensal atingiu 582.40
mm, notando-se que o IFQDP baixou chegando a 47,2% referente ao fator turbidez que por
conta da precipitação aumentou, visto que a variedade de materiais suspenso na água ocorre
com maior frequência. Em virtude do aumento da turbidez foram feitos os ajustes necessários
na dosagem do coagulante (sulfato de alumínio), fazendo com que o fator turbidez diminuísse
para os padrões de aceitação da Portaria. Contudo, pode-se perceber que apesar de no mês de
Julho de 2008 a precipitação ter atingido 420 mm, o fator turbidez diminuiu aumentando
assim o IFQDP. O índice bacteriológico teve uma queda no mês de Junho, atingindo um
valor de 86,5%, mas nos outros meses atingiu a média permitida pela Portaria nº 518/2004
estabelecido pelo Ministério da Saúde, onde IBDP 95%.
Figura 50: IQA x Precipitação - 2008 (Sistema de Abastecimento da Casal do Pilar/AL).
IBDP 95%
IFQDP 85%
Já no ano de 2009, Figura 51, observa-se que a precipitação foi mais intensa nos
meses de Maio e Agosto atingindo 479.00 mm e 367.00 mm, respectivamente, e que nesse
período os índices físico-químicos e bacteriológicos atingiram a média permitida pela Portaria
nº 518/2004 estabelecido pelo Ministério da Saúde, onde IBDP 95% e o IFQDP 85%,
exceto o IFQDP no mês de Julho que atingiu 70,6% devido à turbidez.
79
Figura 51: IQA x Precipitação – 2009 (Sistema de Abastecimento da Casal do Pilar/AL).
IBDP 95%
IFQDP 85%
6 Porto de Pedras
Conforme resultado da figura 52 e 53 referente aos índices de qualidade da água
(IFQDP e IBDP), pode-se observar que no mês de Março de 2008 a precipitação mensal
atingiu 571 mm e em 2009 no mês de Maio atingiu 454.3 mm. Observa-se que o IFQDP
baixou chegando a 82,9% em Dezembro de 2008 e no primeiro trimestre de 2009, essa baixa
foi referente ao fator turbidez que por conta da forte precipitação que caiu no inverno de 2008
fez com que danificasse o leito filtrante da Estação de Tratamento. Observa-se que depois da
substituição do leito filtrante a partir de Abril até o final do ano de 2009, tanto os índices
físico-químicos como também os bacteriológicos atingiram a média permitida pela Portaria nº
518/2004 estabelecido pelo Ministério da Saúde, onde IBDP 95% e o IFQDP 85%.
80
Figura 52: IQA x Precipitação - 2008 (Sistema de Abastecimento da Casal de Porto de Pedras/AL).
IBDP 95%
IFQDP 85%
Figura 53: IQA x Precipitação – 2009 (Sistema de Abastecimento da Casal de Porto de Pedras/AL).
IBDP 95%
IFQDP 85%
81
6 Rio Largo
Observando as Figuras 54 e 55, no ano de 2008 e 2009 percebe-se que a precipitação
foi mais intensa nos meses de Maio atingindo respectivamente 643.5 mm e 513.5 mm e que
nesse período os índices físico-químicos e bacteriológicos atingiram a média permitida pela
Portaria nº 518/2004 estabelecido pelo Ministério da Saúde, onde IBDP 95% e o IFQDP
85%, exceto o IFQDP no mês de Fevereiro de 2009 que atingiu 78,6% devido à turbidez.
Figura 54: IQA x Precipitação - 2008 (Sistema de Abastecimento da Casal de Rio Largo/AL).
IBDP 95%
IFQDP 85%
Figura 55: IQA x Precipitação - 2009 (Sistema de Abastecimento da Casal de Rio Largo/AL).
IBDP 95%
IFQDP 85%
82
6 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
A água destinada ao abastecimento público nas áreas de estudo é captada em dois
diferentes compartimentos: manancial superficial e manancial subterrâneo. Neste trabalho
foram estudados os pontos de captações de água superficiais e subterrâneos. Portanto, foi
visto no estudo que o primeiro possui maior probabilidade de sofrer contaminações
provenientes de atividades antrópicas e variações de intempéries.
No período de chuvas, especificamente durante os eventos pontuais nos quais
ocorrem precipitação pluviométrica, houve depreciação da qualidade da água do manancial de
abastecimento público de algumas cidades, principalmente Colônia de Leopoldina. Este fato
pode subsidiar a tomada de decisões para recuperação e monitoramento da bacia hidrográfica
(manancial) e para o ajuste e manutenção periódica do processo de tratamento de água de
acordo com a qualidade da água a ser tratada.
Na análise dos resultados de acordo com o que foi obtido no estudo levam às
seguintes conclusões:
Os impactos ambientais caracterizados e avaliados nas captações foram mais
expressivos a interferência humana na captação da cidade de Colônia de Leopoldina e a
menor interferência foi observada na captação da cidade do Pilar.
Nas localidades estudadas os níveis de qualidade ambiental ultrapassam o limite
crítico (50%), chegando a ser superior a 80%, a captação da cidade do Pilar apresentou o
melhor índice, chegando a 0,94%. Recomenda-se a importância de se ter um monitoramento
contínuo para a conservação desses mananciais/captações. O principal uso do espaço na
captação encontrado foi a utilização do espaço para plantação de culturas, com a água dos rios
sendo utilizada para irrigação na captação de Colônia de Leopoldina. Na captação/manancial
de Matriz de Camaragibe por localiza-se no centro urbano da cidade foi onde constatou-se as
melhores condições de infraestrutura, isso implica dizer que o crescimento urbano está
acelerado, ficando o alerta, pois se não forem adotadas as devidas providências, o crescimento
imobiliário desordenado da área poderá ocasionar impactos como: aumento de esgotos,
mudanças estéticas e interferências na qualidade ambiental.
Os parâmetros físico-químicos (IFQDP) tiveram uma pequena baixa no período
chuvoso dos municípios que vai geralmente de março a agosto de cada ano, mas, que no
período chuvoso o índice foi ajustado gradativamente com a dosagem necessária do
coagulante (sulfato de alumínio). Os parâmetros bacteriológicos (IBDP) na maioria das
cidades, não tiveram influência do período chuvoso, obtendo assim, nas práticas desse
83
parâmetro padrões exigidos pela Portaria 518/2004 do Ministério da Saúde. Na cidade de
Colônia de Leopoldina, no mês de maio/2008, devido ao maior índice de chuva o IBDP
sofreu uma queda, mas nos meses seguintes conseguiu atingir os padrões exigidos.
No que diz respeito à sazonalidade, a água consumida apresentou qualidade melhor
na estação seca, exceto no sistema de abastecimento de Colônia de Leopoldina, pois este
sistema necessitava na época de uma reforma na sua estrutura, pois trabalhava no limite não
atendendo mais a demanda necessária para atender a cidade.
Como sugestão para os próximos trabalhos devem ser usados outras estruturas de
correlação, como por exemplo correlação cruzadas.
Como este trabalho visava identificar quais os efeitos da sazonalidade na qualidade
da água que abastece as cidades da UN LESTE/CASAL, pôde-se concluir com a prática dos
estudos, e os resultados alcançados em cada experimento feito, que os parâmetros físicos
analisados tiveram um grande destaque na Cor e na Turbidez no período chuvoso do
município que vai geralmente de Março a Agosto de cada ano. É normal que alguns dos
parâmetros que compõem o IQA apresentem maiores valores na época das chuvas,
degradando a qualidade da água nesta estação frente à estação seca. Pois a ocorrências de
chuva e as alterações antrópicas nos mananciais interferem na potabilidade da água do
impacto negativo de uma das variáveis frente ao comportamento das outras (SILVA &
JARDIM, 2006).
Os objetivos propostos para a realização do presente estudo foram atingidos, tendo
em vista que foram analisadas e avaliadas as características físico–químicas e bacteriológicas
da água tratada verificou-se a eficiência dos processos de tratamento aplicados nas ETA‘s da
Unidade de Negócio Leste da CASAL. Os parâmetros estudados apresentaram
homogeneidade para os valores obtidos nas análises da água tratada, além de estarem dentro
das faixas indicadas pela legislação de potabilidade vigente. De acordo com os resultados, as
águas destinadas ao Abastecimento Público estão apropriadas ao fim que se destinam.
O presente estudo não pretende ser conclusivo, uma vez que temas como captação,
tratamento e distribuição de água, dentre outros, precisam ser desenvolvidos na busca de
melhoria da qualidade de vida no que se refere aos aspectos sociais, econômicos e ambientais.
84
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APÊNDICES:
APÊNDICE A – Correlação dos dados de precipitação x consumo - Ano 2008 e 2009.
APÊNDICE B – Dados de índice de qualidade da água, precipitação e consumo mensal
APÊNDICE C – Cálculo do índice de qualidade ambiental - IQA
-0,118529303
Consumo (m³)
29,259
31,289
29,281
29,871
29,936
29,779
29,154
29,202
30,034
28,892
30,101
28,512
Colônia/2009
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Correlação
Precipitação (mm)
10,3
128
84,3
137,4
342,2
217,4
178,9
203,4
93
44,5
19,6
35
-0,68513
Consumo (m³)
31,515
29,839
28,403
29,849
29,213
28,823
28,392
28,65
30,149
29,662
31,522
30,175
Fonte: Autora, 2012 – Adaptado de dados da Companhia de Saneamento de Alagoas (consumo) e Estações Meteorológica da SEMARH- AL /DMET (precipitação).
Correlação
Colônia/2008 Precipitação (mm)
Jan
89,0
Fev
41,4
Mar
174,0
Abr
125,4
Mai
269,8
Jun
184,5
Jul
244,5
Ago
161,4
Set
33,5
Out
52,0
Nov
0,0
Dez
17,6
APÊNDICE A – Correlação dos dados de Precipitação X Consumo Mensal – Ano 2008 e 2009.
89
89
Consumo (m³)
Precipitação (mm)
195,000
29,440
53,000
29,151
239,000
29,386
117,000
28,854
313,000
29,189
254,000
28,345
365,000
28,743
236,000
28,230
55,000
27,772
49,000
29,087
11,500
30,178
10,000
30,027
-0,33026527
Matriz/2009
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Correlação
Precipitação (mm) Consumo (m³)
24,5
30,434
235
29,061
100
28,442
203
28,266
341
29,015
326
29,416
258
28,736
343
29,363
44
29,231
3
28,227
29
30,373
48
29,72
-0,227888019
Fonte: Autora, 2012 – Adaptado de dados da Companhia de Saneamento de Alagoas (consumo) e Estações Meteorológica da SEMARH- AL /DMET (precipitação).
Matriz/2008
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Correlação
90
90
Pilar/2009 Precipitação (mm)
Consumo (m³)
Jan
32
60,134
Fev
149
57,864
Mar
135
55,718
Abr
277
58,505
Mai
479
57,475
Jun
280
55,630
Jul
180
56,040
Ago
367
55,184
Set
49
56,741
Out
18
56,741
Nov
21
59,022
Dez
29
55,398
Correlação
-0,23219
Fonte: Autora, 2012 – Adaptado de dados da Companhia de Saneamento de Alagoas (consumo) e Estações Meteorológica da SEMARH- AL /DMET (precipitação).
Consumo (m³)
Pilar/2008 Precipitação (mm)
22,00
Jan
61,028
87,00
Fev
62,146
240,00
Mar
56,603
115,00
Abr
58,814
582,40
Mai
58,044
282,00
Jun
56,485
420,00
Jul
54,994
301,00
Ago
56,464
46,00
Set
55,932
56,00
Out
56,516
0,00
Nov
57,507
0,00
Dez
58,139
Correlação
-0,35277
91
91
Precipitação (mm)
28,9
20,2
571
238,9
477,7
261,3
313,8
204,3
40,1
46
14,3
10
-0,16328
Consumo (m³)
8,034
8,84
9,081
8,726
8,005
7,713
7,619
7,775
8,542
8,645
8,416
9,017
Port. Pedras/2009
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Correlação
Precipitação (mm) Consumo (m³)
89,9
8,443
191,9
9,402
149,6
9,545
328,1
9,295
454,3
8,938
399,6
8,512
250,3
8,512
275,2
8,573
54,6
8,785
14,3
9,137
20,5
9,097
15,7
9,982
-0,354884054
Fonte: Autora, 2012 – Adaptado de dados da Companhia de Saneamento de Alagoas (consumo) e Estações Meteorológica da SEMARH- AL /DMET (precipitação).
Port. Pedras/2008
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Correlação
92
92
Precipitação (mm)
48,5
23,8
245
105
643,5
227
456
414,5
54,5
77
0
11
-0,39324
Consumo (m³)
122,645
128,6
120,67
120,966
120,765
116,76
116,135
117,377
117,71
118,039
122,704
119,531
R. Largo/2009
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Correlação
Precipitação (mm) Consumo (m³)
30,0
126,252
168,0
119,881
147,0
118,713
237,0
126,843
513,5
125,777
348,0
119,854
201,0
120,000
318,5
124,110
62,0
120,960
0,0
125,949
22,0
126,450
38,0
123,850
-0,099727368
Fonte: Autora, 2012 – Adaptado de dados da Companhia de Saneamento de Alagoas (consumo) e Estações Meteorológica da SEMARH- AL /DMET (precipitação).
R. Largo/2008
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Correlação
93
93
0,7*
-0,3
-22
-0,3
-0,2
0,16
0,03
-0,4
-0,09
Colonia/2009
Matriz/2008
Matriz/2009
Pilar/2008
Pilar/2009
Port. Pedras/2008
Port. Pedras/2009
R. Largo/2008
R. Largo/2009
0,09
0,02
0,2
0,13
0,05
0,05
0,08
0,2
0,04
A correlação é a medida padronizada da relação entre duas variáveis. A correlação nunca pode ser maior do que 1 ou menor do
que menos 1.
* significativa
-0,12
Colonia/2008
0,14
Coef. de
Correlação Determinação
Cidades
94
94
Fonte: Autora, 2011 – Adaptado de dados da Companhia de Saneamento de Alagoas.
APÊNDICE B - Dados de Índice de Qualidade da Água, Precipitação e Consumo Mensal – Ano 2008 e 2009
95
95
Fonte: Autora, 2011 – Adaptado de dados da Companhia de Saneamento de Alagoas (consumo) e Estações Meteorológica da SEMARH- AL /DMET (precipitação).
96
ϵϲ
Fonte: Autora, 2011 – Adaptado de dados da Companhia de Saneamento de Alagoas.
97
ϵϳ
Fonte: Autora, 2011 – Adaptado de dados da Estação Meteorológica da SEMARH- AL /DMET.
98
98
Fonte: Autora, 2011 – Adaptado de dados da Companhia de Saneamento de Alagoas.
99
99
Fonte: Autora, 2011.
APÊNDICE C – Cálculo do Índice de Qualidade Ambiental (IQA)
99
100